glaucoma

Porque é que os exames de rotina e o tratamento precoce são essenciais no glaucoma

Por Bem-estar

O glaucoma, a segunda principal causa de cegueira em todo o mundo (pior só mesmo a catarata), é frequentemente referido como “o ladrão silencioso da visão” porque pode facilmente passar despercebido. Pode ter um caso muito grave de glaucoma e não ter consciência disso, sobretudo se não estiver a afetar a sua visão central ou a causar visão embaçada”, confirma Lauren Dhar, oftalmologista do Krieger Eye Institute, nos EUA.

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glaucoma

Equipa internacional identifica 127 genes do glaucoma no maior estudo do género

Por Investigação & Inovação

No maior estudo de associação do genoma do glaucoma, um consórcio internacional de investigadores identificou 44 novos loci génicos, que são considerados “endereços genéticos”, revelando a localização específica de um gene e confirmou 83 loci previamente associados ao glaucoma. Uma descoberta que pode levar à criação de novos tratamentos para esta doença ocular incurável, que é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo.

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retinopatia diabética

Um quarto dos diabéticos portugueses sofre de problema de visão que pode levar à cegueira

Por Diabetes

Em Portugal, cerca de um milhão de pessoas, entre os 20 e os 77 anos, sofre de diabetes e estima-se que um quarto destas tenha retinopatia diabética, uma doença progressiva que “pode cursar com sintomas mínimos ou sem sintomas, em alguns casos, até uma fase avançada da doença”, explica Rufino Silva, médico oftalmologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO). No âmbito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala a 14 de novembro, a SPO alerta para os sintomas e para a importância do rastreio e prevenção.

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cegueira

O cancelamento dos tratamentos oculares pode levar à cegueira

Por Bem-estar

Face à situação atual de pandemia, inúmeras consultas, tratamentos e cirurgias na área da oftalmologia foram desmarcadas. No entanto, agora que estamos aos poucos a voltar à atividade normal, os acessos aos cuidados de saúde ocular devem ser retomados e os doentes não devem ter receio de ir aos hospitais. Até porque, alerta Rufino Silva, oftalmologista e vice-presidente e da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), “a interrupção dos  tratamentos oculares pode levar a perda grave de visão e cegueira em doenças como por exemplo  a, retinopatia diabética, a degenerescência macular da idade (DMI) e o glaucoma”.

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Há mil milhões de pessoas com problemas visuais que podiam ter sido evitados

Por Atualidade

Mais de mil milhões de pessoas vivem, em todo o mundo, com problemas visuais porque não recebem os cuidados de que precisam, revelam os dados do primeiro relatório mundial sobre visão, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em vésperas do Dia Mundial da Visão, que se celebra no dia 10 de outubro, a OMS confirmou que o envelhecimento da população, as mudanças no estilo de vida e o acesso limitado à assistência oftalmológica, sobretudo em países menos desenvolvidos, são os principais fatores que explicam o crescente número de pessoas que vivem com deficiência visual.

 “As condições oculares e a deficiência visual são generalizadas e não são, muitas vezes, tratadas”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS.

“As pessoas que precisam de cuidados visuais devem poder receber intervenções de qualidade sem sofrer dificuldades financeiras. A inclusão do atendimento oftalmológico nos planos nacionais de saúde e pacotes essenciais de atendimento é uma parte importante da jornada de todos os países em direção à cobertura universal de saúde”, acrescenta.

“É inaceitável que 65 milhões de pessoas sejam cegas ou tenham visão prejudicada quando a sua visão podia ter sido corrigida da noite para o dia com uma operação às cataratas; ou que mais de 800 milhões lutem nas atividades diárias porque não têm acesso a um par de óculos.”

Os problemas visuais que mais preocupam

Em todo o mundo, pelo menos 2,2 mil milhões de pessoas apresentam uma deficiência visual ou cegueira. Destas, pelo menos mil milhões têm uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não foi tratada.

Os problemas visuais que podem comprometer a visão, como cataratas ou os erros refrativos, são o principal foco da prevenção nacional e de outras estratégias de tratamento oftalmológico. No entanto, problemas como o olho seco e a conjuntivite não devem ser negligenciados, uma vez que se encontram entre os principais motivos para a procura por serviços de saúde ocular em todos os países, afirma o relatório.

A combinação de uma população crescente e envelhecida fará aumentar significativamente o número total de pessoas com problemas oculares e deficiência visual, uma vez que a prevalência aumenta com a idade, avança a OMS.

Entre os principais problemas oculares encontram-se a miopia. Aqui, o aumento do tempo gasto em ambientes fechados e o aumento das atividades relacionadas com o trabalho estão a fazer aumentar o número dos que sofrem com miopia. Percentagem que o aumento do tempo ao ar livre pode ajudar a reduzir.

