Numa altura em que muitos países da União Europeia (UE), incluindo o nosso, começam a ensaiar um regresso à normalidade pós-pandemia, a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho partilha uma série de orientações para o que deve ser o regresso ao trabalho.

“Hoje, mais do que nunca, é muito claro que a proteção e a promoção da segurança e da saúde no trabalho são da máxima importância para trabalhadores, empresas, sistemas de proteção social e toda a sociedade”, diz a propósito Nicolas Schmit, comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais.

“Estas orientações dão respostas a dúvidas de ordem prática que os empregadores têm, por exemplo, sobre a forma de minimizar a exposição ao coronavírus no local de trabalho, como atualizar a sua avaliação dos riscos ou como tratar de trabalhadores que tenham estado doentes. Irão, assim, ajudar os empregadores e as empresas a gerir o regresso ao trabalho e a dar conselhos práticos ao seu pessoal.”

Regras para um trabalho mais seguro

Em comunicado, a Comissão Europeia confirma que “é da maior importância” garantir que os trabalhadores podem regressar ao local de trabalho num ambiente seguro e saudável.

Por isso, as orientações agora emitidas abrangem vários domínios, desde a avaliação dos riscos e medidas adequadas, envolvimento dos trabalhadores, informação, entre outras.

Abordam a necessidade de uma avaliação de risco por parte dos empregadores e de uma adaptação no layout do local de trabalho e da organização do trabalho, por forma a reduzir a transmissão da COVID-19.

A agência europeia refere ainda que é preciso minimizar a exposição à infeção, sendo por isso essencial a implementação de práticas seguras, como manter o trabalho à distância, se assim for possível, reduzindo o contacto físico entre os trabalhadores.

A colocação de barreiras impermeáveis, sobretudo se não for possível que as pessoas mantenham uma distância de dois metros umas das outras, é outros dos conselhos, barreiras que podem ser criadas ou improvisadas usando divisórias, gavetas, móveis ou unidades de armazenamento.

Há ainda que organizar o horário dos intervalos das refeições, para reduzir o número de pessoas que partilham o mesmo local (como uma copa ou cantina) e fornecer água e sabão ou desinfetante adequado para as mãos.

A desinfeção frequente dos espaços é outra máxima a seguir, assim como a partilha de informação e o facilitar do uso do transporte individual em detrimento do coletivo, disponibilizando, por exemplo, estacionamento.