adoçantes

Especialistas defendem que adoçantes continuam a ser a alternativa mais saudável ao açúcar

Por Nutrição & Fitness

Está cientificamente provado que o Homem nasce com preferência pelo sabor doce, fazendo do açúcar um ator importante na sua dieta. Porém, estima-se que esta substância represente, em média, entre 13 a 25% da ingestão diária de um adulto, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde se situa entre os 5 e os 10%. “É necessário reduzir o consumo de açúcares, tanto dos refinados como dos naturais”, confirma Adriana Gámbaro, professora e Diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia Alimentar da Faculdade de Química da Universidade da República, no Uruguai, que fala aqui sobre os adoçantes.

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imposto sobre as bebidas açucaradas

Estudo confirma: imposto sobre bebidas açucaradas eficaz a reduzir consumo

Por Nutrição & Fitness

As armas no combate à guerra contra a obesidade têm sido múltiplas e variadas. O imposto sobre as bebidas açucaradas foi reconhecido como uma delas, mas será que um aumento de 10% no valor a pagar pelos consumidores faz assim tanta diferença? Um novo estudo garante que sim.

Foi um grupo de investigadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, que decidiu pegar nos dados recolhidos de alguns locais tão diferentes como os EUA, Espanha, França ou o México, onde a taxa nestas bebidas foi aplicada e avaliar o resultado da aplicação da taxa.

Andrea Teng, investigadora principal, refere que aquilo que se fez foi examinar o impacto real dos impostos sobre as vendas de bebidas açucaradas e o seu consumo, comparando-o com o que acontecia antes da aplicação da mesma.

“Esta nova análise apresenta provas convincentes de que os impostos sobre estas bebidas resultam numa diminuição das vendas ou do consumo. Para um imposto de 10%, os volumes de bebidas açucaradas diminuíram em média 10%”, revela a especialista.

“Isso mostra que os impostos são uma ferramenta eficaz para reduzir o consumo” e não só, uma vez que trabalhos anteriores já tinham confirmado que “o elevado consumo das bebidas com açúcar aumenta o risco de obesidade, diabetes e cáries dentárias”.

Aumento do consumo de água

Alguns dos estudos analisaram as bebidas consumidas em alternativa às açucaradas, após a aplicação do imposto. Com o imposto de 10% sobre as bebidas com açúcar, assistiu-se a um aumento, em média, de 1,9% nas bebidas alternativas, com um aumento de 2,9% no caso específico da água.

Este padrão de substituição mais saudável não é conclusivo, mas em três dos quatro locais onde a substituição ocorreu, o aumento no consumo das outras bebidas não açucaradas foi estatisticamente significativo.

Amanda Jones, coautora do trabalho, considera que em todos os locais foi verificada uma redução no consumo de bebidas açucaradas, ainda que o impacto do mesmo tenha sido maior nuns do que nos outros.

As razões para tal podem ser muitas e ir desde a existência de outras políticas de prevenção da obesidade, a sensibilização do público para o imposto, respostas da indústria, preferências do consumidor, etc.

Recomendações da OMS para as bebidas açucaradas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os governos imponham um imposto de 20% sobre as bebidas açucaradas, justificando-se com as evidências de redução no consumo e efeitos significativos na saúde.

estar de pé queima calorias

Estar de pé ajuda a queimar energia e combate o sedentarismo

Por Nutrição & Fitness

Sabe quantas calorias queima quando está de pé? Um estudo realizado por investigadores espanhóis fez as contas e confirma que, para perder peso, esta posição é preferível ao estar sentado ou deitado. 

É da Universidade de Granada que vem a recomendação: devemos passar mais tempo em pé para aumentar o gasto de energia e combater o sedentarismo e os seus impactos negativos na saúde. Isto porque estar de pé ajuda a queimar calorias: mais especificamente, 45 quilocalorias a mais por cada seis horas de pé.

Uma das aplicações deste estudo, publicado na revista Plos One, passa pela implementação de mesas ajustáveis ​​em altura para trabalhar em pé, que já é moda nos países nórdicos para combater o sedentarismo no trabalho.

Francisco J. Amaro-Gahete, autor principal do trabalho e estudante do doutoramento de Biomedicina da Universidade de Granada, defende que “se combatermos o sedentarismo com pequenas mudanças no estilo de vida, como passar mais tempo de pé, isso pode reduzir o risco de desenvolver doenças como a obesidade ou diabetes tipo 2”.

Menos tempo sentados e deitados

Neste artigo, os especialistas mostram que uma boa forma de reduzir os efeitos de um estilo de vida sedentário é reduzir o tempo sentados ou deitados, incentivando a permanência em pé.

Para lá chegar, foram analisar o gasto de energia em cada uma das posições e identificaram, na amostra composta por 53 pessoas, dois tipos: os poupadores de energia e os gastadores, dependendo do gasto de energia que consumiam sentados, deitados e de pé.

