O prémio ‘FAZ Ciência’, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca (FAZ) e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que irá distinguir o melhor projeto de investigação translacional em oncologia desenvolvido em Portugal, está de volta.

As candidaturas estão abertas e à espera dos melhores trabalhos, que se arriscam a conquistar uma bolsa com um valor entre os cinco e os trinta e cinco mil euros, a decidir pela Comissão de Avaliação em função das candidaturas apresentadas, podendo ser premiado mais do que um projeto.

É a terceira vez que o prémio ‘FAZ Ciência’ quer reconhecer o trabalho que se faz em Portugal e, nesta 3.ª edição, conta com uma Comissão de Avaliação composta por cinco especialistas na área da Oncologia: Ana Raimundo, presidente da SPO e diretora do Serviço de Oncologia do Hospital de Dia do IPO-Porto; Bruno Silva-Santos, vice-diretor do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa e professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; José Carlos Machado, vice-presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) e professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; Noémia Afonso, Secretária da SPO e Oncologista no Centro Hospitalar do Porto; e Paulo Cortes, coordenador da Unidade de Oncologia Hospital dos Lusíadas.

As candidaturas deverão ser enviadas por email até aos dia 31 de janeiro de 2020, estando o regulamento disponível no site da SPO e na página da Fundação AstraZeneca.

Vencedores do ‘Faz Ciência’

Quanto aos vencedores, estes serão conhecidos em abril, data de entrega do prémio que, na edição de 2019, reconheceu o um projeto liderado por Bruno Silva-Santos, do Instituto de Medicina Molecular – João Lobo Antunes, que investiga um conjunto de linfócitos que infiltram o tumor e que podem contribuir para a sua progressão.

“O que nós queremos é manipular a resposta imunitária, de forma a que ela seja o mais antitumoral, que destrua as células tumorais, evitando uma natureza controversa e paradoxal que ela até pode ter, que é de ajudar o tumor a crescer”, explicou a propósito o investigador. 

A comissão de avaliação do Prémio FAZCiência 2019 atribuiu ainda duas menções honrosas a Nuno Rodrigues dos Santos, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e a Rita Fior, da Fundação Champalimaud.