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É melhor prevenir a hipertensão arterial do que remediar o AVC

Por Opinião

Em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Acidente Vascular Cerebral (AVC) está na origem do maior número de óbitos, representando 9,8% da mortalidade em 2019. É igualmente reconhecido que a hipertensão arterial é o principal fator de risco modificável para as doenças cerebrovasculares, incluindo o AVC. Relacionando estes dois últimos factos, podemos caracterizar a hipertensão arterial como um grave problema de Saúde Pública, com o qual nos debatemos atualmente.

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pressão alta

Prevenir e tratar a pressão alta sem recurso a medicamentos

Por Investigação & Inovação

Um em cada quatro ataques cardíacos é causado por pressão alta. Estima-se que até 2025, cerca de 60% da população mundial terá hipertensão. E embora se saiba que o exercício físico reduz a pressão arterial, até agora as recomendações concentravam-se na quantidade de exercício, sem considerar o nível de pressão arterial inicial de cada pessoa. Tudo muda com as recomendações agora partilhadas, que definem atividades específicas de acordo com a pressão atual do sangue de cada um.

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pressão alta associada a idas ao WC

Viagens constantes ao WC durante a noite? Atenção que pode ser pressão alta

Por Bem-estar

As viagens constantes aos WC durante a noite, mais do que um incómodo, podem ser sinal de outra coisa, revelam os dados de um novo estudo. Podem significar que sofre de pressão alta.

“O nosso estudo indica que, se precisar de urinar durante a noite – a chamada noctúria – pode ter pressão arterial elevada e/ou excesso de líquidos no corpo”, afirma Satoshi Konno, autor do estudo Watari, apresentado no 83º Encontro Científico Anual da Sociedade Japonesa de Circulação.

“Se continuar a ter noctúria, pela ao seu médico para verificar a sua pressão arterial e ingestão de sal.”

Relação comprovada

Investigações anteriores, realizadas no Japão, associaram uma elevada ingestão de sal à noctúria. Este estudo pretendeu agora avaliar outra relação, a das idas frequentes à casa de banho com a hipertensão na população japonesa em geral.

Para isso, envolveu 3.749 residentes de Watari, a quem foi medida a pressão arterial e recolhidas informações sobre a noctúria através de um questionário. 

E os dados confirmaram a teoria: a noctúria (um ou mais eventos de noctúria por noite) foi significativamente associada à hipertensão após o controle de possíveis fatores de confusão.

“Descobrimos que levantar-se durante a noite para urinar estava associado a uma probabilidade 40% superior de ter hipertensão”, afirma Konno. “E quanto mais visitas ao WC, maior o risco de hipertensão.”

Dos 1.882 participantes que responderam ao questionário, 1.295 (69%) apresentaram noctúria. Konno refere que os resultados não provam uma relação causal entre a noctúria e a hipertensão e podem não ser replicáveis em todas as populações, mas ainda assim fica o alerta.

De acordo com Barbara Casadei, da Sociedade Europeia de Cardiologia, “mais de mil milhões de pessoas têm pressão alta em todo o mundo. A hipertensão arterial é a principal causa global de morte prematura, responsável por quase dez milhões de mortes em 2015”.

Por isso, as diretrizes da Sociedade recomendam o uso de medicamentos para reduzir o risco de AVC e doenças cardíacas. “Um estilo de vida saudável também é recomendado, incluindo restrição de sal, moderação do consumo de álcool, alimentação saudável, exercícios regulares, controlo de peso e cessação do tabagismo”.

hipertensão na gravidez

Dieta rica em vegetais e peixe reduz risco de hipertensão na gravidez

Por Investigação & Inovação

Se está grávida, ou se pensa engravidar, a receita para uma gestação saudável é simples: uma alimentação rica em vegetais e peixe. É que, de acordo com um novo estudo, esta está associada a um menor risco de hipertensão, assim como pré-eclâmpsia, um problema a esta associado.

Publicado na revista International Journal of Obstetrics and Gynecology, o estudo confirma que uma dieta rica em batatas, carne, pão branco e gordura aumenta a probabilidade de desenvolver os problemas referidos acima na gravidez.

Uma em cada dez grávidas afetadas

A pressão arterial elevada, conhecida como hipertensão arterial, afeta cerca de uma em cada 10 grávidas. Pode existir antes da gravidez ou desenvolver-se durante a mesma, a hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, estes problemas que afetam entre duas e oito mulheres em cada 100, surgindo a partir de cerca da 20ª semana de gestação.

Foi para avaliar o papel da alimentação da mãe no risco de pressão alta e pré-eclâmpsia que uma equipa de investigadores realizou um  estudo sobre os hábitos alimentares das grávidas e os riscos associados.

Foram, ao todo, seguidas 55.138 mulheres dinamarquesas, entrevistadas às 12 e 30 semanas de gestação e seis e 18 meses após o parto, tendo também sido convidadas a responder a um questionário que avaliou a ingestão alimentar na 25ª semana de gestação.

De acordo com os resultados, uma alimentação rica em vegetais e peixe diminuiu a probabilidade de hipertensão gestacional em 14% e pré-eclâmpsia em 21%.

Já uma dieta rica em batata e carne aumentou o risco de hipertensão gestacional em 18% e o de pré-eclâmpsia em 40%.

“As nossas descobertas reforçam a importância de se ter uma dieta saudável e balanceada, rica em vegetais e peixes e de se cortar nos alimentos processados ​​sempre que possível. Isso ajudará a reduzir o risco de uma mulher desenvolver hipertensão e pré-eclâmpsia durante a gravidez”, explica Emmanuella Ikem, autora do estudo e investigadora na Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol. 

As vantagens de uma alimentação saudável

Atualmente, aconselha-se a ingestão de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais diferentes todos os dias, em vez de alimentos ricos em gordura.

É geralmente seguro consumir peixe durante a gravidez – não mais de duas porções de peixe oleoso, como cavala ou salmão, por semana e não mais do que dois filetes de atum fresco ou quatro latas de atum de tamanho médio por semana. 

Pat O’Brien, obstetra e porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynecologists, reforça que “a hipertensão arterial e a pré-eclâmpsia podem resultar em complicações prejudiciais para a mãe e o bebé. São problemas que devem ser geridos com medicamentos e monitorizados de perto pelos profissionais de saúde durante a gravidez e o parto”.

“Estas últimas descobertas são encorajadoras, pois revelam que há passos adicionais que uma mulher pode dar para reduzir o risco destas doenças, ao comer de forma saudável.”

O que comer e o que evitar

De acordo com o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, as grávidas devem: