Não existe tratamento eficaz para a doença de Alzheimer, mas e se houvesse uma forma de reduzir o risco? A investigação feita sugere que pode haver métodos que nos protegem.

“Alzheimer é a forma mais comum de demência”, explica Chen Zhao, neurologista do Penn State Health Milton S. Hershey Medical Center, nos EUA. “Com Alzheimer, há uma proteína anormal que se acumula no cérebro e, com o tempo, se espalha para outras partes do cérebro, levando as células cerebrais normais à morte.”

Essa progressão pode causar problemas que afetam a vida quotidiana, incluindo perda de memória a curto prazo, problemas espaciais e de navegação e dificuldade nas decisões, o que pode levar a problemas na fala ou a reconhecer pessoas.

Existem dois tipos diferentes de Alzheimer, referem os especialistas: um que tem início precoce, e que geralmente afeta as pessoas antes dos 65 anos; e outro de início tardio, que afeta indivíduos mais velhos.

“A demência de início precoce está geralmente associada à genética e pode ocorrer em famílias”, refere Zhao. “A causa da demência de início tardio é menos clara e é provavelmente devido a uma combinação de fatores de risco genéticos, ambientais e de estilo de vida.”

E mesmo que os detalhes sejam um mistério, as evidências sugerem que certas alterações ao estilo de vida podem ter um efeito benéfico na saúde do cérebro, o que pode reduzir o risco de demência, embora sejam necessários mais estudos sobre o tema.

O que se pode então fazer para reduzir o risco de Alzheimer? Alterações na dieta, como seguir uma dieta mediterrânica ou vegetal, podem ajudar a melhorar a saúde do cérebro.

Ter um sono de melhor qualidade também pode ajudar, e para quem tem distúrbios do sono, como apneia, é importante consultar um médico para ser tratado. No entanto, segundo Zhao, a evidência mais forte é que a atividade física, sobretudo “a atividade aeróbica, ou o exercício que faz o coração bombear, pode ajudar a manter a função cerebral”.

Alguns estudos sugerem ainda que manter fortes relações sociais e estar mentalmente ativo pode também reduzir o risco.

Os primeiros sinais de alerta para Alzheimer

Algumas pessoas notam os primeiros sinais de alerta, como dificuldade em lembrar o nome de velhos amigos. Outros, afirma Zhao, começam a notar os sintomas quando a doença se torna mais avançada, e este levam a que a pessoa se comece a perder, a repetir as mesmas histórias ou perguntas e a esquecer-se de tomar medicamentos. Qualquer um destes é um bom motivo para falar com um neurologista ou procurar orientação junto do médico de família.

“Estudos observacionais sugerem que o estilo de vida impacta o risco de demência; fazer alterações ao estilo de vida com base na saúde irá certamente ajudar a melhorar a saúde geral, o bem-estar e a saúde do cérebro também”, reforça o especialista.