Considerado um dos setores prioritários para a competitividade da economia nacional, o setor da biotecnologia apresenta elevada capacidade de inovar e de difundir inovação, cenário confirmado pelo Estudo de Caracterização do Setor da Biotecnologia, apresentado no BIOMEET, que revela que a biotecnologia é, em Portugal, a 5.ª área tecnológica com mais patentes – na Europa dos 28, este setor não vai além da 15.ª posição.

Em Portugal, de acordo com o estudo, o setor conta atualmente com mais de 80 empresas que têm a biotecnologia como atividade primária, às quais se juntam outras 100 que a têm como atividade secundária.

E, do total de empresas analisadas, 24% estão associadas a publicações de patentes: entre 2000 e 2019, foram submetidas por estas empresas um total de 369 patentes. Ao todo, 25% das empresas com registo de patentes são responsáveis por 80% das patentes registadas.

“Setor mais maduro e a dar os seus frutos”

O sector tem registado um crescimento expressivo. A título de exemplo, entre 2011 e 2017 o crescimento de empresas com biotecnologia como atividade primária foi de 102%. No mesmo intervalo de tempo, o crescimento de emprego foi de 125%.

“Este estudo demonstra que o sector da biotecnologia está muito mais maduro e a dar os seus frutos. No entanto, o potencial de crescimento é enorme até chegar ao nível dos países líderes, como a Dinamarca ou Holanda”, afirma Filipe Assoreira, presidente da P-Bio.

“Certo é que estes países começaram muito mais cedo o seu investimento nesta área. A P-Bio continuará a apoiar as empresas  e a criar estes tipo de estudos para que as empresas e instituições Portuguesas possam ter ferramentas para defender o investimento no nosso ecossistema.”

Numa altura em que está a comemorar os seus 20 anos de atividade, a P-Bio volta a realizar o BIOMEET, dedicado à temática dos medicamentos órfãos e ao balanço dos seus últimos anos em Portugal, onde se apresentou também o “Livro Branco dos Medicamentos Órfãos”.