“Os poupadores consomem muito pouca energia nas suas atividades e, portanto, a diferença entre estar sentado ou deitado e ficar de pé é praticamente nula. As pessoas gastadoras, no entanto, queimam aproximadamente 10% mais energia quando deixam de estar sentados ou deitados e passam a estar de pé “, explica Francisco Amaro.

As vantagens de estar de pé

Mas e o que faz com que uma pessoa gaste mais ou menos energia? É uma questão para a qual ainda não há resposta, mas que pode estar relacionado, por exemplo, com o facto de algumas pessoas perderem peso mais facilmente do que outras.

O fator que mais parece importar aqui é a massa muscular. “Pessoas com mais massa muscular gastam mais energia do que as pessoas com menos massa muscular”, refere o especialista.

À luz dos resultados, os autores aconselham a passar mais tempo de pé no escritório como uma boa estratégia para aumentar o gasto de energia e, assim, evitar armazená-lo como gordura.

“É muito importante mudar de posição”, diz Jonatan Ruiz, outro dos autores deste artigo.

“Se uma pessoa se levantar, der 10 passos e se sentar novamente, os efeitos do estilo de vida sedentário serão bastante reduzidos.”

crianças devem beber água

Não beber água pode aumentar o consumo infantil de bebidas açucaradas

Por Nutrição & Fitness

Não beber água pode contribuir para a desidratação e, mais do que isso, ajudar a ganhar uns quilos a mais. É que, revela um novo estudo, as crianças e jovens adultos que não bebem água ao longo do dia podem consumir o dobro da quantidade de calorias através de bebidas açucaradas.

Realizado por investigadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, o trabalho, que foi publicado na revista científica Journal of American Medical Association Pediatrics, alerta para a necessidade de acesso livre a água por parte dos mais pequenos.

“As crianças devem consumir água todos os dias, e a primeira opção de bebida para as crianças deve ser a água”, confirma Asher Rosinger, um dos responsáveis pela investigação.

“Porque se eles não estiverem a beber água, vão provavelmente substituí-la por outras bebidas, como as açucaradas, que são menos saudáveis ​​e têm mais calorias.”

Troca de bebidas pode custar 200 calorias a mais

Refrigerante, sumos de fruta adoçados, bebidas desportivas, bebidas energéticas e bebidas açucaradas de chá e café são alguns dos exemplos que fazem parte da lista de bebidas alvo de estudo.

O trabalho foi realizado nos EUA, com dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição, um conjunto de informações nacionalmente representativas, que incluem dados referentes a 8.400 crianças com idades entre dois e 19 anos.

Consumo de água e bebidas açucaradas das crianças, para além de calorias ingeridas, foram parâmetros avaliados.

Depois da análise feita, os investigadores confirmaram que, num determinado dia, cerca de 20% das crianças relataram não beber água. Crianças essas que, contas feitas, consumiam quase o dobro das calorias a partir de bebidas açucaradas  (200 calorias no total) do que as crianças que bebiam água.

E embora 200 calorias possam não parecer muito, os especialistas concordam é um valor que pode aumentar rapidamente se alguém estiver a ingerir bebidas adoçadas com açúcar regularmente.

“O que é preciso não esquecer é que um extra de 3.500 calorias equivale a um quilo de ganho de peso”, refere o especialista. 

contar calorias

Dados sobre calorias nos rótulos tornam a comida menos ‘apetitosa’

Por Nutrição & Fitness

Que os rótulos dos alimentos nos dão informações muito importantes sobre o que comemos já é mais do que sabido. Agora, um estudo confirma que a presença de dados sobre as calorias torna a comida menos apetitosa e, mais do que isso, muda a forma a como o cérebro responde à mesma.

A garantia é dada por um trabalho realizado por especialistas da Universidade de Dartmouth, publicado na revista científica PLOS ONE, que revela que, perante imagens de alimentos com a respetiva informação calórica, o cérebro mostrou uma ativação diminuída do sistema de recompensa e uma ativação aumentada do sistema de controlo.

O que significa que os alimentos que as pessoas poderiam estar inclinadas a comer se tornaram menos desejáveis quando incluíam informação calórica.

“As nossas descobertas sugerem que os rótulos com calorias podem alterar as respostas no sistema de recompensa do cérebro”, explica Andrea Courtney, primeira autora do estudo.

Desejo de comer vs calorias

Para o estudo, foram selecionados 42 estudantes, com idades entre os 18 e os 22 anos, divididos em dois grupos: os que faziam dieta e aqueles que não tinham preocupação com ganhos de peso.

A ambos foram mostradas 180 imagens de alimentos sem informações calóricas, seguidas de imagens com informação sobre as calorias, que incluíam alimentos como cheeseburger, batatas fritas e uma fatia de cheesecake de cereja, e foi-lhes pedido que avaliassem o seu desejo de comer, enquanto submetidos a uma ressonância magnética funcional.