Os dados dão ainda conta de um número crescente de pessoas a viver com diabetes, sobretudo do tipo 2, o que pode afetar a visão se não for detetado e tratado. De resto, quase todas as pessoas com diabetes terão algum tipo de retinopatia ao longo da vida. Por isso, consultas de rotina e um bom controlo da diabetes podem proteger a visão destes doentes.

É preciso uma aposta na prevenção

Para a OMS, não há dúvidas sobre a necessidade de uma integração mais forte dos cuidados visuais nos serviços nacionais de saúde, o que inclui a atenção primária à saúde, para garantir que as necessidades de cuidados com os olhos de mais pessoas são satisfeitas através da prevenção, deteção precoce, tratamento e reabilitação.

Alarcos Cieza, que chefia o trabalho da OMS para a área visual, considera que “milhões de pessoas têm problemas visuais graves e não podem participar plenamente na sociedade porque não podem aceder aos serviços de reabilitação. Num mundo construído para a capacidade de ver, os serviços de oftalmologia, incluindo a reabilitação, devem ser fornecidos mais perto das comunidades, para que as pessoas alcancem seu potencial máximo”.

visão devolvida

Implante cerebral devolve visão parcial a cegos

Por Investigação & Inovação

Serve de nome para um gigante caçador da mitologia grega e para uma das constelações modernas. Agora, Orion é também a designação de um sistema que já deu provas de conseguir devolver a visão a quem não a tem.

A novidade surge anunciada por um grupo de neurocirurgiões da Baylor College of Medicine, no Texas e da Universidade da Califórnia, os mesmos que desenvolveram uma técnica capaz de restaurar a visão, ainda que de forma parcial, socorrendo-se da tecnologia: através do uso de um implante cerebral e de uma pequena câmara de filmar.

O sistema, que mais parece saído de um qualquer filme de ficção científica, consiste na implantação de um dispositivo na zona do córtex visual primário, ou seja, a área do cérebro responsável por processar a visão.

Este dispositivo recebe as imagens captadas através de uma pequena câmara de filmar, instalada num par de óculos, que as envia ao cérebro, permitindo que este processe a informação recebida. Uma espécie de “ligação direta”, que é apenas possível porque o olho recebe os impulsos de luz, sendo estes depois percecionados pelo cérebro, que transforma esses mesmos impulsos em imagens.

Visão de forma funcional: objetivo para o futuro

Não é a cura para a cegueira, até porque o sistema Orion não permite uma visão clara. Ainda assim, este sistema devolve aos cegos a possibilidade de identificarem texturas, formas e obstáculos, como passeios, paredes ou até janelas, o que permite melhorar a sua qualidade de vida.

Testado em seis pessoas, os resultados revelam-se, segundo os autores do trabalho, promissores. Tanto que a equipa espera vir a conseguir melhorar a tecnologia para tornar possível devolver a visão de forma funcional a quem sofreu lesões no nervo ótico.

Os investigadores acreditam que tal pode ser feito através de uma estimulação mais eficaz desta região do cérebro, como explica Daniel Yoshor, um dos líderes da investigação. “Teoricamente, se tivéssemos centenas de milhares de elétrodos no nosso cérebro, seríamos capazes de produzir uma imagem visual de qualidade elevada.”

Campanha alerta para tumor raro que afeta os olhos dos mais pequenos

Por País

Chama-se retinoblastoma, é um tipo de tumor raro que atinge a retina, que pode ser fatal e que, em cerca de 90% dos casos, ocorre em crianças com menos de cinco anos. Porque aqui o diagnóstico precoce “faz toda a diferença”, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) lançou uma campanha nacional que tem um objetivo: sensibilizar para este tumor.

‘Pare e olhe nos olhos’. É este o apelo feito, inserido numa campanha destinada sobretudo aos profissionais de saúde, entre os quais os médicos de medicina geral e familiar e os pediatras, que passa pela distribuição de panfletos por todos os centros de saúde e serviços de pediatria a nível nacional.

O alerta, esse vai para a necessidade de um diagnóstico precoce do retinoblastoma, uma vez que, segundo explica Joaquim Murta, diretor do Centro de Referência Nacional de Onco-Oftalmologia, do CHUC, “as crianças aparecem tardiamente e este é um tumor que quanto mais precoce, maiores são as probabilidades de sobrevivência do olho e da não utilização de tratamentos mais evasivos”.

Mais de 30 crianças diagnosticadas com este tumor raro

A funcionar desde 2015, o centro já tratou 36 crianças com este tumor, 23 das quais portuguesas. Destas, “80% chegam em fase tardia e tivemos que retirar, em 11 doentes, o olho, porque já chegaram mais tarde”, afirma Guilherme Castela, responsável pela área de oftalmologia do centro.

