proteger os ouvidos nas viagens

A melhor forma de proteger os ouvidos nas viagens

Por | Bem-estar

As férias são muitas vezes sinónimo de viagens. Viagens de avião, de carro ou de comboio, viagens que quebram a rotina e convidam ao descanso. Uma experiência que pode ser desagradável para os ouvidos.

Sabe-se que o ruído afeta negativamente o nosso bem-estar, causando irritabilidade e perturbações várias a nível da concentração, aprendizagem, memória ou sono. Nada disto se pretende, muito menos em tempo de férias. Mas quem já andou de avião sabe que a pressão pode deixar marcas nos ouvidos.

A estes juntam-se muitos outros, aqueles que, em plenas férias, têm de lidar com o ruído do trânsito. Ou os que nem conseguem ouvir os seus pensamentos devido ao barulho ensurdecedor do comboio.

Na hora de fazer as malas para ir de férias, não deixe de fora a saúde dos ouvidos, que pode ser protegida, aconselha a GAES, que garante haver formas de tornar a experiência das viagens, muitas vezes desagradável para os seus ouvidos, mais cómoda.

Solução em forma de moldes de descanso

São várias as soluções disponíveis, capazes de atenuar os ruídos indesejados em tempo de férias. Especialmente indicados para quem viaja, os moldes de descanso permitem uma proteção auditiva e a possibilidade de descansar sem que o ruído seja um problema. 

férias de avós e netos fazem bem à saúde

Férias com os avós, a receita para uma melhor saúde de miúdos e graúdos

Por | Família

O verão é o tempo por excelência das férias, do descanso, do lazer. Para os pais, é também de ginástica mental para encontrar forma de entreter os mais pequenos até setembro, quando se dá o regresso às aulas. O que fazer é a questão, transformada em verdadeiro drama para os adultos. A resposta, essa pode estar bem próxima: nos avós.

Com eles, há garantia de colo, de histórias bem contadas, de jogos divertidos, de abraços e muitos mimos. E as recomendações para que, se possível, se deixem os mais pequenos ao cuidado dos seniores são muitas, em forma de estudos que defendem que esta é uma relação que só tem vantagens.

Ganham todos, a começar pela saúde. A mental dos mais pequenos, que beneficiam de um convívio com os mais velhos, algo que, segundo um estudo da Universidade de Oxford, reduz o risco de terem problemas comportamentais e emocionais.

E ganham também os avós. De acordo com os dados de uma investigação do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Boston, ter a oportunidade de cuidar dos netos dá aos seniores a sensação de independência funcional, o que faz com que continuem a sentir-se úteis, reduzindo o risco de solidão e depressão.

A esta vantagem junta-se, para os idosos, um reforço da sua capacidade cognitiva e um melhor estado de saúde, este último comprovado pelo projeto Grandparenting in Europe.

Eliminar os problemas de mobilidade dos seniores 

“A aprendizagem que daqui resulta é mútua e não tem igual. Mas é muitas vezes impedida apenas uma questão de mobilidade”, refere André Magalhães, especialista da Stannah. De facto, são muitos os idosos que deixam que as dificuldades de locomoção os impeçam de passear com os mais pequenos no parque, de os levar à praia ou apenas de subir ou descer as escadas que os separam da rua.

“Uma situação que pode ser facilmente resolvida, com recurso às soluções que temos ao nosso dispor e que devolvem aos seniores a independência física que lhes permite ajudar filhos e netos nesta altura do ano”, acrescenta o especialista.

Proteger os ouvidos das crianças das otites

Como prevenir as otites e infeções das crianças em tempo de praia

Por | Saúde Infantil

Não costumamos pensar muito neles, a não ser quando dão sinal. E no verão, com os convites a banhos, esse sinal costuma estar mais presente. Falamos dos ouvidos e da necessidade de os proteger, sobretudo os dos mais pequenos, das otites e das infeções.

Até porque, com a chegada do verão e das férias, as idas à praia são uma realidade para a maioria das crianças. E com essa realidade chega também a necessidade dos adultos tomarem medidas para garantir a proteção auditiva dos mais novos e, assim, prevenir otites e infeções.

Dulce Martins Paiva, diretora-geral da GAES, explica que “a maioria das pessoas sabe que a entrada de água pressurizada nos ouvidos, além do desconforto, pode originar otites”.

