Os doentes em tratamento no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa) confiam nos profissionais de saúde, sentem-se seguros e reconhecem a qualidade do trabalho desenvolvido, apreciam o conforto dos serviços de internamento, sente-se respeitados e estão muito satisfeitos com a assistência e o acompanhamento que recebem. Quem o diz são os próprios, na sequência da resposta ao Inquérito de Satisfação dos Utentes realizado no final de 2018.

Foram, ao todo, contabilizadas 929 respostas de doentes do internamento e do ambulatório, 56% dos quais mulheres. Metade vive no distrito de Lisboa, 45% têm o ensino secundário e 22% têm nível de ensino superior. Quase três em cada 10 (28%) vão ao IPO Lisboa entre uma a seis vezes por ano, 12% duas a três vezes por mês e 8% uma vez por semana.      

Além do grau de satisfação, o questionário distribuído visa avaliar as necessidades e as expectativas dos utentes. E nesta matéria, as principais sugestões passam por um atendimento telefónico mais rápido e eficiente, realização das consultas médicas às horas marcadas e reforço do número de profissionais nalguns setores.

Curiosamente, nas propostas que fazem, alguns doentes referem mesmo que é urgente “desbloquear” as contratações de pessoal e remunerar melhor os recursos humanos do setor público da saúde, pois “nestas condições é humanamente impossível fazer mais”.      

Pedida melhoria na comunicação médico/doente no IPO Lisboa

De entre as áreas avaliadas, destacam-se também a relação com os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos, assistentes operacionais) e a qualidade e a segurança dos atos clínicos e administrativos, todos com índice de satisfação que varia entre os 90 e os 98%.

Quanto à informação prestada pelos diferentes grupos profissionais, mais de 80% consideram-se satisfeitos, mas a melhoria da comunicação médico/doente é um dos pontos onde muitos utentes desejam ver melhorias.            

Os doentes pedem ainda salas de espera mais confortáveis e acolhedoras, menos tempo no transporte residência/hospital/residência, mais conforto e privacidade no Hospital de Dia e no Serviço de Atendimento não Programado, mais informação na área da nutrição/alimentação, aumento do número de lugares de estacionamento e melhoria dos arruamentos.      

No geral, a limpeza, o conforto e a privacidade das instalações também merecem uma avaliação muito positiva. Já a sinalética é considerada boa, tendo vários doentes sinalizado a necessidade de melhorar a informação sobre a localização de alguns serviços, no interior do IPO Lisboa.