As pessoas que recebem vacinas de mRNA para a COVID-19 têm até 91% menos probabilidade de desenvolver a doença do que aquelas que não foram vacinadas, mostra um novo estudo realizado nos EUA. Para as poucas pessoas vacinadas que ainda assim contraem a infeção, o estudo sugere que as vacinas reduzem a gravidade dos sintomas de COVID-19 e encurtam a sua duração.

Os investigadores afirmam que estes resultados estão entre os primeiros a mostrar que a vacinação com mRNA, que é o caso das vacinas Pfizer/BioNTech e a da Moderna, beneficia até mesmo aqueles indivíduos que apresentam infeções mesmo depois de serem vacinados.

“Uma das coisas únicas sobre este estudo é que mediu os benefícios secundários da vacina”, diz Sarang Yoon, coautor do estudo, publicado online no New England Journal of Medicine, que se baseia em dados preliminares divulgados pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) em março.

“Demos essas vacinas a alguns dos grupos de maior risco – médicos, enfermeiras e socorristas”, refere Yoon. “Estas são as pessoas que se estão a expor ao vírus dia após dia, e a vacina protegeu-as contra a doença. Aqueles que infelizmente tiveram COVID-19, apesar de terem sido vacinados, ainda assim estavam em melhor situação do que aqueles que não o fizeram.”

O estudo descobriu que as vacinas de mRNA para a COVID-19 eram 91% eficazes na redução do risco de infeção, duas semanas depois de os participantes terem sido vacinados “totalmente”, e 81% eficazes na redução do risco de infeção após a vacinação “parcial”, duas semanas após a primeira dose, mas antes da segunda dose ser administrada.

Apenas 204 (5%) participantes testaram positivo para SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19. Destes, 156 não foram vacinados, 32 tinham um estado vacinal indeterminado e 16 foram total ou parcialmente vacinados. Os participantes total ou parcialmente vacinados que desenvolveram a infeção apresentaram sintomas mais ligeiros do que aqueles que não foram vacinados.

A presença de febre foi reduzida em 58% entre os vacinados, os dias passados ​​de cama caíram em 60% e a presença do vírus foi reduzida em 70% entre aqueles com infeções, passando de 8,9 para 2,7 dias.

As três pessoas que foram hospitalizadas não estavam imunizadas, o que significa que nenhuma pessoa vacinada foi hospitalizada.

Descobertas que também sugerem que indivíduos total ou parcialmente vacinados que voltam a ter COVID-19 podem ter menos probabilidade de espalhar o vírus. Contas feitas, os participantes do estudo infetados que tinham sido total ou parcialmente vacinados apresentavam 40% menos vírus detetável no nariz e durante menos seis dias, em comparação com aqueles que não tinham sido vacinados.