Mas não são apenas estas os inimigos que chegam com o verão e com a água. “Existem outros problemas como o aparecimento de germes e bactérias, muito prováveis quando conjugados fatores como a humidade e as altas temperaturas, e que resultam em infeções nos ouvidos”.

É por isso que a especialista deixa o alerta: “a prevenção é fundamental, pelo que é recomendável a utilização de protetores auditivos para a água. Existem soluções personalizadas que se adaptam ao canal auditivo fechando-o na sua totalidade, evitando assim a entrada da água”.

O problema das otites

É já conhecida como ‘otite do surfista’ ou ‘otite do mergulhador’ e é um dos problemas mais comuns para quem passa muito tempo na água. Trata-se de uma otite externa, provocada habitualmente pela entrada de água no ouvido, que pode provocar grandes dores de cabeça.

Para a evitar, nada melhor do que a prevenção. E, par além dos protetores auditivos, aconselha-se aqui também a evitar a remoção da cera, que ajuda a proteger o canal auditivo.

snacks e refeições para o verão

Snacks e refeições perfeitas para o verão

Por | Nutrição

Seja na praia ou no campo, nos muitos jardins, parques e espaços que pintam de verde o País, nada melhor do que aproveitar o verão para petiscar, para piqueniques, para refeições partilhadas. Aqui deixamos-lhe sugestões para snacks e refeições à altura do calor.

O tempo quente convida a refeições leves e fáceis. Como saladas. A Associação Portuguesa dos Nutrição refere-as como “uma excelente forma de consumir uma refeição completa e refrescante”.

Tudo começa com uma fonte de proteínas, como frango desfiado ou peixe, à qual se juntam os hidratos de carbono (couscous, massa), as gorduras insaturadas (abacate, azeite, frutos gordos), as vitaminas e minerais (hortícolas, ervas aromáticas, frutas frescas) e, claro, o tempero, que deve ser feito apenas no momento do consumo.

Fáceis não só de comer mas também de fazer são as sanduíches. Aqui, a base é o pão, sendo de evitar o de leite e de forma, com mais gorduras, assim como recheios que, por força do calor, podem causar alguns amargos de boca, como o molho de iogurte, fiambre ou maionese.

Fruta, um snack ideal

O Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção-Geral da Saúde, destaca a fruta, sobretudo a da época, como melão, melancia, cerejas, ameixas, framboesas, figos, pêssegos. 

Boas para consumidor à sobremesa ou nos intervalos das refeições, são o snack ideal para os dias de verão, sendo o substituto perfeito para os doces.

Aqui, aconselha-se a transportar a fruta inteira, para consumir com casca, depois de bem lavada e acondicionada em caixas térmicas. A exceção pode ir para as mais resistentes, como a maçã, pera, banana, tangerina, laranja ou nectarina.

A melhor bebida do verão

O calor exige uma hidratação à altura e nada melhor que a água. Não só auxilia a regular a temperatura corporal, como compensa as perdas devido sobretudo à transpiração.

Para tornar esta bebida mais interessante pode sempre, como aconselha o PNPAS, “adicionar fruta, especiarias como a canela ou ervas aromáticas como a hortelã para lhe dar mais sabor”.  

Frutos secos e hortícolas

Há outros snacks, fáceis de transportar e saudáveis, que pode levar para onde o verão o levar. É o caso dos frutos oleaginosos, como as amêndoas, nozes, amendoins que, devido ao seu elevado valor energético, devem ser consumidos em moderação, devendo ser preparadas as doses recomendadas, antes de sair de casa.

Não esquecer que uma dose corresponde a 10 amendoins, ou sete amêndoas, ou quatro metades de nozes ou ainda sete.

Os hortícolas entram também nesta lista, em palitos (cenoura, pepino ou aipo) ou tal como são colhidos (tomate cherry).

riscos das férias para as crianças

Perigos escondidos nas férias dos mais pequenos

Por | Saúde Infantil

No dia em que as autoridades nacionais apresentaram o plano ‘Saúde Sazonal Verão Seguro’, aproveitamos para deixar alguns conselhos, destinados aos mais pequenos, para que as férias dos filhos não se tornem um pesadelo dos pais.

