É mais frequente nas mulheres, mas um novo estudo revela que muitos homens mais velhos que sofrem uma fratura não são diagnosticados e tratados para osteoporose. Os detalhes do estudo foram apresentados numa reunião do Colégio Americano de Reumatologia.

A osteoporose é uma doença que resulta de uma perda de massa óssea, medida como densidade óssea, e de uma mudança na estrutura óssea. O osso é um tecido vivo, que está em constante estado de regeneração. Por volta dos 30 anos, a maioria das pessoas começa a perder lentamente mais osso do que aquele que pode ser reposto. Resultado: os ossos tornam-se mais finos e fracos em estrutura, o que é ainda mais acentuado nas mulheres na altura da menopausa. Nos homens, a perda óssea costuma torna-se um problema por volta dos 70 anos.

A osteoporose pode ser um fardo significativo para os doentes, com sintomas físicos, aumento do custo dos cuidados de saúde e mortalidade.

Cerca de um quarto das pessoas com fraturas é do sexo masculino e são vários os estudos que sugerem que os homens com fraturas osteoporóticas têm resultados piores do que as mulheres. Este novo estudo analisou as características de doentes com uma fratura associada à osteoporose nos EUA e confirma que estes são subdiagnosticados.

“Embora muitas doenças sejam comummente reconhecidas e tratadas nos homens, às vezes até mais do que nas mulheres, a osteoporose não é uma delas. Mesmo após uma grande fratura, como da anca, as taxas de tratamento são dececionantemente baixas, deixando os homens em risco de outra fratura”, refere o coautor do estudo, Jeffrey Curtis, professor de Medicina na Universidade do Alabama.

“Faltam também diretrizes consistentes para as recomendações de rastreio da osteoporose para os homens. Para as mulheres, a Organização Mundial da Saúde, assim como várias outras associações, recomendam o rastreio das mulheres com mais de 65 anos. No entanto, entre para este grupo de homens não se faz nenhuma recomendação.”