O peso da dieta

Para todos os participantes, sem exceções, os alimentos com teor calórico foram vistos como menos apetitosos. No entanto, o efeito foi mais forte entre os que se encontravam a fazer dieta. 

O que sugere que “as intervenções nutricionais provavelmente terão mais sucesso se tiverem em conta a motivação do consumidor, incluindo se faz dieta”, refere Andrea Courtney.

“Para motivar as pessoas a fazerem escolhas alimentares mais saudáveis são necessárias mudanças políticas que incluam não apenas a informação nutricional, incluindo o conteúdo calórico, mas também uma componente de educação pública, que reforce os benefícios a longo prazo de uma dieta saudável”, reforça Kristina Rapuano, uma das responsáveis pelo trabalho.

a melhor hora para queimar calorias

A melhor hora do dia para queimar calorias é…

Por Nutrição & Fitness

Queimar calorias, de preferência muitas calorias, é um dos grandes desejos de quem faz dieta. E se lhe disséssemos que não é só o que come, o exercício que pratica ou o número de horas que dorme que influenciam a queima de calorias? A hora do dia é outro ingrediente que é preciso ter em conta.

A garantia é dada por investigadores do Hospital de Brigham e da Mulher de Boston que, na revista científica Current Biology, publicam um estudo onde revelam que, em repouso, o nosso corpo consegue queimar até 10% mais calorias ao fim do dia, do que ao início da manhã. O que significa que uma pessoa pode queimar 130 calorias extra sem esforço adicional se comer neste horário. 

O que este novo trabalho confirma é que também o nosso relógio biológico desempenha um papel no funcionamento do metabolismo, o que ajuda a justificar porque é que as pessoas com horários de sono irregulares ou que trabalham por turnos têm um maior risco de ganhar peso. Um facto que surpreendeu os especialistas. 

A rotina é o melhor remédio

Para chegar a esta conclusão, os especialistas testaram, ao longo de três semanas, sete pessoas, entre os 38 e os 69 anos, acompanhadas num laboratório especial onde não havia relógios, janelas, telefones ou Internet. O que significa que os voluntários não tinham forma de saber que horas eram no exterior, o que impedia o seu relógio biológico de se guiar por fatores ambientais.

Aos participantes foram também atribuídas horas para ir dormir e horas para acordar, que mudavam constantemente.

Parece certo que se queimam mais calorias quando a taxa metabólica está mais elevada, ainda que, de acordo com os investigadores, sejam necessários mais estudos para investigar essa relação.

Por enquanto, o conselho para quem quer perder peso é tentar manter horários regulares de sono e alimentação, que são importantes para a saúde geral, acrescentam.

adoçantes são importantes para diabéticos

Estudo confirma importância dos adoçantes baixos em calorias na diabetes

Por Nutrição & Fitness

O consumo de adoçantes sem calorias ou com baixo teor calórico não faz aumentar o açúcar no sangue, revela um novo estudo, que confirma que, por isso mesmo, estes tornam-se “instrumentos nutricionais potencialmente úteis para pessoas com diabetes ou num regime de perda de peso”.

Mais ainda, revelam os especialistas, este tipo de adoçantes podem ajudar a reduzir a ingestão de açúcar, aproximando-a das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera que não se devem ultrapassar as 25 gramas diárias.

Nível de glicose no sangue sem alterações

O novo trabalho, realizado por investigadores da Universidade de Illinois (Estados Unidos), faz uma revisão de 29 ensaios clínicos controlados aleatórios, para avaliar se este tipo de adoçantes afeta, de facto, o nível de glicose no sangue.

Uma revisão que inclui apenas aspartame, sacarina, glicosídeos de esteviol e sucralose, sendo a sucralose e o aspartame os dois mais utilizados. E que conclui que “o consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias não aumentou o nível de glicose no sangue”, com o seu valor a diminuir “gradualmente durante o período de observação após o seu consumo”.

“Um substituto popular para os açúcares”

De acordo com os especialistas, “os adoçantes sem ou de baixas calorias fornecem um sabor doce com nenhumas ou poucas calorias, tornando-se um substituto popular para os açúcares”, já que a sua capacidade de adoçar é 30 a 1.000 vezes superior à sacarose.

Muitos têm sido os estudos feitos sobre as suas vantagens e potenciais riscos, ainda que estes sejam aditivos alimentares usados de forma segura há mais de um século para manter o sabor doce dos alimentos, cortando nas calorias.

E, recentemente, a opinião de mais de 60 especialistas internacionais de diferentes áreas, patente no primeiro Consenso Ibero-Americano, já tinha confirmado que, no caso de pessoas com diabetes, o uso destes adoçantes nos seus programas de controlo pode contribuir para melhorar a sua gestão da glicemia.