Posicionar Portugal como um centro de Investigação e Desenvolvimento em Biotecnologia e Ciências da Vida e um pilar estratégico da capacidade de produção na União Europeia (UE), fazendo do nosso país a Fábrica da Europa para a Saúde, é o objetivo do plano estratégico Portugal Bio-Saúde 2030, acabado de lançar pela Associação Portuguesa de Empresas de Bioindústria (P-BIO).

Aqui, o apelo vai para um maior investimento nos setores das ciências da vida e biotecnologia, como uma aposta para uma economia com base em conhecimento e na produção de produtos de alto valor acrescentado.

O plano estratégico elaborado pela P-BIO foi apresentado, nos últimos meses, a vários Ministérios, num trabalho conjunto para enriquecer o debate sobre o tema. 

O programa conta com já mais de 120 subscritores de diferentes instituições, entre os quais elementos da Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos, Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Fundação Champalimaud, i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Instituto de Medicina Molecular, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Pfizer, Bial, Hovione ou Sonae.

A biotecnologia e a pandemia

Simão Soares, presidente da P-BIO, afirma que “a pandemia veio confirmar que é fundamental investir hoje para garantir a saúde do futuro. Preparámos, por isso, este plano estratégico, que coloca o foco na biotecnologia, que acreditamos que poderá ser um dos eixos importantes para recuperar a economia, tirando partido das capacidades nacionais nesta área de conhecimento e em alinhamento com o Plano de recuperação e o quadro financeiro plurianual para 2021-2027, que foi recentemente aprovado pelo Conselho Europeu”.

Fazem parte das medidas do Portugal Bio-Saúde 2030 as seguintes propostas: capacitação do tecido industrial da UE; constituição de uma reserva estratégica de capacidade produtiva para UE em saúde; promoção do emprego altamente qualificado; promoção da transferência de tecnologia com o financiamento de Fundos de Capital de Risco especializados em ciências da vida; promoção da investigação e desenvolvimento clínico em Portugal; atração de polos de I&DT em Saúde para Portugal. 

O recurso às Ciências da Vida é essencial para o combate à Covid-19 e verifica-se em vários momentos, como na identificação do vírus e do diagnóstico dos doentes, através de testes laboratoriais de PCR; recurso aos testes serológicos, que identificam a incidência da infeção e utilizam anticorpos (produtos da biotecnologia); tratamento dos doentes, com medicamentos ou ventiladores que pertencem às áreas das Ciências da Vida, Farmacêutica, Bio-farmacêutica e Medtech; além da tão desejada vacina, com desenvolvimento baseado em biotecnologia.

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