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Portugal ativa dispositivos de saúde pública devido a vírus vindo da China

vírus que vem da China

A ameaça que vem da China, em forma de um vírus causador da pneumonia, levou as autoridades de saúde portuguesas a accionar os dispositivos de saúde pública. Em alerta estão os hospitais de São João (Porto) e o Curry Cabral e a Estefânia (Lisboa).

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde, de 31 de dezembro de 2019 a 20 de janeiro de 2020 contavam-se 278 casos confirmados por laboratório da infeção por nCoV 2019, incluindo nove mortes.

Aos casos na China, juntam-se sete identificados fora daquele país, na Tailândia, Japão, Coreia do Sul e EUA. Na China, dos 448 casos confirmados em laboratório, 51 eram graves e 12 pessoas encontravam-se em estado crítico. Todos estavam sob tratamento isolado em instituições médicas.

Por cá, a Direção-geral da Saúde dá conta da ativação dos protocolos estabelecidos para situações do género, reforçando no Serviço Nacional de Saúde o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), através do número 8008 24 24 24, e a linha de apoio médico para triagem e evitar que, em caso de eventual contágio, as pessoas não encham os centros de saúde e as urgências dos hospitais.

Isto apesar de não existirem casos suspeitos no País.

Alerta para exportação de vírus

Apesar da inexistência inicial de dados que indiciassem a transmissão entre humanos, hoje é possível confirmar que este vírus se transmite de pessoa-a-pessoa.

O que motiva que os protocolos internacionais já existentes para prevenção da exportação do vírus sejam ativados, incluindo rastreios feitos na origem antes de viagens de comboio, avião ou barco.

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, o impacto potencial dos surtos de 2019-nCoV “é alto”, sendo “provável a propagação global”. 

De acordo com a mesma fonte,”existe uma probabilidade moderada de infeção para pessoas da União Europeia que visitam Wuhan”, a região chinesa de onde é originário o vírus, sendo maior a probabilidade de importação de casos para países com o maior volume de pessoas que viajam de e para Wuhan, ou seja, países da Ásia.

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