pressão alta associada a idas ao WC

Viagens constantes ao WC durante a noite? Atenção que pode ser pressão alta

Por Bem-estar

As viagens constantes aos WC durante a noite, mais do que um incómodo, podem ser sinal de outra coisa, revelam os dados de um novo estudo. Podem significar que sofre de pressão alta.

“O nosso estudo indica que, se precisar de urinar durante a noite – a chamada noctúria – pode ter pressão arterial elevada e/ou excesso de líquidos no corpo”, afirma Satoshi Konno, autor do estudo Watari, apresentado no 83º Encontro Científico Anual da Sociedade Japonesa de Circulação.

“Se continuar a ter noctúria, pela ao seu médico para verificar a sua pressão arterial e ingestão de sal.”

Relação comprovada

Investigações anteriores, realizadas no Japão, associaram uma elevada ingestão de sal à noctúria. Este estudo pretendeu agora avaliar outra relação, a das idas frequentes à casa de banho com a hipertensão na população japonesa em geral.

Para isso, envolveu 3.749 residentes de Watari, a quem foi medida a pressão arterial e recolhidas informações sobre a noctúria através de um questionário. 

E os dados confirmaram a teoria: a noctúria (um ou mais eventos de noctúria por noite) foi significativamente associada à hipertensão após o controle de possíveis fatores de confusão.

“Descobrimos que levantar-se durante a noite para urinar estava associado a uma probabilidade 40% superior de ter hipertensão”, afirma Konno. “E quanto mais visitas ao WC, maior o risco de hipertensão.”

Dos 1.882 participantes que responderam ao questionário, 1.295 (69%) apresentaram noctúria. Konno refere que os resultados não provam uma relação causal entre a noctúria e a hipertensão e podem não ser replicáveis em todas as populações, mas ainda assim fica o alerta.

De acordo com Barbara Casadei, da Sociedade Europeia de Cardiologia, “mais de mil milhões de pessoas têm pressão alta em todo o mundo. A hipertensão arterial é a principal causa global de morte prematura, responsável por quase dez milhões de mortes em 2015”.

Por isso, as diretrizes da Sociedade recomendam o uso de medicamentos para reduzir o risco de AVC e doenças cardíacas. “Um estilo de vida saudável também é recomendado, incluindo restrição de sal, moderação do consumo de álcool, alimentação saudável, exercícios regulares, controlo de peso e cessação do tabagismo”.

fibrilhação auricular

Dieta rica em sal pode aumentar o risco de arritmia cardíaca

Por Bem-estar

Que o sal contribui para a hipertensão e outros problemas cardiovasculares, já se sabia. Agora, um grupo de cientistas associa o excesso de sal na dieta ao risco de fibrilhação auricular, a mais frequente forma de arritmia, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Num novo estudo, publicado no Annals of Medicine, foram acompanhados 716 homens e mulheres de meia-idade ao longo de 19 anos, para confirmar esta associação. 

Um passo importante, uma vez que quem sofre deste problema corre um risco acrescido de AVC e insuficiência cardíaca. O que significa que se o sal for um fator de risco evitável, isso apresentaria novas oportunidades de prevenção.

Maior consumo de sal associado a risco acrescido

De facto, a associação existe. Ou seja, encontrou-se uma maior incidência de fibrilhação auricular nas pessoas que consumiram mais sal, em comparação com aqueles que o ingeriam menos.

“Este estudo fornece a primeira evidência de que o sal pode aumentar o risco de fibrilhação arterial de início recente, aumentando a lista crescente de perigos associados ao consumo excessivo de sal na saúde cardiovascular”, explica Tero Pääkkö, especialista da Universidade de Oulu, na Finlândia.

“Embora sejam necessários mais estudos, os nossos resultados sugerem que as pessoas que estão em um risco aumentado de fibrilhação arterial podem beneficiar de uma restrição de sal na sua dieta.”

Novas formas de prevenção

A probabilidade de desenvolver fibrilhação auricular aumenta com a idade, afetando cerca de sete em 100 pessoas com 65 anos ou mais. O que significa que, com o envelhecimento da população, se prevê que os números dos que desenvolvem esta condição aumentem drasticamente nos próximos anos, à medida que as pessoas continuam a viver mais tempo.

Confirmar a associação entre o problema e a elevada ingestão de sal na dieta irá fornecer aos formuladores de políticas novas formas para que se possa reduzir a sua incidência, através de intervenções de saúde pública.

Vídeos ajudam crianças a reduzir a ingestão de sal

Por Saúde Infantil

“A ingestão de alimentos salgados nos primeiros anos aumenta a preferência pelo sabor de alimentos ricos em sal, que pode levar a uma maior ingestão ao longo da vida vida.” Ou seja, a preferência pelo sal começa cedo. E a luta contra estes hábitos também devia começar, garante um estudo, que assegura que é possível ensinar as crianças na ‘guerra’ contra o sal.

O consumo excessivo de sal durante a infância põe em risco a saúde cardiovascular, mas a poucos estudos têm sido feitos para avaliar a eficácia dos programas que educam para a mudança de comportamento, no sentido de uma redução de sal por parte das crianças.

Um novo trabalho, publicado no Journal of Nutrition Education and Behavior, revela que estes programas funcionam, melhorando o conhecimento relacionado com o sal e os seus riscos, assim como o comportamento das crianças entre os sete e os 10 anos.

