adesivo inteligente

Adesivos inteligentes serão capazes medir vários parâmetros e até fazer um ECG

Por Investigação & Inovação

Se fosse possível monitorizar o estado dos doentes que necessitam de cuidados hospitalares de forma remota e sem interrupção? É nisso que se encontra a trabalhar um grupo de cientistas, que criou um tipo de adesivo inteligente, capaz de avisar o pessoal do hospital sobre os primeiros sinais de alerta de agravamento da condição de uma pessoa, sem demora, permitindo-lhes uma reação rápida, o que reduziria o perigo de complicações, mesmo as potencialmente fatais, e promoveria a recuperação. 

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primavera

Com a chegada da primavera é tempo de cuidar do decote e do pescoço

Por Bem-estar

A primavera está a chegar, os dias estão a ficar maiores, já se pensa no verão e nas férias, e há zonas do nosso corpo que começamos a dar mais importância e a mostrar mais no dia-a-dia. O decote e o pescoço são as primeiras a ser “destapadas” com a subida da temperatura e se o rosto e o corpo são objeto de cuidados específicos, estas duas zonas são normalmente esquecidas nos rituais diários.

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envelhecimento precoce

Como prevenir o envelhecimento precoce da pele

Por Bem-estar

À medida que as pessoas envelhecem, é natural ter uma pele mais fina e seca e um aumento das rugas e de outros sinais de envelhecimento. Mas o ambiente e as escolhas de estilo de vida têm também aqui uma palavra, ao contribuírem para que a pele envelheça mais cedo. E ainda que não haja forma de prevenir o envelhecimento da sua pele, dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia dizem que é possível prevenir o envelhecimento precoce seguindo alguns passos simples.

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sensores colados à pele

Criados sensores sem fio que colam à pele e informam sobre a saúde

Por Investigação & Inovação

É o maior órgão do corpo humano e conhecido por atuar como barreira protetora contra agentes do meio ambiente. No entanto, a pele pode fazer mais, como detetar sinais fisiológicos. Função que levou especialistas da Universidade de Stanford a criarem sensores que se colam à pele como pensos rápidos, transmitindo dados sobre a saúde para um recetor preso à roupa.

Para demonstrar esta tecnologia, os investigadores colocaram sensores no pulso e abdómen, que detetam como a pele estica e contrai a cada batimento cardíaco ou respiração.

Da mesma forma, os adesivos colados nos cotovelos e nos joelhos acompanham os movimentos dos braços e das pernas, refletidos pela pele.

Zhenan Bao, o professor de engenharia química responsável pelo laboratório onde foi desenvolvida a inovação, acredita que esta tecnologia, a que foi dado o nome de BodyNet, será usada, inicialmente, em ambientes médicos, como monitorização de pessoas com distúrbios do sono ou problemas cardíacos.

E o seu laboratório já está a tentar desenvolver novos adesivos para detetar o suor e outras secreções, capazes de rastrear variáveis ​​como a temperatura corporal e o stress.

O seu objetivo final é criar uma série de sensores sem fio que se prendem à pele e trabalham em conjunto com roupas inteligentes, para rastrear com mais precisão uma variedade maior de indicadores de saúde do que os smartphones ou relógios que os consumidores usam atualmente.

“Acreditamos que um dia será possível criar uma matriz de sensores de pele para recolher dados fisiológicos sem interferir no comportamento normal de uma pessoa.”

Sensores confortáveis, funcionais e inovadores

Os investigadores Simiao Niu e Naoji Matsuhisa lideraram a equipa de 14 pessoas que passou três anos a projetar os sensores. O seu objetivo era desenvolver uma tecnologia que fosse confortável de usar e não tivesse baterias ou circuitos rígidos, para evitar que os adesivos se estendessem e se contraíssem com a pele.

Assim nasceu o BodyNet, semelhante ao cartão de identificação usado para entrar em salas fechadas, fazendo leituras da pele e enviando-as de volta para o recetor, que se encontra próximo.

Esta versão inicial conta com minúsculos sensores de movimento, destinados a obter leituras de respiração e de pulso. Agora, os investigadores estão a estudar como integrar o suor, a temperatura e outros sensores nos seus sistemas, para levar a tecnologia para além das aplicações clínicas e integrá-la em dispositivos destinados ao consumidor comum.

estudo sobre psoríase

Estudo revela quais os principais impactos da psoríase

Por Atualidade

São, em Portugal, cerca de 250 mil as pessoas que vivem com psoríase, uma doença crónica de pele, com impacto não só físico, mas também emocional. Nas vésperas do dia que chama a atenção para este problema, o Dia Mundial da Psoríase, e que se assinala no dia 29 de outubro, o tema vai ser alvo de uma conversa a várias vozes, com um mesmo objetivo: a sensibilização.

À PSO Portugal – Associação Portuguesa de Psoríase junta-se a Spirituc e a Guess What, numa manhã de conversas com vários especialistas na área. Na próxima sexta-feira (26 de outubro), serão apresentados resultados de dois estudos: o primeiro avalia os principais impactos da doença na qualidade de vida de quem tem o diagnóstico, enquanto o segundo refere-se ao conhecimento que os portugueses têm da doença.

Um encontro que terá lugar no Anfiteatro da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.

Doença afeta cerca de 250 mil pessoas

A psoríase, doença que afeta cerca de 250 mil pessoas em Portugal, é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade.

Caracteriza-se geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, habitualmente nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo.

Sendo uma doença pouco conhecida, é necessário informar e desmistificar quem lida com ela direta e indiretamente.

