AVC

Desconhecimento do que fazer em caso de AVC é principal causa do atraso nos tratamentos

Por País

Por hora, três portugueses sofrem um AVC, que continua a ser uma das maiores causas de mortalidade e morbilidade em Portugal. Apesar da dimensão dos números e do impacto que tem, a nível individual e nos sistemas de saúde, da divulgação, partilha de informação e sensibilização, os indícios da doença são ainda desconhecidos por muitos, assim como o que deve ser feito.

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Dia Nacional do Doente com AVC

Metade dos AVC podem ser prevenidos, mas ainda se pensa pouco na prevenção

Por País

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que se pode prevenir e tratar. É para reforçar estas mensagens que, no próximo dia 31, se assinala mais um Dia Nacional do Doente com AVC.

O alerta da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) incide sobretudo no combate aos fatores de risco, na divulgação das medidas de prevenção, assim como dos sinais de alerta para o AVC, desenvolvendo, para isso, atividades gratuitas e abertas à participação de todos os interessados.

Apesar de grande causador de incapacidade permanente e de mortalidade, o AVC é uma doença que se pode prevenir e tratar de forma eficaz na maioria dos casos, se forem cumpridos determinados cuidados.

De facto, metade dos AVC poderiam ser prevenidos através de gestos simples, como o controlo da pressão arterial ou deixando de fumar.

E, da mesma forma, o tratamento adequado na fase aguda pode reduzir as taxas de morte e incapacidade em 50%.

“Ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”

No entanto, “ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”, refere o presidente da SPAVC, que reforça o papel da associação que preside na divulgação das medidas preventivas desta patologia.

Nesta data, voltam a ser reforçadas as principais mensagens a reter sobre AVC.

“É preciso conhecer os sinais de alerta – os chamados 3 F’s (falta de força num braço, desvio da face e dificuldade na fala) – e saber que, perante o aparecimento de um deles, a única atitude correta é a de acionar de imediato os serviços de emergência, através do 112”, destaca o médico neurologista.

Os fatores de risco são bem conhecidos, desde a hipertensão arterial, a diabetes, o tabagismo, a fibrilhação auricular, até à obesidade e ao sedentarismo.

Para além disso, de norte a sul do País são relembradas as medidas de prevenção do AVC, que passam pela adoção de estilos de vida saudáveis como uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, não fumar, controlar os valores da pressão arterial, da diabetes e do colesterol, controlando também o peso corporal e limitando o consumo de bebidas alcoólicas.

Almada, Cascais, Coimbra, Évora, Santarém ou Viseu são apenas alguns dos locais onde vão decorrer ações, que podem ser conhecidas aqui.

os acidentes vasculares cerebrais em Portugal

Por hora, três portugueses sofrem um AVC

Por Marque na Agenda

Por hora, três portugueses sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Destes, um não sobrevive. Dos restantes, metade ficará com sequelas incapacitantes. As contas daquela que é a principal causa de mortalidade e incapacidade no nosso País vão ser feitas em mais um encontro nacional sobre o tema.

De 31 de janeiro a 2 de fevereiro, a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) reúne especialistas nacionais e internacionais no seu 13.º Congresso Português do AVC, que decorre no Porto.

Especialistas estrangeiros juntam-se aos clínicos e investigadores nacionais, para um debate de temas desafiantes no que se refere à doença vascular cerebral, na qual o AVC se inclui.

Impacto socioeconómico milionário

“Todos os anos, cerca de 1,3 milhões de pessoas na Europa sofrem um primeiro AVC”, refere Valeria Caso, ex-presidente da European Stroke Organisation.

“Consequentemente, o impacto socioeconómico deste problema é considerável, com um custo anual na Europa na ordem dos 45 mil milhões de euros”, acrescenta a neurologista da University of Perugia, em Itália.

“Segundo as projeções mais recentes, a carga global de AVC na Europa sofrerá um aumento de mais 35% até o ano 2050 devido, em grande parte, ao envelhecimento da população.”

“Action Plan For Stroke in Europe 2018-2030” é o título do documento que estabelece objetivos e metas para proporcionar melhores cuidados aos doentes com AVC na Europa, a partir da intervenção em quatro áreas de atuação estruturais (prevenção primária, fase aguda, reabilitação e vida pós-evento), que deve ser implementado de forma faseada até 2030, adaptando as estratégias à realidade local de cada país.

“O plano de ação constitui uma importante fonte de referência no que se refere às ações necessárias para aumentar os esforços em torno da prevenção e tratamento”, esclarece Valeria Caso. 

Em busca de um plano nacional

“A SPAVC irá analisar a informação que existe em Portugal acerca do estado de cada uma das grandes áreas de intervenção na cadeia do AVC”, explica Elsa Azevedo, vice-presidente da SPAVC e presidente da conferência, pretendendo-se fazer uma atualização e promover um debate multidisciplinar que facilite a definição de um Plano de Ação Nacional, “para que Portugal possa atingir os objetivos delineados pela Europa até 2030”.