Carley Grimes, do Instituto de Atividade Física e Nutrição da Universidade Deakin, na Austrália, não tem dúvidas que é importante reformular os alimentos e reduzir o teor de sal. Mas não menos importantes são “as estratégias comportamentais, como ensinar a leitura dos rótulos dos alimentos para escolher alimentos com baixo teor, que podem ser ensinadas às crianças”.

Resultados confirmam redução 

Foi isso que este estudo fez, com mais de 100 crianças, de diferentes níveis socioeconómicos, de seis escolas primárias de Victoria, na Austrália. Antes do início do estudo, os participantes foram inquiridos sobre os seus conhecimentos, atitudes e comportamentos relacionados com o sal.

Ao longo de cinco semanas, participaram em várias sessões educativas interativas, baseadas na Internet, que decorriam também em casa. Lições que, ao longo de 20 minutos, apresentaram três mensagens principais: parar de usar o saleiro, mudar para alimentos com baixo teor de sal através da leitura dos rótulos e trocar alimentos salgados processados ​​por alternativas mais saudáveis.

As histórias, com temas de detetives, incluíam BD animadas, atividades interativas e conteúdo de vídeo, assim como um diário, impresso, onde partilhavam as suas ‘descobertas’.

Findas as sessões, houve melhoria significativa nos resultados gerais de conhecimento e comportamento das crianças. Aliás, assistiu-se a uma redução de 19% no número de crianças que relataram a existência de um saleiro à mesa.

E, quando este não estava presente, o uso de sal pelas crianças foi reduzido em 25%, comparado com os 70% que deram conta de o ter adicionado quando um saleiro estava na mesa. Foi também verificada uma melhoria na crença das crianças de que poderiam mudar o seu comportamento e ingerir menos sódio.

Falta generalizada de iodo ameaça desenvolvimento do cérebro das crianças

Por Atualidade

Até 50% de todos os recém-nascidos na Europa podem não atingir o seu potencial cognitivo devido à deficiência de iodo, um micronutriente essencial para o desenvolvimento do cérebro das crianças presente na água que bebemos e na comida que ingerimos, revela um estudo do EUthyroid, um projeto financiado pela Comissão Europeia.

Os efeitos adversos da deficiência deste micronutriente são diversos e impõem uma carga significativa aos sistemas de saúde públicos. E embora este seja um facto reconhecido, na Europa, os programas de prevenção dos transtornos mentais associados à deficiência de iodo “recebem surpreendentemente pouca atenção dos formuladores de políticas, formadores de opinião e dos cidadãos”, referem em comunicado os autores do estudo.

O que faz ainda menos sentido, tendo em conta que “a deficiência de iodo pode ser evitada de uma forma económica, através do fornecimento de alimentos fortificados com iodo”.

Por isso, investigadores europeus de 27 países uniram as suas vozes para alertar para o que dizem ser a deterioração do compromisso dos decisores políticos para lidar com a deficiência de iodo na Europa. E decidiram lançar uma abordagem para chamar a atenção dos políticos, cientistas e população em geral, no sentido de se assegurarem estratégias efetivas para prevenir esta deficiência, implementadas em toda a Europa.

Foi então lançada a Declaração de Cracóvia, que exige, para a erradicação da deficiência de iodo:

  • métodos de prevenção das desordens resultantes da deficiência de iodo, através do uso de sal iodado e do livre comércio, na União Europeia, de alimentos enriquecidos e rações para animais;
  • que os governos nacionais e as autoridades de saúde pública façam a monitorização e uma avaliação harmonizada dos programas de fortificação em intervalos regulares, para garantir o fornecimento ideal de iodo à população;
  • que os cientistas, juntamente com os profissionais de saúde pública, organizações de doentes, a indústria e o público, apoiem as medidas necessárias para garantir que os programas de prevenção são sustentáveis, dentro de um ambiente em rápida mudança e maior consciência social da questão.

Governo quer fechar acordo para redução de sal até junho

Por Nutrição & Fitness

Reduzir as quantidades de sal e açúcar em alguns alimentos é um dos objetivos do Governo. Para isso, espera ter fechado, até junho de 2018, o acordo com a indústria para o conseguir.

As negociações ainda não estão concluídas, mas os resultados são esperados para breve, afirmou a propósito o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Um selo de qualidade para as padarias

Para combater o excesso de sal, estão também abertas as candidaturas para a iniciativa Selo Pão que, sob o mote «Menos sal, mesmo sabor», pretende conceder uma distinção pública às padarias que atinjam um teor no pão que não ultrapasse o 1g de sal por 100g de pão ainda durante este ano.

Serão aceites as primeiras 250 candidaturas recebidas, 89 na Região Norte, 82 na Região Centro, 55 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 13 na Região do Alentejo e 11 na Região do Algarve.

O consumo excessivo de sal, que é um dos maiores riscos de saúde pública em Portugal, é também uma realidade, confirmada pelos dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física IAN-AF (2015-2016), que revela que a população portuguesa apresenta um consumo médio de 7,3 g (2848 mg/dia de sódio), superior ao valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (não mais do que 5g de sal por pessoa, por dia).

Um consumo que está associado ao desenvolvimento de várias de doenças crónicas, sobretudo doenças cardiovasculares, que representam atualmente uma das principais causas de morte da população portuguesa. E o pão é um dos principais alimentos que contribui para este excesso, revelam também os dados do mesmo inquérito.