
Com o verão a caminho, multiplicam-se os festivais, as festas, os concertos. É tempo de festa e folia. No meio de tudo isto, por vezes perde-se de vista a saúde auditiva. De facto, será que temos noção do impacto que o volume da música nestes eventos tem na saúde dos nossos ouvidos?
Não é surpresa para ninguém que o volume do som nos concertos é sempre elevado. O que talvez muito não saibam é que, a partir dos 80 decibéis (dB), o som começa a ser prejudicial para os nossos ouvidos.
Tendo em conta que a pressão acústica nos concertos pode ser facilmente superior a 110 dB, não deverá ser surpresa os efeitos negativos para a saúde auditiva das festas de verão, uma vez que é ultrapassado aquilo a que se chama limiar de conforto ou limiar de dor.
“No início, é observada uma perda auditiva com recuperação após horas de repouso. Se a exposição continuar, instala-se uma perda auditiva progressiva e irreversível, denominada perda de audição induzida por ruído”, explica Dulce Martins Paiva, diretora-geral da GAES – Centros Auditivos em Portugal.
“Os sinais mais frequentes de dano auditivo por ruído são dores de ouvido, zumbido, irritação com sons altos, redução da capacidade auditiva, transtornos de atenção, ansiedade e nervosismo.”
Ainda de acordo com a mesma fonte, “o incómodo pode ser grande a ponto de causar dores de cabeça e efeitos psicológicos. Se a perda auditiva for considerável, o indivíduo pode se isolar socialmente pela dificuldade de comunicação”.
Como proteger os ouvidos nas festas de verão
Proteção é, ou deveria ser, também aqui a palavra de ordem. “A proteção é possível e recomendável. Atualmente existem várias opções de proteção auditiva, que garantem o timbre natural do som, sem distorções”, refere Dulce Martins Paiva.
Soluções standard ou personalizadas, “como o caso de protetores feitos à medida do canal auditivo”. E o melhor é que, seja qual for a sua escolha, a garantia é de que não vai precisar de os tirar para ouvir o que lhe dizem e muito menos para ouvir a sua banda preferida.