Aumenta a energia, melhora o estado de alerta e produz uma sensação geral de bem-estar. É assim o café, mas apenas quando consumido em moderação. Se sofre de ansiedade, então é melhor mudar para outra bebida.

Quando os limites são ultrapassados, os efeitos deixam de ser tão ‘simpáticos’. O bem-estar passa a insónia, nervosismo e inquietação. Efeitos que, para aqueles que já lutam contra a ansiedade, podem ser difíceis de enfrentar.

Julie Radico, psicóloga clínica da Universidade Estadual da Pensilvânia, não tem dúvidas que a cafeína pode ajudar na concentração. Mais, acrescenta ainda, considera que “a cafeína não é o inimigo”.

“Mas incentivo as pessoas a conhecerem s limites saudáveis ​​e consumi-los estrategicamente, porque o café é um ativador e pode imitar ou exacerbar os sintomas de ansiedade.”

O que é demais para a ansiedade e não só

Afinal, o que é considerado demasiado? Os valores entre 50 e 200 mg podem considerar-se baixas doses de cafeína. Consumir mais de 400 mg de uma só vez abre a porta aos efeitos secundários mais desagradáveis ​​desta substância.

Além de se sentirem super estimulados e ansiosos, os que consomem muita cafeína podem sentir ainda o coração acelerado, náusea ou dor abdominal.

Para os que já são ansiosos por natureza, o café piora os sintomas de ansiedade, podendo ainda interagir de forma negativa com medicamentos para distúrbios convulsivos, doença hepática, doença renal crónica, algumas doenças cardíacas ou doenças da tiroide.

Depois, há ainda que pensar que algumas pessoas são mais sensíveis à cafeína do que outras, sendo o consumo recomendado baseado no peso corporal. O que significa que as crianças podem estar em risco de efeitos negativos. Por isso, os especialistas recomendam que os adolescentes e as crianças não consumam mais de 100 mg de cafeína por dia, um limiar muito baixo, tendo em conta o número de produtos com cafeína (uma bebida energética pode ter cerca de 400 mg).