doenças cardíacas

A prevenção de doenças cardíacas pouparia milhões à economia

Por Bem-estar

A prevenção é o melhor remédio, não só para a saúde, mas também para a economia, revela um estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology, uma revista da Sociedade Europeia de Cardiologia, que conclui que uma década de prevenção das doenças cardíacas pouparia quase 15 mil milhões de dólares em produto interno bruto (PIB), mantendo as pessoas com empregos remunerados. 

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adolescentes com dor de cabeça

Três quartos dos adolescentes nacionais sofrem com dor de cabeça

Por Saúde Infantil

Os pais conhecem-na bem, ou não fosse esta uma queixa frequente entre os mais pequenos. Por vezes apenas uma desculpa, em muitas outras a dor de cabeça é mais do que isso, mas pouco se sabe sobre quantos afeta ou quais as implicações destas queixas. Questões a que um grupo de especialistas nacionais procurou dar resposta, através de um estudo que concluiu que quase três quartos dos adolescentes sofrem com este problema, que até os impede de ir às aulas.

O trabalho, realizado por investigadores do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, analisou a prevalência da dor de cabeça, ao longo de três meses, entre um grupo de adolescentes de um município urbano.

Para isso, recolheram mais de 2.000 inquéritos, uma avaliação que revela que, ao todo, mais de 6% sofrem de dores de cabeça recorrentes, com 14 ou mais episódios nos três meses anteriores à avaliação. E quase metade (2,8%) com intensidade severa.

Raparigas sofrem mais do que os rapazes

Publicado na Acta Pediátrica Portuguesa, o estudo contabiliza uma prevalência de dor de cabeça de 74,5%, mais elevada entre as adolescentes do sexo feminino (84,6%) do que do masculino (63,9%).

De todos os estudantes avaliados, 24,8% deram conta de pelo menos um episódio de dor de cabeça nos três meses anteriores, com 49,7% a assinalarem cefaleias recorrentes, definidas como mais do que um episódio em igual período, uma vez mais com maior prevalência junto das raparigas (60,8%) do que dos rapazes (38,2%).

Dados que, apesar de referentes a jovens que frequentam entre o 7º e o 9º ano de escolaridade numa zona urbana do País, os especialistas acreditam serem extensíveis ao resto da adolescência nacional.

21% com faltas às aulas

No que diz respeito ao absentismo escolar, traduzido pelas faltas às aulas na sequência das dores de cabeça, o estudo revela que é elevado: 21% dos jovens confirmaram ausências num ou mais dias. Do total, 6,3% faltaram à escola mais do que um dia e 1,1% mais de cinco.

“A elevada taxa de absentismo escolar que advém desta condição é um indicador da alta carga socioeconómica associada à dor de cabeça.”

“A escassez de estudos que caracterizem esta patologia na população pediátrica portuguesa é evidente, e a aplicação de esforços preventivos, tanto diagnósticos como terapêuticos, é essencial para mitigar o impacto da dor de cabeça no quotidiano dos adolescentes portugueses”, lê-se no estudo.

Uma mulher com enxaqueca

Enxaquecas custam 3,8 mil milhões em faltas ao trabalho

Por Nutrição & Fitness

Mais de 30 milhões de dias de baixas médicas por ano e custos na ordem dos muitos milhões: as enxaquecas pesam nas carreiras, nas economias e nos orçamentos, representando um fardo social para os doentes, erário público e economia em geral, revelam dois novos estudos.

Apresentados no Congresso da Academia Europeia de Neurologia, que decorreu em Lisboa, revelam uma realidade que preocupa os especialistas, levando-os a pedir mais investimento na investigação sobre este tema.

Um estudo francês, que incluiu mais de 7.700 pessoas, verificou que 3,8% indicaram já ter sofrido de enxaquecas severas pelo menos durante oito dias no mês.

“Dois terços eram mulheres, com uma idade média de 41 anos, o que significa que as enxaquecas afetam significativamente mais as pessoas no pico das suas carreiras, quando têm famílias para sustentar”, afirma Guillaume Leib, autor do estudo.

“Crises que representam um problema sério no que diz respeito à manutenção dos seus empregos”, confirma o especialista.

De facto, os doentes relataram 33 dias úteis de faltas ao trabalho (baixas médicas) por ano como resultado das enxaquecas, o que se traduz num custo para a sociedade de cerca de 3,8 mil milhões de euros.

Das baixas médicas aos medicamentos: custos elevados

O impacto estende-se também à vida social dos doentes, com 14% a afirmarem que os elementos da sua família tiveram que ajustar as suas horas de trabalho na sequência dos episódios.

No que diz respeito aos encargos financeiros, 58% relataram um custo médio mensal de mais de 30 euros para medicamentos não comparticipados e 43% gastaram mais de 50 euros por mês noutras terapêuticas não farmacêuticas.

Apesar do elevado nível de gastos, públicos e privados, associados à doença, a qualidade de vida dos doentes com enxaqueca permanece longe de ser satisfatória. Mais de três quartos sofrem de distúrbios do sono e gozaram menos o seu tempo livre do que a população livre de enxaqueca.

Reflexos no trabalho

A estudo junta-se outro, vindo da Suíça, que obteve resultados ainda mais detalhados sobre o absentismo no ambiente de trabalho e as baixas médicas: um grupo de 700 doentes com enxaqueca relatou ter perdido uma média de 32 dias por ano como resultado de seu estado, número semelhante ao partilhado pelo estudo francês.

No entanto, de acordo com François Cadiou, encontraram-se diferenças significativas consoante o tipo de doença. “Com uma média de mais de 56 dias úteis perdidos por ano, os doentes com enxaqueca crónica tiveram a maior taxa de absentismo”, explica.

“Pessoas com enxaqueca episódica foram incapazes de ir trabalhar 33 dias no ano, enquanto aqueles com enxaqueca de baixa frequência tiveram uma média de 15 dias fora como resultado da sua situação.”

Outra descoberta revelou um importante ponto de partida para a prevenção: o número de dias de baixa nem sempre foi constante. De facto, o total aumentou consistentemente e, com ele, a quantidade de medicação tomada, isto quando os doentes indicavam a presença de “ansiedade” ou “depressão” como um sintoma ou desencadeador, pelo menos uma vez no período de observação de 28 dias.

O que leva os especialistas a apelar ao aumento do investimento em investigação e prevenção da enxaqueca, citando as vantagens para a sociedade como um todo.