adoçantes

Especialistas defendem que adoçantes continuam a ser a alternativa mais saudável ao açúcar

Por Nutrição & Fitness

Está cientificamente provado que o Homem nasce com preferência pelo sabor doce, fazendo do açúcar um ator importante na sua dieta. Porém, estima-se que esta substância represente, em média, entre 13 a 25% da ingestão diária de um adulto, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde se situa entre os 5 e os 10%. “É necessário reduzir o consumo de açúcares, tanto dos refinados como dos naturais”, confirma Adriana Gámbaro, professora e Diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia Alimentar da Faculdade de Química da Universidade da República, no Uruguai, que fala aqui sobre os adoçantes.

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adoçantes

Especialistas reforçam benefícios dos adoçantes sem ou de baixas calorias

Por Nutrição & Fitness

Há mais um estudo que salienta os benefícios dos adoçantes sem ou de baixas calorias, garantindo que podem contribuir de forma positiva para as estratégias de saúde pública que visam a redução do açúcar.

Margaret Ashwell, investigadora sobre o tema, lidera um grupo que publica na revista científica Nutrition Research Reviews um consenso sobre adoçantes sem ou de baixas calorias, com factos, lacunas da investigação e ações sugeridas.

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adoçantes não fazem mal ao intestino

Impacto negativo dos adoçantes no intestino sem provas

Por Nutrição & Fitness

Não há evidências suficientes para associar os adoçantes não calóricos ao aumento do apetite, ingestão a curto prazo ou risco de desenvolver diabetes ou cancro. A garantia é dada por um novo estudo, que fez a revisão de vários trabalhos sobre o tema.

Publicado recentemente na revista científica Advances in Nutrition, o trabalho confirma que “são necessárias mais investigações sobre os efeitos dos adoçantes na composição da microbiota intestinal dos seres humanos para, assim, confirmar qualquer efeito que possa ter sido encontrado em estudos experimentais em animais”.

É por isso que Ángel Gil, presidente da Fundação Ibero-Americana de Nutrição (FINUT) e professor de Bioquímica e Biologia Molecular na Universidade de Granada, considera que “todos os adoçantes aprovados na União Europeia são seguros e o seu impacto na microbiota é insignificante, desde que a ingestão diária seja inferior à dose diária admissível. Para além disso, os adoçantes de baixas calorias parecem ter efeitos benéficos por se comportarem como autênticos prébióticos”.

Os perigos do açúcar

O consumo de açúcares, sobretudo sacarose, tem vindo a aumentar em todo o mundo, o que tem causado preocupação quanto aos possíveis efeitos adversos para a saúde e ao desenvolvimento de doenças crónicas. Tanto é, que instituições como a Organização Mundial da Saúde recomendaram a redução do consumo de açúcares livres.

É aqui que entram os adoçantes, capazes de substituir os açúcares porque imitam o seu sabor doce, mas têm pouco ou nenhum impacto na ingestão diária de energia e são frequentemente mais doces do que a sacarose.

Consumo de adoçantes é “seguro”

O principal objetivo desta revisão foi sintetizar e analisar, de uma forma crítica, as evidências sobre os efeitos dos adoçantes na composição da microbiota no intestino humano.

Uma análise que permitiu observar que, “entre os adoçantes não nutritivos e não calóricos, apenas a sacarina e a sucralose provocam mudanças significativas na microbiota, embora o seu impacto na saúde humana seja desconhecido”, explica o Ángel Gil. 

Como todos os outros aditivos alimentares, os adoçantes não calóricos estão sujeitos a um controlo rigoroso de segurança realizado pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, a agência norte-americana Food and Drug Administration, bem como outras instituições internacionais, como o Comité Misto FAO/OMS de Peritos no domínio dos Aditivos Alimentares e a Agência Internacional para a Investigação do Cancro.

Por isso, “a utilização de adoçantes, que passa por controlos rigorosos por parte destes organismos, é segura dentro dos níveis da Dose Diária Admissível”, conclui Ángel Gil.

adoçantes e o controlo de peso

Ciência confirma que adoçantes de baixas calorias ajudam a controlar o peso

Por Nutrição & Fitness

Não há um, nem dois ou três, mas vários estudos científicos que confirmam que os adoçantes de baixas calorias podem ser ferramentas úteis no controlo do peso, isto quando usados em vez do açúcar e sempre como parte integrante de uma dieta menos calóricas e de um estilo de vida saudável.

