doenças animais

Doenças evitáveis impedem a utilização de 20% da produção animal para fins alimentares

Por Saúde Animal

Vinte por cento da produção animal para fins alimentares perde-se devido a doenças, na sua maioria, evitáveis. Com cerca de 50% da população mais pobre do mundo a depender da agricultura e pecuária não só para a alimentação, mas também para a sua sobrevivência financeira, garantir a saúde e o bem-estar dos animais é, sobretudo para estes, fundamental, sendo uma “garantia de qualidade e segurança alimentar e uma forma de combate ao desperdício alimentar”.

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tamanho das porções de vegetais

Tamanho das porções ajuda as pessoas a comer mais vegetais

Por Nutrição & Fitness

Quem não come as suas frutas e legumes já sabe quais as consequências que esse gesto pode ter para a saúde, a começar pela obesidade. Ainda assim, muitos são os que, apesar de terem acesso facilitado a esses alimentos saudáveis, resistem a introduzi-los no seu regime alimentar. Agora, investigadores da Universidade da Geórgia examinaram a forma como os vegetais são apresentados e servidos e qual o impacto que pode ter no seu consumo.

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canábis está mais perigosa

Estudo alerta para aumento do risco do consumo de canábis na Europa

Por Investigação & Inovação

A canábis disponível na Europa está mais forte e mais perigosa, revela um estudo europeu, que alerta para a necessidade de maior controlo sobre esta substância.

O trabalho, publicado na revista Addiction e realizado por investigadores da Universidade de Bath e King’s College London com base nos dados de 28 Estados-Membros da União Europeia, Noruega e Turquia, recolhidos em pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, confirma que a resina (haxixe) e a canábis em erva aumentaram significativamente em termos de potência e preço.

No caso da canábis em erva, as concentrações de THC, o principal componente psicoativo da canábis, têm aumentado de forma regular anualmente, passando de 5% em 2006 para 10% em 2016.

Para a resina (ou haxixe), as concentrações de THC permaneceram relativamente estáveis até 2011, tendo depois aumentado rapidamente entre 2011 e 2016, passando de 10% para 17%.

O preço, esse também aumentou.

Substância tem vindo a tornar-se mais prejudicial

Segundo Tom Freeman, principal autor do estudo e investigador do Addiction and Mental Health Group do Departamento de Psicologia da Universidade de Bath, “estas descobertas revelam que a resina de canábis mudou rapidamente em toda a Europa, tornando-se num produto mais potente e de maior valor”.

Ao contrário do que acontece com canábis em erva, o haxixe contém canabidiol (CBD), que tem sido alvo de grande interesse devido ao seu potencial para tratar vários problemas de saúde, desde epilepsia, psicose ou ansiedade.

Quando se encontra presente na canábis, pode compensar alguns dos efeitos nocivos do THC, como a paranóia e o comprometimento da memória.

De resto, a ciência já demonstrou que canábis com níveis mais elevados de THC e/ou níveis mais baixos de CBD tem sido associada a danos maiores a longo prazo, como o desenvolvimento de dependência e um risco aumentado de doença psicótica.

No entanto, as novas técnicas de produção de resinas em Marrocos e na Europa fizeram aumentar os níveis de THC, mas não de CBD.

“O CBD tem o potencial de tornar esta substância mais segura, sem limitar os efeitos positivos que os utilizadores procuram. O que estamos a ver na Europa é um aumento no THC e níveis estáveis ​​ou decrescentes de CBD, tornando a canábis mais prejudicial”, alerta Tom Freeman.

“Estas mudanças no mercado ilícito estão escondidas da investigação científica e são difíceis de responder pelos formuladores de políticas. Uma opção alternativa poderia ser tentar controlar o conteúdo de THC e CBD através de regulamentação.”

Estima-se que 24 milhões dos (7,2%) adultos europeus consumiram canábis em 2017, valor que chega, a nível mundial, aos 192 milhões.

Portugueses comem mais peixe

Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo

Por Nutrição & Fitness

Não somos os maiores consumidores de peixe do mundo, mas estamos perto. Na União Europeia (UE) não há quem bata os portugueses, que surgem no primeiro lugar das nações com maior consumo de pescado per capita. Ao todo, e em média, cada cidadão nacional consome 61,5 quilos, o que nos torna os terceiros no mundo com maior consumo.

Os dados são do Joint Research Centre, da Comissão Europeia, que examinou a pegada global de consumo de peixe. E conclui que, nos últimos 50 anos, o consumo deste tipo de alimentos, mais do que duplicou, chamando a atenção para uma aposta que considera essencial: a da sustentabilidade.

Coreia do Sul é líder no consumo

Se na UE somos líderes no consumo, fora dela encontra-se a Coreia do Sul, com 78,5 kg per capita, seguida da Noruega, (66,6 kg per capita). Depois de Portugal vem Mianmar (59,9 kg), a Malásia (58,6) e o Japão (58 kg). No geral, o consumo per capita mundial é de 22,3 kg.

