Portugal sem estratégia de medicina de precisão, que assegure rapidez e eficácia dos diagnósticos

Por País

É um conceito cada vez mais na ordem do dia, até porque nunca como agora foi tão claro que o estado de saúde de cada indivíduo depende de múltiplas variáveis. Porque o mesmo tratamento não serve para todos, a medicina de precisão, que o aborda, assim como à prevenção tendo em conta essas especificidades, tornou-se o futuro da medicina, um futuro cada vez mais presente. É assim na Europa e fora desta, mas não é ainda assim em Portugal, onde não existe uma estratégia nacional para a sua implementação. 

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ciência em Portugal

Investigador alerta: mais do que investimento, faltam em Portugal políticas mobilizadoras de ciência

Por Investigação & Inovação

Mais do que falta de investimento, Portugal tem falta de “políticas públicas claras e mobilizadoras em Ciência”. Quem o diz é Miguel Castanho, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM) e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, líder do projeto NOVIRUSES2BRAIN. Uma mensagem a propósito do Dia Mundial da Ciência, que se assinala no próximo dia 24.

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doentes queixam-se da oncologia

Associações de doentes alertam para “racionamento” no acesso aos cuidados em oncologia

Por Cancro

Várias associações de doentes nacionais deixam o alerta, em forma de comunicado, para o agravamento dos cuidados de saúde em oncologia em Portugal, denunciado “o constante não cumprimento pelas entidades oficiais dos prazos para aprovação dos chamados medicamentos inovadores”, assim como “o atraso na aprovação das Autorizações de Utilização Excecional (AUE) e Programa de Acesso Precoce (PAP)”.

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cuidados paliativos em Portugal

Mais de 50 mil pessoas morrem em Portugal com necessidade de cuidados paliativos

Por País

Todos os anos, mais de 50 mil pessoas perdem a vida em Portugal com necessidade de cuidados paliativos, um país que não tem mais do que 96 serviços que oferecem estes cuidados para adultos, revelam os dados do Atlas de Cuidados Paliativos na Europa 2019, um trabalho publicado recentemente.

Foram, ao todo, avaliados 51 países europeus, numa região onde se estima que, por ano, morram cerca de 4,5 milhões de pessoas portadoras de doença. Ao todo, o Velho Continente conta com 6.388 serviços especializados neste tipo de cuidados, 47% dos quais concentrados em quatro países: Alemanha, Reino Unido, França e Itália.

Ainda de acordo com o Atlas, 40% das nações do continente têm metade ou menos do número de unidades recomendado pela Associação Europeia de Cuidados Paliativos (EAPC), que é de dois por 100.000 habitantes. Portugal não vai além dos 0.9.

Crianças também precisam de cuidados paliativos

Os autores do Atlas recordam que não é apenas a população adulta que requer estes cuidados: 140.000 crianças europeias morrem por ano com necessidade de os receber, sendo apenas 38 os países com programas paliativos pediátricos. Portugal está entre eles, com seis programas domiciliários e cinco hospitalares.

Nesta que é a sua terceira edição, o Atlas explora pela primeira vez aspetos como a integração dos paliativos nos cuidados primários e noutros departamentos, o voluntariado e o trabalho das sociedades científicas para o desenvolvimento dessa disciplina.

Em relação à primeira questão, 12 países possuem sistemas, nos cuidados de saúde primários, para identificar doentes que precisam de paliativos, embora a maioria ofereça este atendimento no último mês de vida. Da mesma forma, 10 nações integram este serviço desde o início na área da oncologia, oito na cardiologia e 14 em casas de repouso.

Em relação à vitalidade da profissão, contam-se 41 países com uma associação nacional deste tipo de cuidados (Portugal é um deles), sendo apenas oito aqueles que dispõem demais de mil voluntários registados para dar apoio aos trabalhadores da saúde.

Para continuar a crescer, os autores ressalvam a importância do treino, enfatizando que 13 países têm o ensino obrigatório dos cuidados paliativos a mais de 50% dos seus estudantes de medicina e nove a mais de 50% dos seus estudantes de enfermagem. No caso de Portugal, apenas 25% das Faculdades de Medicina e 70% das Faculdades de Enfermagem treinam os seus alunos nesta disciplina.

Dia Nacional do Doente com AVC

Metade dos AVC podem ser prevenidos, mas ainda se pensa pouco na prevenção

Por País

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que se pode prevenir e tratar. É para reforçar estas mensagens que, no próximo dia 31, se assinala mais um Dia Nacional do Doente com AVC.

O alerta da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) incide sobretudo no combate aos fatores de risco, na divulgação das medidas de prevenção, assim como dos sinais de alerta para o AVC, desenvolvendo, para isso, atividades gratuitas e abertas à participação de todos os interessados.

Apesar de grande causador de incapacidade permanente e de mortalidade, o AVC é uma doença que se pode prevenir e tratar de forma eficaz na maioria dos casos, se forem cumpridos determinados cuidados.

De facto, metade dos AVC poderiam ser prevenidos através de gestos simples, como o controlo da pressão arterial ou deixando de fumar.

E, da mesma forma, o tratamento adequado na fase aguda pode reduzir as taxas de morte e incapacidade em 50%.

“Ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”

No entanto, “ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”, refere o presidente da SPAVC, que reforça o papel da associação que preside na divulgação das medidas preventivas desta patologia.

Nesta data, voltam a ser reforçadas as principais mensagens a reter sobre AVC.