É para isso que chama a atenção um editorial recentemente publicado na revista científica BMJ, da autoria de Vasanti Malik, investigador da Universidade de Harvard, que confirma que, nos adultos, as conclusões dos ensaios que comparam o consumo de adoçantes de baixas calorias à ingestão de açúcar dão conta da vantagem dos primeiros, sobretudo no que diz respeito a melhorias no índice de massa corporal e nas concentrações de glicose em jejum.

Resultados comprometidos

Ainda que, recentemente, a revisão de alguns trabalhos tivesse dado conta da falta de evidência em relação aos eventuais benefícios para a saúde dos adoçantes de baixas calorias, são várias as vozes que se levantam contra estas afirmações. 

A começar pela Associação Internacional de Adoçantes, que salienta as “grandes limitações” desta revisão, que optou por excluir “estudos importantes e bem elaborados, que examinaram os efeitos a longo prazo de produtos com adoçantes de baixas calorias (por exemplo, refrigerantes dietéticos) na gestão e controlo de peso”.

A mesma fonte salienta, por exemplo, o ensaio clínico realizado ao longo de um ano por Peters et al, que “mostrou claramente um efeito benéfico da ingestão de bebidas com adoçantes de baixas calorias, tanto na perda de peso como na gestão e na manutenção da perda de peso”.

Para estes especialistas, “ao excluir estes estudos, os resultados finais da revisão e da meta-análise podem ter sido comprometidos”.

Ferramentas importantes

Mas estes não são os únicos a falar sobre o tema. Numa altura em que a Europa reforça a luta contra o açúcar, com taxas e impostos que visam reduzir o consumo de produtos ricos em açúcar, o britânico Calorie Control Council, uma organização internacional, reforça que os adoçantes de baixas calorias continuam a ser uma ferramenta importante.

E, “apesar das declarações em contrário, uma evidência científica de grande qualidade mostra que o consumo de adoçantes de baixas calorias resulta numa redução do peso corporal, não origina ganho de peso e não provoca desejos por doces”.

adoçantes na saúde

Segurança dos adoçantes tem nova confirmação

Por Nutrição & Fitness

“Os adoçantes sem ou de baixas calorias são aditivos alimentares seguros na população em geral.” A afirmação é de Susana Socolovsky, presidente da Associação Argentina dos Profissionais de Tecnologia e Segurança Alimentar, uma das especialistas presentes no XVIII Congresso Latino-Americano de Nutrição.

Uma informação que vai ao encontro da conclusão do Consenso Ibero-Americano sobre o tema, que reuniu mais de 60 especialistas internacionais e que foi recentemente publicado na revista internacional Nutrients.

Um documento que analisa as evidências em relação ao papel destes adoçantes na alimentação, a sua segurança, regulação e aspetos nutricionais e dietéticos do seu uso em alimentos e bebidas, com o objetivo de “fornecer informações úteis com base em evidências científicas para contribuir para a redução do consumo de açúcares adicionados em alimentos e bebida”.

Papel na luta contra a perda de peso

Numa sessão do congresso latino-americano, que decorreu no México, Susana Socolovsky reforçou a avaliação feita aos adoçantes, “cuidadosamente revistos e aprovados periodicamente, com a consequente aprovação pelas agências de saúde reguladoras em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde, a agência Food and Drug Administration dos Estados Unidos e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos”. 

Um tema que continua na ordem do dia, tanto mais que, refere Aranceta‑Bartrina, presidente do Comité Científico da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária, se trata de “um assunto de interesse contínuo entre a população”.

Por isso, tem sido constante a revisão de estudos sobre os adoçantes. É esta análise que leva Lluis Serra-Majem, professor catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canária e presidente da Fundação para a Investigação Nutricional, a confirmar que “os adoçantes sem ou de baixas calorias podem melhorar o controlo glicémico em vez do açúcar e, integrados em programas de controlo de peso, podem também favorecer a redução da ingestão total de energia e perda de peso”.

adoçantes são importantes para diabéticos

Estudo confirma importância dos adoçantes baixos em calorias na diabetes

Por Nutrição & Fitness

O consumo de adoçantes sem calorias ou com baixo teor calórico não faz aumentar o açúcar no sangue, revela um novo estudo, que confirma que, por isso mesmo, estes tornam-se “instrumentos nutricionais potencialmente úteis para pessoas com diabetes ou num regime de perda de peso”.

Mais ainda, revelam os especialistas, este tipo de adoçantes podem ajudar a reduzir a ingestão de açúcar, aproximando-a das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera que não se devem ultrapassar as 25 gramas diárias.

