No Dia Mundial do AVC, SPAVC desafia os portugueses a dançar

Por Bem-estar

No âmbito do Dia Mundial do AVC, que se assinala esta quinta-feira, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) junta-se à campanha internacional da Organização Mundial do AVC (WSO), “Junte-se ao movimento para prevenir o AVC”, e alerta para que uma em cada quatro pessoas irá sofrer um AVC ao longo da vida e que a adoção de medidas de prevenção pode contribuir para diminuir o risco e número de vidas perdidas todos os anos.

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Dia Mundial do AVC

Uma em cada quatro pessoas vai sofrer um AVC ao longo da vida

Por Bem-estar

Uma em cada quatro pessoas está em risco de vir a sofrer um AVC ao longo da vida. A mensagem ilustra o Dia Mundial do AVC, que se assinala a 29 de outubro, mas não está sozinha. De acordo com a World Stroke Organization (WSO), à qual se associa a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), este destino não é inevitável: é possível prevenir o AVC e, na maior parte dos casos, de uma forma simples.

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Dia Nacional do Doente com AVC

Metade dos AVC podem ser prevenidos, mas ainda se pensa pouco na prevenção

Por País

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que se pode prevenir e tratar. É para reforçar estas mensagens que, no próximo dia 31, se assinala mais um Dia Nacional do Doente com AVC.

O alerta da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) incide sobretudo no combate aos fatores de risco, na divulgação das medidas de prevenção, assim como dos sinais de alerta para o AVC, desenvolvendo, para isso, atividades gratuitas e abertas à participação de todos os interessados.

Apesar de grande causador de incapacidade permanente e de mortalidade, o AVC é uma doença que se pode prevenir e tratar de forma eficaz na maioria dos casos, se forem cumpridos determinados cuidados.

De facto, metade dos AVC poderiam ser prevenidos através de gestos simples, como o controlo da pressão arterial ou deixando de fumar.

E, da mesma forma, o tratamento adequado na fase aguda pode reduzir as taxas de morte e incapacidade em 50%.

“Ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”

No entanto, “ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”, refere o presidente da SPAVC, que reforça o papel da associação que preside na divulgação das medidas preventivas desta patologia.

Nesta data, voltam a ser reforçadas as principais mensagens a reter sobre AVC.

“É preciso conhecer os sinais de alerta – os chamados 3 F’s (falta de força num braço, desvio da face e dificuldade na fala) – e saber que, perante o aparecimento de um deles, a única atitude correta é a de acionar de imediato os serviços de emergência, através do 112”, destaca o médico neurologista.

Os fatores de risco são bem conhecidos, desde a hipertensão arterial, a diabetes, o tabagismo, a fibrilhação auricular, até à obesidade e ao sedentarismo.

Para além disso, de norte a sul do País são relembradas as medidas de prevenção do AVC, que passam pela adoção de estilos de vida saudáveis como uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, não fumar, controlar os valores da pressão arterial, da diabetes e do colesterol, controlando também o peso corporal e limitando o consumo de bebidas alcoólicas.

Almada, Cascais, Coimbra, Évora, Santarém ou Viseu são apenas alguns dos locais onde vão decorrer ações, que podem ser conhecidas aqui.

associação entre poluição e AVC

Dia Mundial do Cérebro alerta para relação perigosa entre poluição e AVC

Por Bem-estar

Sabia que há uma relação entre poluição e AVC? Que a primeira potencia o segundo? Este ano, o Dia Mundial do Cérebro, que se assinala a 22 de julho, deixa o alerta para esta associação, chamando a atenção para a importância deste fator de risco para as doenças degenerativas do sistema nervoso e cerebrovasculares. 

O tema foi escolhido pela World Federation of Neurology (WFN), que elege o ‘Clean Air for Brain Health’ (‘Ar puro para o seu Cérebro’) como mote.

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) associa-se a esta campanha em Portugal e divulga as mais recentes evidências e indicações sobre a exposição à poluição atmosférica e a ocorrência de AVC.

Nos últimos anos, de resto, os efeitos da poluição atmosférica na nossa saúde têm sido alvo de vários estudos, com 12 milhões de mortes por ano atribuídas a este problema.

Mortes que se relacionam com doenças cardíacas, como o enfarte do miocárdio ou insuficiência cardíaca congestiva, doenças pulmonares, doenças oncológicas e, mais recentemente, com doenças neurológicas, nomeadamente o AVC e a demência. 

Estudos confirmam relação

“São complexos os mecanismos que estão na origem da relação entre exposição à poluição atmosférica e ocorrência de AVC, envolvendo uma componente vascular, uma componente ligada ao sistema nervoso autónomo e uma componente relacionada com o aumento da agregação plaquetária”, refere José Manuel Calheiros, professor catedrático da Universidade da Beira Interior e investigador neste área.

“A poluição está, de facto, a invadir o cérebro os pulmões e, consequentemente, todo o organismo.”

Segundo o especialista, membro da Comissão Científica da SPAVC, têm sido publicados vários estudos que estabelecem uma relação sólida entre a poluição atmosférica e os efeitos agudos e crónicos sobre os sistemas circulatório e nervoso.

“O ano passado foi publicado um estudo que analisou os efeitos da poluição a longo prazo numa população de seis países de médio e baixo rendimentos, que apresentavam elevados índices de poluição, o qual incluiu mais de 45.000 participantes”, refere.

“Concluiu-se que, o aumento de 10 microgramas de partículas poluentes finas (PM2,5) por cada metro cúbico resulta num aumento de cerca de 13% da probabilidade de ocorrência de um AVC. O estudo revelou ainda que, nestes países, 6,6% da totalidade dos AVC podem ser atribuídos à poluição ambiental.”

Tabaco, uma das principais causas de poluição interior

Quando se fala de poluição, tem-se em conta não só a que resulta do tráfego automóvel, indústria, centrais de produção de energia, fogos florestais, mas também a interior, nas nossas casas e locais de trabalho, “sendo que a mais frequente das causas de poluição do ar interior é o fumo do tabaco o qual coloca em risco o fumador e os que com ele convivem”, avança o especialista.

“Estes números traduzem-se num risco e peso enormes para a saúde das populações. Apesar das sistemáticas recomendações para reduzir a poluição há muito preconizadas pela Organização Mundial de Saúde e outros organismos, estamos muito longe do que é desejável, pois essas indicações não são cumpridas na maior parte dos países.”

É por isso que José Manuel Calheiros defende que a sensibilização da população, dos profissionais de saúde e dos decisores políticos para este tema é fundamental “para que passemos do conhecimento para a ação de Saúde Pública”.