alergias

Um terço da população portuguesa sofre de alergias

Por Bem-estar

Em Portugal, estima-se que as alergias afetem cerca de um terço da população. Segundo os dados atuais, “30% da população tem queixas de rinite, 18% tem concomitantemente queixas de conjuntivite, 6,7% asma e cerca de 5% reportam alergia alimentar”, sublinha Pedro Martins, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), a propósito do Dia Mundial da Alergia, que se assinala esta quarta-feira (8 de julho).

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riscos na roupa

Há químicos escondidos na roupa que podem prejudicar a saúde

Por Bem-estar

Basta olhar para as etiquetas da roupa que vestimos para perceber que os países de origem são, não raras vezes, os mesmos. Seja oriunda da China, Índia ou Bangladesh, o facto é que a roupa nasce de um processo de produção que recorre a químicos, que podem fazer bem pior do que apenas uma alergia. O alerta é dados em forma de não um, mas vários estudos, que se debruçaram sobre o tema.

São sobretudo os corantes as substâncias mais poluente para o meio ambiente e mais prejudiciais para a saúde dos trabalhadores das fábricas de têxteis. Corantes que, já confirmou a ciência, podem causar danos no ADN.

Num dos estudos mais recentes sobre o tema, publicado na revista Chemosphere e citado pela agência SINC, um grupo de cientistas analisou o Acid Black 10 (AB10B), muito usado na produção de têxteis, couro e estampas, em busca dos seus aspetos toxicológicos. E conclui que “a exposição dos seres humanos à libertação deste composto no ambiente pode causar efeitos adversos devido à sua atividade nociva para o ADN”.

Porque mesmo depois de concluído o fabrico das peças muitos destes compostos permanecem na roupa, uma equipa de investigadores do Laboratório de Toxicologia e Saúde Ambiental da Universidade espanhola Rovira i Virgili analisou o que acontece quando o consumidor é exposto a estes tecidos.

E conclui que, para além das reações alérgicas na pele, há outros problemas, como aquele que identifica no estudo publicado na revista Environmental Research, que confirma que, sob certas condições de uso, algumas peças podem mesmo apresentar riscos para a saúde que não se encontram adequadamente refletidos na legislação sobre produtos têxteis, como cancro e outras doenças.

conjuntivite alérgica

Como proteger os olhos e aliviar os sintomas da conjuntivite alérgica

Por Bem-estar

Comichão, olhos vermelhos, desconforto. Os sinais indicam a presença de um problema que já é costume para muitos na primavera: a conjuntivite alérgica. É para ele que alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

Luís Torrão, oftalmologista da SPO, começa por explicar que “a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, a túnica fina que reveste o globo e a pálpebra, pode ser de causa infeciosa ou não infeciosa”.

Acrescenta ainda que, de “entre as não infeciosas, as conjuntivites alérgicas são as mais comuns, atingindo uma larga margem dos pacientes, sendo os principais sintomas apontados: ardor nos olhos, os olhos vermelhos, o lacrimejo, o inchaço e/ou a dor ou desconforto nos olhos”.

Atenção redobrada ao ar livre

Pela sua epidemiologia, a conjuntivite alérgica acaba por ser mais penosa para as pessoas em momentos sazonais, como na primavera, especialmente se forem adeptos de exercícios ao ar livre.

“Isto acontece porque as pessoas ficam mais expostas ao elevado nível alergénios, como por exemplos os pólens típicos da primavera”, explica o oftalmologista da SPO.

De forma a proteger os olhos e a aliviar os sintomas de quem pratica exercício físico ao ar livre e sofre de conjuntivite alérgica, a SPO deixa conselhos importantes.

Saiba então que podem ser utilizados colírios adequados à diminuição da carga de alergénios, como as lágrimas artificiais, ou agentes terapêuticos (anti-histamínicos tópicos ou sistémicos).

Devem-se evitar zonas de maior concentração de alergénios aquando a prática desportiva, sendo também importante não usar lentes de contacto. Se necessário, optar por proteções oculares certificadas à medida de cada modalidade desportiva que podem proteger tanto os sintomas da conjuntivite, como outros problemas maiores;

Sempre que tiver com as mãos em contacto com a natureza, lave-as antes de mexer nos olhos. “Mas, mais importante que tudo, deve consultar o seu médico oftalmologista porque cada caso é um caso e com a prevenção certa poderá fazer todo o tipo de exercício físico ao ar livre sem prejudicar a sua visão”, termina o especialista.

níveis de pólenes com alerta para alergias

Alerta alergias: concentrações de pólenes estão ao rubro em Portugal

Por Bem-estar

Para os próximos dias, a previsão aponta para a ocorrência de espirros, comichão, olhos vermelhos e vários outros sintomas associados às alergias. Não se trata do boletim meteorológico, mas de outro que, inspirado neste, dá conta das concentrações de pólen no ar até dia 28. E estas vão ser, garante, elevadas, com riscos acrescidos para os alérgicos.

Esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) confirma que, até ao próximo dia 28 de março, as concentrações de pólenes vão estar muito elevadas em todas as regiões de Portugal continental, com destaque para Lisboa e Setúbal, onde os pólenes se encontram em níveis muito elevados, com predomínio para os das árvores plátano, azinheira e outros carvalhos e ciprestes, e das ervas urtiga e parietária.

Em Vila Real (região de Trás-os-Montes e Alto Douro), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, predominando os das árvores plátano, cipreste, pinheiro e carvalhos, cenário que não muda muito no Porto (região de Entre Douro e Minho), acrescentando-se aqui níveis muito elevados provenientes da erva urtiga.

Em Coimbra (região da Beira Litoral), elevados vão estar também os pólenes, sobretudo os das árvores plátano, cipreste, pinheiro, azinheira e outros carvalhos e das ervas urtiga e parietária; em Castelo Branco (região da Beira Interior) predominam os pólenes das árvores plátano, cipreste, pinheiro, azinheira e outros carvalhos e da erva azeda e em Évora (região do Alentejo) as árvores plátano, azinheira e outros carvalhos, cipreste e das ervas urtiga e azeda vão ser as causadoras de mais incómodos.

Ainda no continente, em Portimão (região do Algarve), os pólenes vão estar com níveis muito elevados, predominando os das árvores pinheiro, azinheira e outros carvalhos e cipreste, e da erva urtiga.

Conselhos para evitar o pior

Para quem sofre de alergias, o principal conselho da SPAIC é evitar o contacto com um pólen específico a que é alérgico, devendo também evitar realizar atividades ao ar livre quando as suas concentrações forem elevadas. Passeios no jardim, cortar a relva, campismo ou a prática de desporto na rua irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias.

Em casa ou no carro, as janelas devem manter-se fechadas, forma de reduzir o contacto com os pólenes. Os motociclistas deverão usar capacete integral. 

Na rua, o uso de óculos escuros é essencial, assim como fazer a medicação prescrita, a forma mais eficaz de combater os sintomas de alergia.