Atenção ao sol

Crianças e jovens são, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), grupos de risco quando se trata das atividades ao ar livre nas horas de maior calor. É por isso que deixa alguns conselhos, a começar por evitar fazer programas para as horas em que o sol brilha com mais intensidade, ou seja, entre as 11h00 e as 17h00. 

Mas há mais dicas que ajudam a proteger do sol, como vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara, sem esquecer o chapéu quando estiverem ao ar livre.

A hidratação é essencial, pelo que se deve dar água com mais frequência e certificar-se de que os mais pequenos bebem mais do que o habitual.

O protetor solar deve ser aplicado antes de sair de casa e nunca se deve deixar o bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo.

Sintomas como suores intensos, fraqueza, pele fria, pegajosa e pálida, pulsação acelerada ou fraca, vómitos ou náuseas e desmaios devem motivar a procura imediata por assistência médica.

Um risco chamado golpe de calor

A DGS define o golpe de calor como “uma situação muito grave”, que “acontece quando o sistema de controlo da temperatura do corpo deixa de trabalhar. O corpo deixa de produzir suor e não arrefece. A temperatura corporal pode, em 10-15 minutos, atingir os 39ºC, provocando deficiências cerebrais ou até mesmo a morte se a pessoa não for socorrida rapidamente”.

No caso de sintomas como febre alta, pele vermelha, quente, seca e sem produção de suor, pulso rápido e forte, dor de cabeça, náuseas, tonturas, confusão e perda parcial ou total de consciência, deve ligar-se de imediato para o número de emergência 112.

Enquanto este não chega, a pessoa deve ser transportada para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado, aplicando-se toalhas húmidas ou pulverizando com água fria para arrefecer o seu corpo, e arejando o ambiente à sua volta com uma ventoinha ou um abanador.

Riscos na água: os afogamentos

É da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) que vem o alerta para os afogamentos, a segunda causa de morte acidental nas crianças, sendo os meses de junho, julho e agosto os mais preocupantes.

Ao todo, as estatísticas dão conta de 228 mortes de crianças e jovens, nos últimos 14 anos, na sequência de  afogamentos. E mesmo as crianças que chegam com vida ao hospital apresentam normalmente um prognóstico reservado, podendo ficar com “lesões neurológicas permanentes com impacto a diferentes níveis (saúde, sociais, económicos)”.

Porque os afogamentos são, como refere a APSI, “muito rápido, silencioso e que acontece em muito pouca água”, bastando alguns segundos para que se torne real, é essencial, considera a associação, a colocação de barreiras físicas nas piscinas, tanques e poços, a utilização de auxiliares de flutuação e a existência de meios e pessoas que permitam um salvamento imediato em caso de afogamento.

A isto juntam-se os cuidados a ter pelos pais e pelas crianças, que incluem não perder as crianças de vista junto à água, dificultar o acesso das crianças aos locais com água, escolher praias e piscinas vigiadas e que cumpram a sinalização, colocar sempre colete salva-vidas às crianças em águas agitadas, turvas ou profundas, assim como braçadeiras no caso das águas paradas, transparentes e pouco profundas.

Ensinar as crianças a nadar, ainda que mantendo uma vigilância próxima pode ajudar a salvar vidas, mas explicando que estas nunca o devem fazer sozinhas.

Quando a criança se perde

Perder de vista um filho é um dos maiores receios dos pais. No caso de acontecer, a Missing Children Europe, uma federação europeia que reúne várias organizações de crianças desaparecidas, aconselha os pais a irem para o último local onde viram a criança ou para onde ela poderia ter ido.

Entrar em contacto com a polícia local, para que possam dar início à investigação, é outro dos passos. No caso de estar de férias fora do país, deve ainda ligar-se para o número 116.000, que ajuda a direcionar para as autoridades certas.

Deve também dizer aos mais pequenos o que fazer no caso de se perderem, que inclui ensinar-lhes o seu nome completo e morada (ou número de telefone) e indicar para onde devem ir no caso de deixarem de ver os pais. 

conjuntivite alérgica com maior incidência no verão

Conjuntivite alérgica aumenta com a chegada do verão

Por | Bem-estar

Com a chegada do verão, aumenta a incidência da conjuntivite alérgica, o que geralmente apresenta um impacto negativo na qualidade de vida dos doentes, fazendo-se sentir nas interações sociais, acuidade visual, produtividade no trabalho e até à aparência física. Aqui, prevenir continua a ser o melhor remédio.