Nível de glicose no sangue sem alterações

O novo trabalho, realizado por investigadores da Universidade de Illinois (Estados Unidos), faz uma revisão de 29 ensaios clínicos controlados aleatórios, para avaliar se este tipo de adoçantes afeta, de facto, o nível de glicose no sangue.

Uma revisão que inclui apenas aspartame, sacarina, glicosídeos de esteviol e sucralose, sendo a sucralose e o aspartame os dois mais utilizados. E que conclui que “o consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias não aumentou o nível de glicose no sangue”, com o seu valor a diminuir “gradualmente durante o período de observação após o seu consumo”.

“Um substituto popular para os açúcares”

De acordo com os especialistas, “os adoçantes sem ou de baixas calorias fornecem um sabor doce com nenhumas ou poucas calorias, tornando-se um substituto popular para os açúcares”, já que a sua capacidade de adoçar é 30 a 1.000 vezes superior à sacarose.

Muitos têm sido os estudos feitos sobre as suas vantagens e potenciais riscos, ainda que estes sejam aditivos alimentares usados de forma segura há mais de um século para manter o sabor doce dos alimentos, cortando nas calorias.

E, recentemente, a opinião de mais de 60 especialistas internacionais de diferentes áreas, patente no primeiro Consenso Ibero-Americano, já tinha confirmado que, no caso de pessoas com diabetes, o uso destes adoçantes nos seus programas de controlo pode contribuir para melhorar a sua gestão da glicemia.

Dezenas de especialistas em consenso: os adoçantes sem ou de baixas calorias são seguros

Por Nutrição & Fitness

A batalha pela redução do consumo de açúcar continua, agora com a publicação do primeiro Consenso Ibero-Americano sobre adoçantes sem ou de baixas calorias, elaborado por mais de 60 especialistas internacionais, que reúne o papel desempenhado por estas substâncias na alimentação.

Divulgado na revista científica Nutrients, visa, segundo um dos seus signatários, Lluís Serra-Majem, professor catedrático de Medicina Preventiva e de Saúde Pública, diretor do Instituto de Investigação Biomédica e Saúde da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria e presidente da Fundação para a Investigação Nutricional (FIN), “proporcionar informação útil com base em evidências científicas para contribuir para a redução do consumo de açúcares adicionados a partir de alimentos e bebidas”.

No documento, sublinha-se que “a segurança dos adoçantes sem e de baixas calorias tem sido exaustivamente analisada e aprovada”, sendo estes aditivos alimentares que são utilizados de forma segura há mais de um século para manter o sabor doce dos alimentos, mas sem acrescentar calorias a partir de açúcares.

“Revisões sistemáticas e meta-análises recentes têm avaliado e confirmado os benefícios dos adoçantes sem ou de baixas calorias em doentes com diabetes ao contribuir para a melhoria do controlo glicémico, quando se utilizam para substituir os açúcares”, reforça Hugo Laviada, coordenador do Grupo de Investigação em Nutrição e Metabolismo da Universidade Marista de Mérida, Yucatán.

Dezenas de especialistas em consenso

Este primeiro Consenso Ibero-Americano apresenta as conclusões de uma reunião de especialistas que teve lugar em Lisboa, há um ano, apoiada por 43 sociedades científicas e fundações internacionais de alimentação, nutrição e dietética, sociedades médicas europeias e ibero-americanas, universidades e centros de investigação.

Neste encontro, 67 especialistas internacionais de diferentes áreas, como nutrição e dietética, endocrinologia, saúde pública, atividade física e desporto, pediatria, enfermagem, toxicologia e legislação alimentar analisaram o papel dos adoçantes sem ou de baixas calorias na alimentação.

Adoçantes comprovadamente seguros

A segurança dos adoçantes é um aspeto que tem sido avaliado e aprovado periodicamente por numerosos comités científicos e organismos reguladores internacionais, que têm dado pareceres favoráveis à sua utilização.

“Graças ao rigoroso quadro regulatório existente em todo o mundo, pode-se confirmar que os adoçantes sem ou de baixas calorias são componentes seguros na alimentação da população em geral”, salienta Arturo Anadón, professor Catedrático do Departamento de Toxicologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Complutense de Madrid, Espanha.

Vantagens para a saúde

Os adoçantes sem ou de baixas calorias proporcionam um sabor doce com uma baixa quantidade ou até mesmo sem calorias e podem incorporar-se numa multiplicidade de produtos do setor alimentar e das bebidas.