O diagnóstico é fácil, refere Joaquim Murta, sendo um dos sintomas um reflexo branco na pupila, observador em ambientes de pouca luz ou numa fotografia tirada com flash e sem a câmara estar configurada com a remoção automática do olho vermelho.

doenças do nervo ótico

Deteção e tratamento precoce: a melhor forma de combater as neuropatias óticas

Por Marque na Agenda

É a primeira vez que uma reunião da Sociedade Europeia de Neuroftalmologia (EUNOS) se realiza em conjunto com a Rede Europeia de nervo ótico (EUPON – European Optic Nerve Network), o que torna a patologia do nervo ótico um tema central no EUNOS 2019, que termina esta quarta-feira, no Porto.

Olinda Faria, oftalmologista do Centro Hospitalar Universitário de São João, na Invicta, confirma que são várias as patologias do nervo ótico, sendo todas importantes “a partir do momento em que temos pelo menos um paciente afetado, mesmo que sejam raras. De qualquer modo, algumas podem ter maior impacto pela sua frequência, gravidade e possibilidades terapêuticas”.

É o caso, destaca, das neuropatias óticas glaucomatosa e desmielinizante, que “são frequentes, podem ser incapacitantes e apresentam diversas opções terapêuticas”, sendo, por isso, a “deteção e tratamento precoces muitas vezes determinantes na prevenção da perda visual”.

Nervo ótico, alvo de vários problemas

“O nervo ótico é uma das partes do sistema visual que conduz a informação do olho ao córtex visual, de forma a podermos ver”, explica Olinda Faria. “É alvo de manifestações de múltiplas doenças neurológicas e sistémicas assim como de patologia isolada. Todas elas têm em comum o possível comprometimento visual.”

Para lhes dar resposta, a investigação tem conseguido resultados importantes. “Existem diversos tratamentos comprovados em algumas neuropatias óticas e estão a decorrer ensaios clínicos a nível internacional em várias outras, alguns com resultados preliminares promissores”, refere Olinda Faria.

É o caso da neuropatia ótica hereditária de Leber (LHON), “uma patologia do nervo ótico que, embora rara, tem um grande impacto na vida dos pacientes. São frequentemente jovens estudantes ou em início de vida profissional, que apresentavam uma boa visão e que, de repente, com a grande perda visual causada pela doença, têm de mudar as suas actividades e planos de vida”.

Também aqui há esperança de novas formas terapêuticas, ainda que, confirma Olinda Faria, esta seja uma doença com tratamento. “O único até agora aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos é a idebenona, uma medicação oral que permite reduzir a perda visual numa fase inicial e promover alguma recuperação, segundo os dados disponíveis.”

doença rara de LHON

Portugal debate novos caminhos para tratar doença rara que causa cegueira

Por Marque na Agenda

A Neuropatia Óptica Hereditária de Leber (LHON) esteve em destaque no primeiro dia do EUNOS 2019, o maior congresso europeu de neuro-oftalmologia, que decorre no Porto até à próxima quarta-feira. Catherine Vignal-Clermont, especialista do Rothschild Foundation Hospital, em Paris, França, partilhou informações sobre os avanços na investigação genética capaz de ajudar os doentes que sofrem com esta doença rara, hereditária, incapacitante e que provoca uma perda de visão rápida em ambos os olhos. Os novos tratamentos poderão vir a ser usados em conjunto com o único medicamento aprovado para o tratamento desta doença.

“A doença de LHON é uma doença hereditária mitocondrial, que causa perda bilateral da visão central”, refere a especialista, que acrescenta tratar-se de uma doença associada, em 75% dos casos, a “uma mutação pontual no gene ND4 mitocondrial”, que torna a maioria das pessoas envolvidas “legalmente cegas”, sendo as opções de tratamento “limitadas”.

Atualmente existe um medicamento, o único aprovado pela Agência Europeia do Medicamento para tratar a doença e com provas dadas de eficácia na luta contra a cegueira, ainda que o atraso no diagnóstico seja uma realidade, para a qual alertou recentemente um grupo de especialistas mundiais, num documento onde se definiram as guidelines e critérios para a gestão clínica e terapêutica da LHON.

Por isso, segundo Catherine Vignal-Clermont, “devido ao início súbito da doença e ao facto de o olho ser considerado imuno-privilegiado, a terapia genética intravítrea é uma opção terapêutica promissora”.

Em busca de mais tratamentos para doença rara

É por este caminho que tem trilhado a ciência, com estudos pré-clínicos que acabaram por dar origem a vários ensaios clínicos, alguns já concluídos e com resultados publicados. Resultados que são, segundo a especialista, “encorajadores, indicando um benefício visual funcional numa proporção de olhos tratados”.

São, no entanto, tratamentos ainda experimentais, sem aprovação pelo que, considera Catherine Vignal-Clermont, poderá ser vantajoso para os doentes uma sinergia entre este tipo de terapêutica e aquela que está atualmente aprovada.