De acordo com cálculos usando para o estudo, a procura global por pescado e frutos do mar destinados ao consumo humano é de qualquer coisa como 143,8 milhões de toneladas por ano e a pegada de consumo geral, que também inclui outros usos que não os alimentares, é de 154 milhões de toneladas.

À procura da sustentabilidade

Embora os stocks de peixe possam ser renováveis, não são infinitos. Por isso, existe, na UE, a política comum das pescas, um conjunto de regras para a gestão das frotas de pesca europeias e para a conservação das unidades populacionais de peixes.

Na sequência desta, os países da UE têm tomado medidas para garantir que a indústria pesqueira europeia seja sustentável e não ameace o tamanho e a produtividade da população de peixes a longo prazo.

A massa engorda? Estudo revela que afinal não é bem assim

Por Nutrição & Fitness

São consideradas um dos maus da fita na luta contra a perda de peso, mas as massas podem não passar de vítimas de calúnias, tendo sido acusadas de algo de que, afinal, são inocentes.

É pelo menos isso que revela um novo estudo, que mostra que, ao contrário dos hidratos de carbono refinados, que são rapidamente absorvidos pela corrente sanguínea, a massa tem um baixo índice glicémico, o que significa que dá origem a um menor aumento nos níveis de açúcar no sangue, ao contrário do que acontece com os alimentos com um índice glicémico elevado.

Um grupo de investigadores do St. Michael’s Hospital, no Canadá, avaliou 30 estudos, que envolveram quase 2.500 pessoas. Os participantes ingeriam massa, em vez de outros hidratos de carbono, como parte de uma dieta saudável, com índice glicémico reduzido.

E os resultados, publicados na revista BMJ Open, revelam que “não contribui para o ganho de peso ou aumento de massa gorda”, afirma John Sievenpiper, um dos investigadores da Clínica de Nutrição e Modificação de Risco do hospital. Pelo contrário.

“De facto, a análise revelou uma pequena perda de peso. Por isso, ao contrário das preocupações, talvez a massa possa fazer parte de uma dieta saudável, como uma dieta com baixo índice glicémico”, acrescenta.

Em média, os participantes nos estudos ingeriram 3,3 porções por semana, sendo cada porção equivalente a meia chávena de massa cozida. E perderam cerca de meio quilo ao longo de 12 semanas. Boas notícias para quem não passa sem um belo prato de pasta.

Embora consideram ser necessário aprofundar os estudos, reforçando que estes resultados dizem respeito ao consumo de massa e de outros alimentos com índice glicémico reduzido, reforçam a existência de evidência que mostra como a massa “não tem efeitos adversos no peso, quando consumida enquanto parte de uma dieta saudável”.

 

Consumo de antibióticos pode aumentar 200% até 2030

Por Atualidade

Entre 2000 e 2015, as doses diárias de antibióticos aumentaram 65% em todo o mundo, tendo as taxas de consumo crescido 39%, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento. Os números fazem parte de um estudo internacional, que se debruçou sobre os dados de 76 países e que deixa más notícias: se nada for feito, as previsões apontam para um crescimento de 200% no consumo deste tipo de medicamentos até 2030.

Numa altura em se abriu guerra às multirresistências, uma das grandes ameaças nacionais à saúde pública, o Center for Disease Dynamics, Economics & Policy (CDDEP) decidiu olhar para os números e, num estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, defende que “o conhecimento dos padrões de consumo de antibióticos deveria orientar as políticas destinadas a minimizar a sua resistência”.

Esta foi a avaliação mais completa dos dados mundiais feita até ao momento e revela que as doses diárias definidas aumentaram 65%, passando de 21.100 milhões para 34.800 milhões. O consumo, esse aumentou 39%: de 11,3 passaram-se a 15,7 doses diárias por 1.000 habitantes/dia. E se nada for feito, a tendência atual levará a um aumento do consumo de cerca de 200%.

Nos países em vias de desenvolvimento, o consumo de antibióticos aumentou 114%, de 11.400 milhões para 24.500 milhões de doses diárias, tendo a taxa de consumo aumentado 77% (de 7,6 a 13,5 doses por mil habitantes/dia). E na lista dos que apresentam taxas de consumo mais elevado estão mesmo países de rendimentos mais reduzidos, como a Turquia, Tunísia, Argélia e Roménia.

 No que diz respeito aos países considerados mais ricos, o uso de antibióticos seguiu a mesma tendência, a de crescimento, com um aumento de 6% (de 9.700 milhões a 10.300 milhões de doses diárias), tendo a taxa de consumo caído 4% (de 26,8 a 25,7 doses diárias por mil habitantes por dia).

Portugal nos lugares cimeiros

Portugal surge na lista, ocupando o 22º lugar entre os países onde o consumo de doses diárias, por mil habitantes/dia, foi dos mais elevados em 2015 (cerca de 26). Mas ainda assim distante da Espanha que, de entre os 76 países avaliados, foi o terceiro com maior consumo de antibióticos em 2015, chegando às 40,1 doses diárias por mil habitantes/dia.