O verão é o tempo por excelência das férias, do descanso, do lazer. Para os pais, é também de ginástica mental para encontrar forma de entreter os mais pequenos até setembro, quando se dá o regresso às aulas. O que fazer é a questão, transformada em verdadeiro drama para os adultos. A resposta, essa pode estar bem próxima: nos avós.

Com eles, há garantia de colo, de histórias bem contadas, de jogos divertidos, de abraços e muitos mimos. E as recomendações para que, se possível, se deixem os mais pequenos ao cuidado dos seniores são muitas, em forma de estudos que defendem que esta é uma relação que só tem vantagens.

Ganham todos, a começar pela saúde. A mental dos mais pequenos, que beneficiam de um convívio com os mais velhos, algo que, segundo um estudo da Universidade de Oxford, reduz o risco de terem problemas comportamentais e emocionais.

E ganham também os avós. De acordo com os dados de uma investigação do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Boston, ter a oportunidade de cuidar dos netos dá aos seniores a sensação de independência funcional, o que faz com que continuem a sentir-se úteis, reduzindo o risco de solidão e depressão.

A esta vantagem junta-se, para os idosos, um reforço da sua capacidade cognitiva e um melhor estado de saúde, este último comprovado pelo projeto Grandparenting in Europe.

Eliminar os problemas de mobilidade dos avós 

“A aprendizagem que daqui resulta é mútua e não tem igual. Mas é muitas vezes impedida apenas uma questão de mobilidade”, refere André Magalhães, especialista da Stannah. De facto, são muitos os idosos que deixam que as dificuldades de locomoção os impeçam de passear com os mais pequenos no parque, de os levar à praia ou apenas de subir ou descer as escadas que os separam da rua.

“Uma situação que pode ser facilmente resolvida, com recurso às soluções que temos ao nosso dispor e que devolvem aos seniores a independência física que lhes permite ajudar filhos e netos nesta altura do ano”, acrescenta o especialista.