“É preciso conhecer os sinais de alerta – os chamados 3 F’s (falta de força num braço, desvio da face e dificuldade na fala) – e saber que, perante o aparecimento de um deles, a única atitude correta é a de acionar de imediato os serviços de emergência, através do 112”, destaca o médico neurologista.

Os fatores de risco são bem conhecidos, desde a hipertensão arterial, a diabetes, o tabagismo, a fibrilhação auricular, até à obesidade e ao sedentarismo.

Para além disso, de norte a sul do País são relembradas as medidas de prevenção do AVC, que passam pela adoção de estilos de vida saudáveis como uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, não fumar, controlar os valores da pressão arterial, da diabetes e do colesterol, controlando também o peso corporal e limitando o consumo de bebidas alcoólicas.

Almada, Cascais, Coimbra, Évora, Santarém ou Viseu são apenas alguns dos locais onde vão decorrer ações, que podem ser conhecidas aqui.

redução de açúcar na Coca-Cola

Coca-Cola reduziu 33% do conteúdo de açúcar por litro

Por Nutrição & Fitness

Numa altura em que a redução dos níveis de açúcar nos alimentos e bebidas se tornou uma verdadeira batalha, alimentada pelo aumento do número de casos de doenças associadas ao seu consumo excessivo, várias têm sido as empresas apostadas em reformular as suas ofertas. É o caso da Coca-Cola que, nos últimos 18 anos, conseguiu reduzir 33% o conteúdo de açúcares por litro do total de vendas em Portugal.

Uma redução que resulta de uma aposta na inovação, através da reformulação de produtos para reduzir ou eliminar o conteúdo de açúcar das bebidas, assim na oferta de novas opções de bebidas com menor teor de açúcar adicionado.

Desta forma, desde 2014 que tem reduzido o açúcar na maioria das suas marcas no nosso país, algo que continua a fazer.

Contas feitas, desde 2014 que a marca reduziu, em Portugal, a percentagem de açúcares adicionados nas bebidas, como é disso exemplo a redução de 86,5% na Fanta Uva, 81,8% na Sprite ou 42,9% no Nestea Limão.

Para além disso, as bebidas sem ou com baixas calorias já representam 34% do total de vendas da Coca-Cola em Portugal.

Produtos sem açúcar, light ou zero já representam 25% da oferta

Foi a partir de 2010 que a Coca-Cola começou a oferecer, em Portugal, uma alternativa sem adição de açúcar na maioria das marcas e já tem uma opção sem adição de açúcar na maioria das categorias de bebidas.

No caso de bebidas biológicas, todas apresentam certificação biológica, são 100% elaboradoras a partir de ingredientes biológicos, não levam corantes nem conservantes e contêm um reduzido teor de adoçantes biológicos.

Desta forma, a companhia conta atualmente com 105 referências de bebidas, das quais 27 correspondem a produtos sem açúcar adicionado, light ou zero, o que representa mais de 25% do portefólio total.

E aposta também numa maior informação nutricional na rotulagem que favoreça as decisões corretas do consumidor, bem como a promoção da utilização de embalagens mais pequenas.

Vários tamanhos e informação nutricional detalhada

Foi também a pensar no controlo da ingestão de açúcares e calorias que a Coca-Cola em Portugal coloca à disposição dos consumidores vários formatos e embalagens, oferecendo até 16 opções de tamanhos diferentes, para que, de forma esclarecida, os consumidores possam escolher o que melhor se adapta a cada momento e ocasião.

Do mesmo modo, continua a trabalhar para ter uma informação nutricional ampla e clara para que o consumidor possa tomar decisões corretas com base em todas as informações disponíveis na rotulagem de todos os seus produtos.

cirurgia plástica - lipoescultura

As tendências na cirurgia plástica para 2019 são…

Por Bem-estar

Não são apenas as mulheres, mas também os homens que cada vez mais procuram o que a cirurgia plástica pode oferecer. Não importa a idade, que o desejo de mudar o que, no corpo, nos faz sentir mal não é um exclusivo de novos ou velhos. Alterações que representam uma melhoria imediata na vida dos doentes, com impacto direto na autoestima e, em muitos casos, numa melhoria na qualidade de vida. Para 2019, as cirurgias mais procuradas vão ser…

Luiz Toledo, especialista mundial de cirurgia plástica e estética, que há mais de 30 anos trabalha em países como o Brasil, Dubai e agora Portugal, identifica as cirurgias mais procuradas e quais as tendências para o próximo ano: abdominoplastia, lipoaspiração e mamoplastia de aumento.

“Estas são as cirurgias mais procuradas neste momento em Portugal. São as cirurgias que oferecem resultados mais visíveis e também as que fazem mais diferença na autoestima da pessoa”, explica.

“O abdómen e o peito são zonas do corpo que sofrem muito com mudanças de peso e também depois do parto, e a cirurgia faz bastante diferença, tanto a nível físico como psicológico.”

A aposta na cara

A nível de tratamentos menos invasivos, o facelift e o rejuvenescimento facial são os mais procurados. “A cara é o foco principal da primeira impressão da pessoa, é algo que o próprio vê constantemente. Por isso, é natural que seja algo que tenha mais vontade de mudar”, refere o especialista.

E acrescenta: “o rejuvenescimento facial revitaliza a pele, e elimina rugas e imperfeições, algo que deixa imediatamente a pessoa com um ar mais jovem”.

Em Portugal, a faixa etária que mais procura a cirurgia plástica situa-se entre os 40 e os 65 anos. No entanto, Luiz Toledo refere que a manutenção pode começar aos 30 ou 35 anos, havendo cirurgias que até podem ser feitas mais cedo.