Para acabar com os mitos e aconselhar sobre a doença, a conferência b.health Talks vai contar com a presença de vários especialistas que irão discutir alguns dos temas prementes ligados à área, entre os quais o ‘Papel e Importância da Teleconsulta’, o ‘Papel do Médico de Família’ ou a ‘Psoríase na Prática Clínica’.

nova vacina contra a acne

Vacina contra a acne pode estar para breve

Por Investigação & Inovação

E se fosse possível acabar com a acne graças a uma vacina? A ideia já esteve mais longe da realidade, graças a um estudo que demonstrou, pela primeira vez, resultados promissores.

Publicado no Journal of Investigative Dermatology, o artigo dá conta do trabalho realizado por uma equipa do Departamento de Dermatologia da Universidade da Califórnia e La Jolla, nos EUA, e pelo Departamento de Ciências Biomédicas e Engenharia da Universidade Central Nacional de Taiwan.

E mostra como os cientistas conseguiram criar anticorpos contra uma toxina produzida por bactérias da acne vulgar, capazes de reduzir a inflamação.

“Uma vez validado por um ensaio clínico de grande escala, o potencial impacto das nossas descobertas é enorme para as centenas de milhões de pessoas que sofrem de acne vulgar”, explica Chun-Ming Huang, o investigador principal do estudo

“As opções atuais de tratamento não são, muitas vezes, eficazes ou toleráveis”, acrescenta, salientando que “são extremamente necessárias novas terapias seguras e eficientes”.

Os muitos impactos da acne

Ainda que não seja uma doença fatal, a carga psicológica da acne é grande, sendo este um problema que frequentemente prejudica a autoestima dos indivíduos afetados, sobretudo durante a adolescência, um período de importante desenvolvimento físico, emocional e social.

As lesões e as cicatrizes de acne podem persistir na idade adulta e os medicamentos atuais geralmente não são suficientes e podem provocar efeitos secundários difíceis de tolerar, que vão desde secura e irritação da pele até depressão e pensamentos suicidas.

Uma vacina poderia mudar tudo isto. E esta seria a primeira a atacar bactérias já presentes na pele humana, em vez de invadir os agentes externos.

Trabalho prossegue mas com cautelas

O trabalho vai continuar, até porque, alertam os especialistas, há cuidados que têm de ser tidos em conta no uso da imunoterapia para tratar a acne, para evitar prejudicar o equilíbrio microbiano da barreira da pele.

doença rara de pele

Campanha de crowdfunding recolhe verbas para investigação sobre doença rara de pele

Por Marque na Agenda

É uma doença rara de pele, que afeta cerca de 50 mil pessoas, pouco conhecida e menos investigada. Mudar este cenário é o que pretende a  UFFI – United For Fighting Ichthyosis, que decidiu lançar uma campanha de crowdfunding que visa alertar, sensibilizar e levar à produção de um medicamentos capaz de tratar a Ictiose Lamelar.

É através da plataforma GoFundMe (www.gofundme.com/comitatouffi) que se está a fazer a recolha de fundos. E é ali também que se pode conhecer um pouco sobre a história de Maria Leonor e Maria Beatriz, gémeas nascidas em Lisboa, a 4 de Outubro de 2016, e diagnosticadas de imediato com Ictiose Lamelar. 

“Apesar de ser uma doença rara, coincidentemente tinha nascido um bebé um ano antes com a mesma enfermidade, que esteve também internado no Hospital Dona Estefânia”, o que tornou possível que a doença fosse de imediato identificada. 

Sem cura, o objetivo aqui é conseguir um maior conforto da pele, através da hidratação constante e de cremes e soluções tópicas que aliviem os sintomas da doença rara. Foi assim até ao momento em que uma equipa médica, liderada pelo dermatólogo Heiko Traupe, da Universidade de Munster e do Instituto Molecular de Leibiniz, desenvolveu e testou um creme.

Um tratamento que, com uma aplicação de uma a duas vezes por semana, consegue fazer com que a pele, em pouco tempo, recupere a sua elasticidade e flexibilidade, restaurando a sua camada natural e apresentando um aspeto normal.

Considerado revolucionário, teve mesmo direito ao prémio de medicamento do ano de 2014, atribuído pela Leibniz Research Alliance, tendo sido classificado como medicamento órfão pela União Europeia.

No entanto, a falta de investimento para desenvolver este tratamento colocou um travão na investigação. É para a pôr de volta a andar que nasceu esta recolha de fundos.

Feridas, risco de infeção e perda de autoestima

A Ictiose Lamelar é uma doença rara, como explica a UFFI, resultante de uma incapacidade de produzir a enzima TGM1, “que atua como que uma ‘cola’ da pele”. O que significa que a pele perde a barreira natural, sendo especialmente afetada pela perda de água. 

“Nos casos graves, comporta risco de vida, particularmente nos primeiros meses e anos de vida, uma vez que a secura extrema da pele causa feridas constantes e um risco alto de infeção.” Aqui junta-se “um risco permanente de desidratação, problemas em controlar a temperatura corporal”, que impede a prática desportiva, uma vez que deixa de haver a capacidade de suar. Causa ainda danos oculares e perda de autoestima.

Campanha pede ajuda para investigação

Através do website do projeto é possível encontrar todos os detalhes sobre a investigação e a forma de ajudar, através de uma doação que pode ser feita de forma simples e rápida.

Os fundos financeiros recolhidos visam financiar a equipa científica que desenvolveu este projeto, permitindo que a mesma prossiga a sua investigação, sustentada em duas fases: primeiro, recolher 100.000€ para testar a produção à escola industrial e custo-eficiente; depois mais 1.9 milhões de euros para o protótipo do creme.

“Como pais e pelas nossas filhas, mas também por todas as outras pessoas afetadas com casos até mais severos, é absolutamente necessário conseguirmos ter sucesso nesta iniciativa”, refere a UFFI.