É para ele que alerta Manuel Monteiro Grillo, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), avançando alguns conselhos de prevenção e tratamento da doença, que já atinge cerca de 20% da população nacional.

“A conjuntivite alérgica sazonal é um dos tipos mais frequentes de alergia ocular. Ocorre quando um alergeno (agente estranho capaz de provocar alergia) irrita a conjuntiva, uma membrana fina e transparente que reveste o olho e a parte interior das pálpebras”, explica o médico

“Geralmente os primeiros sintomas a que devemos estar alerta são caracterizados pelo lacrimejar do olho, por prurido (comichão), edema da conjuntiva (olhos inchados) e olhos vermelhos.”

Apesar de poder ocorrer em qualquer altura do ano, é no verão e na primavera que a este tipo de alergia mais ‘aborrece’. Isto porque, refere Monteiro Grillo, “temos os níveis de pólenes das árvores, ervas e flores que invadem o ar muito mais elevados nos meses mais quentes”.

Mas também porque “o calor e o tempo seco do verão criam uma condição favorável para o aparecimento e a disseminação da conjuntivite, inflamação na membrana que reveste a parte frontal dos olhos e o interior das pálpebras”.

Cuidados no verão para prevenir estas alergias

Uma alergia deste género pode ser prevenida e tem tratamento, reforça o presidente da SPO. “O primeiro passo é diminuir o contacto com o agente desencadeante.”

Mas há mais conselhos: “o uso de bonés de pala e óculos de sol também diminui o contacto dos pólenes com a superfície ocular, constituindo uma medida simples e eficaz no combate à alergia ocular”.

Tendo em conta a gravidade das queixas e dos sinais clínicos, “o tratamento pode passar pelo uso de compressas frias, lágrimas artificiais e colírios antialérgicos. Nas formas mais graves da conjuntivite alérgica, como a queratoconjuntivite vernal e queratoconjuntivite atópica, utilizam-se agentes mais fortes”, acrescenta, ressalvando, no entanto, que “toda a medicação deve sempre ser receitada e controlada pelo oftalmologista pelos graves efeitos secundários que pode originar”.

Sardinhas assadas na brasa

Os motivos para comer sardinha, a rainha do verão

Por | Nutrição

O Santo António até já pode ter passado e se não foi em homenagem a este santo que comeu as tradicionais sardinhas, conhecidas como a rainha do verão, aproveite que vem aí o São João e o São Pedro para o fazer. Ou simplesmente alimente a sua saúde, naquela que é considerada a época da sardinha. E razões não faltam para o fazer.

É do site Nutrimento, o blog do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, que vêm os motivos para comer sardinhas. E se dúvidas houvesse, fica a certeza de que devemos comer sardinhas, um alimento risco em ácidos gordos ómega 3.

E o que é que isso significa? Explica o artigo que aquela que é considerada a ‘rainha do verão’ é uma importante fonte de ácido eicosapentenóico e ácido docosahexanóico, nomes complicados que identificam substâncias importantes para a manutenção da saúde cardiovascular.

A isto junta a riqueza em, cálcio e vitamina D. De facto, provavelmente não sabia, mas “facilmente o consumo de duas a três sardinhas de tamanho médio supera o valor diário recomendado”.

Fresca ou em lata, no verão ou inverno

Se este ano ainda não comeu, não se preocupe. Tem vários meses para consumir a sardinha, mas se o verão chegar ao fim e não o tiver feito, pode sempre abrir uma lata, que também esta tem benefícios inegáveis para a saúde. 

Contas feitas, 100 gramas de sardinha em lata fornece qualquer coisa como 25 gramas de proteína de boa qualidade, “essencial ao crescimento muscular, regeneração de tecidos, produção de anticorpos e defesa das células, constituição de enzimas essenciais ao funcionamento e regulação dos tecidos e órgãos”.

Fornece ainda 68% da dose diária recomendada (DDR) de vitamina B12, a 149% da DDR de vitamina B12 e ferro, magnésio, fósforo, potássio e selénio “em quantidades apreciáveis”.

A isto junta-se cerca de cinco gramas de ácidos gordos polinsaturados e, como se isto não fosse suficiente, até 38% da DDR de cálcio, cortesia das espinhas.