São ingredientes que devem aparecer nos rótulos dos alimentos, para que “o consumidor esteja sempre devidamente informado e possa reconhecer a presença destes ingredientes nos alimentos. É necessário que o consumidor esteja capacitado para ler e compreender os rótulos dos alimentos, pelo que devem criar-se campanhas destinadas a fortalecer a educação do consumidor”, salienta Susana Socolovsky, presidente eleita da Associação Argentina de Especialistas em Alimentação. 

Por proporcionam uma baixa quantidade ou, até mesmo, nenhumas calorias, o consenso defende que o seu uso em programas de controlo de peso pode favorecer a redução da ingestão global de energia e a perda de peso.

No caso de pessoas com diabetes, o uso destes adoçantes nos seus programas de controlo podem contribuir para melhorar a sua gestão da glicemia. 

Para além disso, a declaração de Consenso também indica que os adoçantes sem ou de baixas calorias podem contribuir com benefícios para a saúde oral, já que se demonstrou que os produtos que os incorporam podem reduzir o risco de cáries.

Limites definidos

O documento do Consenso, em linha com a OMS e com a evidência científica atual, recomenda que o consumo de açúcar adicionado contribua com o máximo de 10% da ingestão energética, pelo que o uso dos adoçantes sem ou de baixas calorias na reformulação dos produtos alimentares poderia ser uma estratégia útil e sustentável para alcançar este objetivo.

A este respeito, o Sérgio Cunha Velho de Sousa, do Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra em Portugal, indica que “os açúcares presentes nos alimentos têm outras funções para além da adição do sabor doce, portanto, nem sempre é possível eliminarmos ou substituí-los totalmente sem afetar a sua qualidade e estabilidade”.

Ainda assim, o especialista considera essencial “estabelecer um diálogo com os fabricantes de alimentos e bebidas para se debater a necessidade de reformulação dos produtos e a redução do consumo de açúcares adicionados e/ou substituir o conteúdo total ou parcial de açúcar pelos adoçantes sem ou de baixas calorias”.

Mais informação precisam-se

O Consenso evidencia ainda a necessidade de facilitar ao consumidor um acesso fácil a informação rigorosa e de qualidade, transparente e de fácil compreensão pelo público em geral. 

É que os consumidores têm acesso a inúmeras fontes de informação, nem todas fidedignas, sobre questões de alimentação, nutrição e saúde. O que muitas vezes pode levar a equívocos e causar uma confusão desnecessária na população. 

Relação entre adoçantes artificiais e riscos para a saúde sem provas

Por Nutrição & Fitness

Um novo trabalho de investigação, que procurou determinar a evidência existente em matéria de saúde associada ao consumo regular de adoçantes de baixas calorias fazendo, para isso, a revisão de 372 estudos anteriores, confirma que não há provas conclusivas de uma relação entre adoçantes sem ou de baixas calorias e cancro, diabetes ou cáries dentárias. 

“O apetite e a ingestão de alimentos a curto prazo, o risco de cancro, o risco de diabetes, de cáries dentárias são os resultados na área da saúde mais investigados, todos eles sem provas conclusivas, revela o estudo Health outcomes of non-nutritive sweeteners: analysis of the research landscape, publicado na revista científica Nutrition Journal.

“Em pessoas com diabetes e hipertensão, a evidência no que diz respeito aos resultados em matéria de saúde sobre os adoçantes sem ou de baixas calorias também é inconsistente”, lê-se no mesmo trabalho.

De acordo com o estudo, “existe a necessidade de revisões sistemáticas bem desenvolvidas para quantificar de forma resumida os resultados e valorizar a sua validade”, salientando que “uma revisão sistemática também poderia ajudar a permitir a formulação de recomendações para as pessoas com diabetes e hipertensão sobre o uso dos adoçantes sem ou de baixas calorias”.

Efeitos dos adoçantes na saúde alvo de avaliações constantes 

Utilizados em numerosos alimentos e bebidas para oferecer às pessoas uma alternativa com um aporte reduzido, sem ou de baixas calorias, este tipo de adoçantes são submetidos a avaliações contínuas sobre a sua segurança, tal como acontece com os restantes aditivos.

Todos os adoçantes cujo uso é atualmente permitido foram previamente avaliados minuciosamente em estudos científicos e confirmados como seguros por autoridades reconhecidas a nível mundial, incluindo o Comité Misto FAO/OMS de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos.