interrupções da gravidez

Interrupções de gravidez estão a cair desde 2011

Por País

Em 2018, realizaram-se em Portugal 14.928 interrupções de gravidez, 10.650 das quais em serviços públicos e 4.278 em serviços privados, revelam os dados oficiais. Em 2015, 2016 e 2017, o número de interrupções tinha sido, respetivamente, 16.652, 15.959 e 15.518, confirmando 2018 a tendência decrescente que se tem observado desde 2011. 

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doentes com cancro querem ser ouvidos

Relatório internacional sobre cancro confirma: doentes são muitas vezes esquecidos

Por Cancro

“Fazer a coisa certa pelos doentes.” Este é o pedido feito às autoridades de saúde, governos e tomadores de decisão pela iniciativa internacional de cancro All.Can, que divulgou um relatório onde alerta para a necessidade de planos e políticas de tratamento para o cancro que tenham em conta os doentes em todos os aspetos do tratamento.

“Os doentes são muitas vezes esquecidos quando se trata de planear cuidados para o cancro”, refere Alex Filicevas, responsável pelos assuntos da União Europeia na Coligação Europeia de Doentes com Cancro e membro do comité de direção da All.Can international.

“Com a prevalência, a complexidade e os custos do cancro a aumentar em todo o mundo, é imperativo ouvir o que os doentes dizem, que possa melhorar a sua experiência de atendimento. Ignorar os resultados deste relatório seria uma oportunidade perdida de fazer a coisa certa pelos doentes e fazer mudanças que poderiam fazer uma diferença real.”

Quase metade dos doentes não se sente envolvido na decisão de tratamento

O documento tem por base os resultados de uma sondagem internacional, feita junto de cerca de 4.000 pessoas afetadas por diferentes tipos de cancro em 10 países, na Europa e fora dela, que revela que um quarto dos entrevistados (26%) afirma que o seu diagnóstico inicial foi a parte mais ineficiente da sua jornada.

Quase metade (47%) dos entrevistados não se sentiu suficientemente envolvido na decisão de qual a melhor opção de tratamento, enquanto 39% dizem nunca ter recebido – ou apenas algumas vezes – apoio suficiente para lidar com quaisquer sintomas e efeitos secundários.

Sete em cada dez entrevistados (69%) confirmam que precisavam de apoio psicológico durante ou após o tratamento contra o cancro, com apenas um terço (34%) a referir que “não estava disponível” para o receber.

Ao todo, 24% afirmaram não ter acesso ao apoio de profissionais de saúde como nutricionistas e fisioterapeutas, aos quais se juntam 26% que relatam uma perda de rendimento como resultado do seu tratamento e 36% que abordam os custos de viagem como uma implicação financeira dos seus cuidados contra o cancro.

Resultados que os autores do trabalho consideram importante ter em conta, no sentido de se fazerem mudanças capazes de operar uma diferença real nos resultados e experiências dos doentes.

Rapidez no diagnóstico

As evidências existentes confirmam que um diagnóstico mais rápido pode melhorar a sobrevida do doente e está associado à redução dos custos de tratamento para muitos tipos de cancro.

A tomada de decisão partilhada está associada a melhores resultados, referindo-se ainda a necessidade de apoio psicológico adequado.

Calcula-se que a produtividade perdida devido a cancro chegue aos 52 mil milhões de euros por ano na União Europeia, na sequência de mortes prematuras e dias de trabalho perdidos, pelo que políticas sociais protetoras que ajudem as pessoas a regressar ao trabalho ou as protejam da insegurança financeira podem ter um impacto enorme na redução desse ónus.

“É tão importante que, como médicos, tenhamos a capacidade de ouvir o que os doentes nos estão a dizer nesta sondagem”, refere Christobel Saunders, especialista internacional da All.Can, cirurgião de cancro da mama e professor de oncologia cirúrgica da Universidade da Austrália Ocidental.

“Cada uma das áreas identificadas representa uma oportunidade para melhorar o tratamento do cancro e proporcionar um atendimento verdadeiramente orientado para o doente.”

Em Portugal, número de abortos caiu 25% em seis anos

Por País

Nos últimos anos, o número de interrupções da gravidez de forma voluntária tem vindo a cair. Contas feitas, entre 2011 e 2017, a redução foi na ordem dos 25%.

Os dados são do relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS), referentes a dados de 2017, ano em que se contaram 14.899 interrupções da gravidez por opção da mulher até às 10 semanas, o valor mais baixo desde que a prática é legal em Portugal e menos 3,4% face a 2016.

Do total de abortos feitos no ano passado, por opção ou por motivos médicos, 11.035 tiveram lugar em serviços públicos e 4.457 em serviços privados.

A maioria das mulheres (56,4%) que fizeram um aborto em 2017 tinha pelo menos um filho – 28,7% tinham um filho, 20,6% tinham dois e 7,2% tinham três ou mais filhos -, sendo que 70,7% estavam a realizar pela primeira vez o procedimento.

Mais casos em Lisboa e Vale do Tejo

É na região de Lisboa e Vale do Tejo (57,3%) e no Norte (22,8%) que se encontra o maior número de casos. No que diz respeito à idade, a avaliação dos dados oficiais permite concluir que, no ano passado, a idade média das mulheres que o fizeram foi 28 anos.

Ao todo, 64% do total de interrupções foram efetuadas por mulheres entre 20 e 34 anos de idade, sendo raras as situações abaixo dos 15 (0,30%) e acima dos 44 anos (0,76%).

De acordo com o relatório, “estima-se que a mulher que engravida entre os 30 e os 34 anos, seja a que tem probabilidade mais elevada (90,7%) de prosseguir com a gravidez”.

Outras nacionalidades

Em 2017, 18,3% das interrupções da gravidez no quadro legal foi feita em mulheres de nacionalidade não portuguesa, um valor semelhante ao observado em 2015 e ligeiramente superior ao de 2016 (17,7%).

Caboverdianas, brasileiras, angolanas, guineenses e são-tomenses foram as nacionalidades mais frequentes, depois das portuguesas, nacionalidades eram também as mais frequentes em 2016.

Em média, as mulheres que realizaram IG por opção até às 10 semanas, fizeram-no com 7,43 semanas de gestação. Ao todo, 70,2% foi medicamentoso e 28,8% foi cirúrgico, com anestesia geral. 

Os números permitem também verificar que 2,4% das mulheres que interromperam a gravidez já o tinha feito três ou mais vezes antes.

mais casos de sarampo na Europa

Número de casos de sarampo triplicou na Europa em 2018

Por Bem-estar

Há vários anos que os números não eram tão altos: em 2018, o sarampo matou 72 crianças e adultos na região europeia, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com os dados disponíveis, foram 82.596 as pessoas que, em 47 dos 53 países desta região, contraíram a doença. Os dados referentes às hospitalizações revelam que, em pelo menos dois terços dos casos (61%), as complicações obrigaram mesmo a um internamento.

O número total de pessoas infetadas com o vírus em 2018 foi o mais alto nesta década: três vezes mais que em 2017 e 15 vezes mais do que em 2016.

Número de crianças vacinas a crescer

Nem tudo são, no entanto, más notícias. As crianças estão a ser vacinadas contra o sarampo mais do que nunca, progresso que continua a ser desigual entre e dentro dos países, deixando desprotegidos grupos crescentes de populações suscetíveis, o que teve como resultado um número recorde de pessoas afetadas pelo vírus em 2018.

Dados que leva, a OMS a apelar aos países europeus para que direcionem as suas intervenções para os lugares e grupos onde persistem falhas na vacinação.

De facto, o surto de casos de sarampo em 2018 seguiu-se a um ano em que a Região Europeia alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose de vacinação contra o sarampo (90% em 2017). Foram mais as crianças, em 2017, com as duas doses da vacina no prazo definido, do que em qualquer ano desde que a OMS começou a recolher estes dados, em 2000.

A cobertura com a primeira dose da vacina também aumentou ligeiramente, para 95%, o nível mais alto desde 2013.

O quadro de 2018 deixa claro que o ritmo atual de progresso no aumento das taxas de imunização será insuficiente para impedir a circulação do sarampo”, refere a propósito Zsuzsanna Jakab, diretora regional da Europa.

“Embora os dados indiquem uma cobertura vacinal excecionalmente alta a nível regional, também refletem um número recorde der pessoas afetadas e mortas pela doença. Isto significa que as lacunas a nível local ainda oferecem uma porta aberta para o vírus”, acrescenta.

“Precisamos de fazer mais e melhor proteger cada pessoa contra doenças que podem ser facilmente evitadas.”

Os países com mais casos

Entre janeiro e dezembro de 2018, os países com mais casos de sarampo foram:

  • Ucrânia (53.218)
  • Sérvia (5.076)
  • Israel (2.919)
  • França (2.913)
  • Itália (2.517)

Maioria dos diagnósticos de VIH em Portugal são tardios

Por País

Em Portugal, contaram-se 1.068 novos casos de infeção por VIH em 2017, revela o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Uma doença que continua a ser diagnosticada tardiamente.

Ainda que não existam dados sobre o estádio da doença para todos os 1.068 casos, esta informação está disponível para a maioria (901). E, destes, mais de metade (51,5%) foram tardios, existindo mesmo, em 31,1% das situações, indicador de doença avançada. Ou seja, três em cada 10 foram diagnosticados numa fase avançada.

Um valor que é ainda superior (67,8%) para os diagnósticos em maiores de 50 anos.

A menos de uma semana do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala a 1 de dezembro, o relatório anual sobre a situação da infeção VIH e SIDA em Portugal tem boas e más notícias: por um lado, confirma que se mantém a tendência decrescente em relação ao número anual de novos diagnósticos, observada a partir do ano 2000. Por outro, dá conta de que estes valores continuem a ser dos mais elevados na União Europeia.

Mais casos no masculino

Há uma outra tendência que se mantém, a de casos diagnosticados sobretudo em homens, mais jovens do que as mulheres, muitos dos quais heterossexuais. Ainda assim, tem sido possível também verificar um aumento do número de casos em homens que fazem sexo com homens, que constituem já a maioria dos novos diagnósticos no sexo masculino.

Situações que, revela o relatório, se destacam “pela idade jovem, tendo constituído 79,8% dos novos casos com diagnóstico nos últimos cinco anos em homens com idades entre os 15 e os 29 anos”.

Via sexual é a principal forma de contágio

Olhando para os dados do ano passado, verifica-se que a maioria dos novos diagnósticos (99,6%) foi feita em indivíduos com mais de 15 anos, 46,4% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. Eram, tal como já foi referido, maioritariamente (72,0%) homens.

Em 98,1% dos casos, a transmissão ocorreu por via sexual, sendo os casos de homens que fazem sexo com homens a corresponderem a 51% dos diagnosticados do sexo masculino.

No que diz respeito às infeções associadas ao consumo de drogas injetadas, estas constituíram, em 2017, 1,8% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão.

Olhando para o sexo feminino, o maior número de novos diagnósticos e a taxa mais elevada de casos foi observada nas idades entre 30 e 39 anos.

acesso à saúde

Relatório europeu alerta: é preciso mais prevenção e melhor acesso à saúde

Por Atualidade

O aumento da esperança de vida abrandou consideravelmente em muitos países da União Europeia (UE), revela o relatório Health at a Glance: Europe 2018, da Comissão Europeia e da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE). A este facto, os especialistas juntam o que dizem ser “grandes disparidades nos países, deixando para trás as pessoas com baixos níveis de escolaridade”. 

“Muitas vidas poderiam ser salvas se aumentássemos os nossos esforços para promover estilos de vida saudáveis e combater fatores de risco como o tabagismo ou a falta de atividade física”, alerta Vytenis Andriukaitis, comissário da Saúde e Segurança dos Alimentos.

“É inaceitável que, na UE, se percam todos os anos mais de 1,2 milhões de vidas prematuramente, quando tal poderia ser evitado através de uma melhor prevenção das doenças e de intervenções mais eficazes na área dos cuidados de saúde.”

Milhares de mortes evitáveis

De acordo com o relatório, tem-se verificado, nos últimos anos, uma taxa mais lenta de redução das mortes por doenças cardiovasculares e um aumento do número de mortes entre os idosos nos meses de inverno.

A isto junta-se o facto de subsistirem desigualdades na expetativa de vida: na UE, as pessoas com um baixo nível de escolaridade podem viver seis anos menos do que aquelas com um alto nível de educação.

“Precisamos de mais proteção e prevenção”, lê-se no documento, que chama a atenção para os mais de 1,2 milhões de vidas perdidas prematuramente todos os anos nos países da UE, que poderiam ser evitadas através de melhores políticas de prevenção de doenças e intervenções de saúde mais eficazes.

A questão da desinformação sobre as vacinas é abordada, com a defesa de mais esclarecimento e informação sobre o tema, assim como o reforço da luta contra os estilos de vida pouco saudáveis.

“Cerca de 790.000 cidadãos da UE morrem prematuramente todos os anos devido ao consumo de tabaco, ao consumo de álcool, às dietas pouco saudáveis e à falta de atividade física. Políticas para controlar o tabaco e o consumo nocivo de álcool ou para combater a obesidade precisam, portanto, ser ativamente perseguidas.”

Doença mental custa 4% do PIB europeu

A saúde mental é também alvo de atenção, com uma defesa da promoção da saúde mental e da prevenção destas doenças. De resto, os custos totais dos problemas de saúde mental, que incluem os custos para os sistemas de saúde e os programas de segurança social, mas também o emprego a redução da produtividade, ajudam a justificar esta atenção: estima-se que estes custos sejam superiores a 4% do PIB nos países da UE, o equivalente a mais de 600 mil milhões de euros por ano.

Promover a saúde mental e melhorar o acesso ao tratamento para pessoas com problemas de saúde mental deve, por isso, ser uma prioridade.

Assim como tornar os sistemas de saúde mais eficazes e centrados nas pessoas. “Não é apenas suficiente recolher dados sobre a mortalidade. Os cuidados de saúde precisam de colocar as pessoas no centro, o que exige que se pergunte maus sistematicamente aos doentes se são melhores, ou piores”, refere o relatório.

É preciso também “melhorar o acesso aos cuidados de saúde” e ter sistemas de saúde “mais resilientes” e adaptados a ambientes e necessidades em rápida mudança. Para isso, há que “reduzir gastos desnecessários”. Até porque a evidência de vários países sugere que até um quinto dos gastos com saúde são desperdiçados e poderiam ser realocados para um melhor uso. 

Número de pessoas com fome no mundo está a aumentar

Por País

O número de pessoas com fome no mundo está a aumentar. Em 2017, eram 821 milhões, ou seja, uma em cada nove pessoas, de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que alerta para os poucos progressos feitos no tratamento das várias formas de desnutrição, que colocam em risco a saúde de centenas de milhões de pessoas.

Nos últimos três anos, este aumento do número dos que passam fome tem vindo a aumentar, regressando aos níveis de há uma década. Uma reversão que, segundo a OMS, é um aviso de que mais tem de ser feito e urgentemente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Fome Zero até 2030.

“Sinais alarmantes” exigem resposta urgente

De acordo com o relatório anual da ONU, as alterações climáticas, que afetam os padrões de chuvas e as temporadas agrícolas, as secas e inundações, estão entre os principais responsáveis pelo aumento da fome, juntamente com os conflitos e a desaceleração económica.

“Os sinais alarmantes de aumento da insegurança alimentar e altos níveis de diferentes formas de desnutrição são um aviso claro de que há um trabalho considerável a ser feito para garantir que não deixemos ninguém para trás no caminho para alcançar as metas do ODS sobre segurança alimentar e melhor nutrição”, refere o relatório.

“Se quisermos alcançar um mundo sem fome e desnutrição em todas as suas formas até 2030, é imperativo acelerar e ampliar as ações para fortalecer a resiliência e capacidade de adaptação dos sistemas alimentares e meios de subsistência das pessoas.”

Números da anemia a crescer

O relatório descreve como “vergonhoso” o fato de uma em cada três mulheres em idade reprodutiva ser afetada globalmente pela anemia, que tem consequências significativas para a saúde e o desenvolvimento das mulheres e dos seus filhos.

Nenhuma região mostrou um declínio na anemia entre mulheres em idade reprodutiva, e a prevalência na África e na Ásia é quase três vezes maior do que na América do Norte.

O outro lado da fome

Tal como a fome, também a obesidade adulta está a aumentar, com mais de um em oito adultos no mundo classificado como obeso. Um problema mais significativo na América do Norte, mas também em África e na Ásia estão a revelar uma tendência ascendente.

Maioria das estâncias balneares europeias com excelente qualidade

Por Bem-estar

As temperaturas nacionais não têm propriamente servido de convite a idas a banhos, mas a boa notícia é que, quando estas permitirem os mergulhos, os banhistas terão pouco a temer no que diz respeito à poluição da água, uma vez que 85% das estâncias balneares na União Europeia (UE) apresentam uma “excelente” qualidade.

A monitorização foi feita em 2017 e agora publicada em forma de relatório, que considera que se cumprem as normas mais elevadas sobre a qualidade das águas, classificando-as como “excelentes” e, na sua maioria, isentas de poluentes.

Foram, ao todo, monitorizadas 21.801 estâncias balneares na Europa no ano passado, 21.509 das quais nos 28 Estados-Membros da UE (95,9%). E ainda que os padrões de qualidade “Excelente” tenham sofrido uma redução, está foi apenas marginal, passando de 85,5% em 2016, para 85% no ano passado.

Da mesma maneira, as estâncias que alcançaram a posição de “suficiente” caíram de 96,3% para 96,0%, resultado sobretudo da chuva de verão, assim como de uma mudança na metodologia de avaliação na Roménia e na Suécia.

Em Portugal, foram analisadas 603 estâncias balneares (480 costeiras) entre 1 de maio e 15 de outubro de 2017, tendo sido colhidas 3.801 amostras de água. Destas, 95% foram classificadas como “boas” ou “excelentes”.

“A qualidade das nossas águas balneares é motivo de orgulho para os europeus”, afirma a propósito Karmenu Vella, Comissária Europeia para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas. “Essa qualidade deve-se à boa cooperação e constante vigilância. Todos nós desempenhamos um papel: indústria, autoridades locais e serviços, em conjunto com os cidadãos.”

40 anos a proteger a água na União Europeia

A qualidade das águas balneares na Europa melhorou substancialmente nos últimos 40 anos, momento em que foi introduzida a Diretiva da UE sobre Águas Balneares. A monitorização e gestão eficazes introduzidas ao abrigo desta diretiva levaram a uma redução drástica das águas residuais municipais e industriais não tratadas ou parcialmente tratadas, que acabavam no mar.

Como resultado, cada vez mais zonas balneares não só cumprem os padrões mínimos de qualidade, como conseguem que estes cheguem aos mais altos padrões. 

Portugueses morrem menos, mas vivem com mais doença

Por Atualidade

Em 26 anos, muita coisa mudou na saúde dos portugueses, que vivem hoje mais tempo. Os números confirmam que, entre 1990 e 2016, a esperança de vida à nascença aumentou 7,1 anos para os homens e 6,1 anos para as mulheres, diminuindo, assim, a diferença entre sexos, apesar de esta ser, ainda, superior a seis anos.

Os dados são do 1.º Relatório sobre a Carga Global da Doença e Fatores de Risco em Portugal, que resultou de um trabalho da Administração Regional de Saúde do Norte (Departamento de Saúde Pública), da Direção-Geral da Saúde e do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME).

O quadro, traçado pelo documento, permite ainda confirmar que a mortalidade prematura diminuiu, sobretudo, à custa da redução das mortes prematuras relacionadas com doenças cerebrocardiovasculares (acidente vascular cerebral e doença isquémica do coração) e com os acidentes de transporte.

Mas ainda que se morra menos, vive-se mais com doença e incapacidade. De facto, as doenças músculo-esqueléticas (dores nas costas e pescoço), as perturbações mentais (depressão e ansiedade), doenças dos órgãos dos sentidos (audição e visão), doenças de pele, distúrbios neurológicos (enxaquecas e Alzheimer) e diabetes são responsáveis por um elevado número de anos perdidos por doença e incapacidade;

Ainda de acordo com o relatório, é necessário prevenir a morte e o sofrimento. Uma prevenção que é possível, uma vez que os principais fatores de risco para a mortalidade prematura em Portugal em 2016 foram o consumo de álcool, a alimentação inadequada, a pressão arterial elevada, o consumo de tabaco e o índice de massa corporal elevado (que engloba a pré-obesidade e a obesidade), todos estes modificáveis.