a melhor forma de se preparar para a gripe

A melhor forma de se preparar para a gripe que aí vem

Por Bem-estar

A única coisa certa sobre a gripe é que vem aí. Quando, com que intensidade ou frequência depende dos vírus em circulação. Numa altura em que os serviços de saúde se preparam para a época gripal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção para as medidas individuais, ou seja, a melhor forma de se preparar para a gripe e ajudar a impedir a propagação da infeção.

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os riscos da dificuldade em dormir

Stressado no trabalho e com dificuldade em dormir? Pode ser mais grave do que pensa

Por Investigação & Inovação

O stress no trabalho e a dificuldade em dormir deixam marcas em qualquer um. Mas para quem já sofre de hipertensão, o resultado pode ser bem pior. É que esta combinação faz aumentar em três vezes o risco de morte.

A conclusão surge em forma de estudo, publicado no European Journal of Preventive Cardiology, uma revista da Sociedade Europeia de Cardiologia, e da autoria de Karl Heinz Ladwig, do Centro Alemão de Investigação em Saúde Ambiental e da Faculdade de Medicina da Universidade Técnica de Munique.

Para o especialista, “o sono deve ser um momento de recreação, descontração e reposição dos níveis de energia. Se a pessoa tem stress no trabalho, o sono ajuda a recuperar. Infelizmente, o mau sono e o stress laboral andam geralmente de mãos dadas e, quando combinados com a hipertensão, o efeito é ainda mais tóxico”, refere o especialista.

Um terço da população empregada tem hipertensão (pressão alta) e estudos anteriores já tinham revelado que os fatores psicossociais têm um efeito muito mais forte nas pessoas com riscos cardiovasculares pré-existentes do que nas saudáveis.

Mas este foi o primeiro estudo a examinar os efeitos combinados do stress no trabalho e das noites mal dormidas na morte por doença cardiovascular em trabalhadores hipertensos.

Dificuldade em dormir e stress agravam risco de morte prematura

Basta o stress no trabalho, sem qualquer outro problema associado, para fazer subir o risco de morte prematura. O estudo, que incluiu 1.959 trabalhadores hipertensos, com idades entre 25 e 65 anos, sem doença cardiovascular ou diabetes, confirma isso mesmo: para estes, o risco é 1,6 vezes maior, enquanto para aqueles com apenas mau sono o risco é 1,8 vezes superior.

Em comparação com quem não tem stress no trabalho e com dificuldade em dormir, as pessoas com hipertensão apresentavam uma probabilidade três vezes maior de morte.

Médicos devem estar atentos

O stress no trabalho foi aqui definido como resultante da existência de tarefas exigentes, mas fora do controlo de quem as desempenha. Por exemplo, quando um empregador quer resultados, mas nega a autoridade para a tomada de decisões.

“Se a exigência é grande, mas o controlo também, por outras palavras, a pessoa pode tomar decisões e isso pode até ser positivo para a saúde”, refere Ladwig. “Mas estar preso numa situação de pressão, em que a pessoa não tem poder para mudar, é prejudicial.”

Já as más noites são entendidas como a dificuldades em adormecer e/ou manter o sono, “que é o problema mais comum em pessoas com empregos stressantes”, acrescenta a mesma fonte.

“Pessoas que acordam às quatro da manhã para ir à casa de banho e voltam para a cama, a ruminar sobre como lidar com os problemas de trabalho.”

E estes são, acrescenta, “problemas insidiosos. O risco não advém de ter um dia difícil e não dormir. O que acontece é que a pessoa tem um trabalho stressante e um sono insuficiente ao longo de muitos anos, o que faz desaparecer os recursos energéticos e pode levar a um túmulo prematuro”.

É por isso que os especialistas consideram essencial que os médicos questionem os doentes com pressão alta sobre o sono e o stresse no trabalho, explica Ladwig. “Cada condição é um fator de risco por si só e há sobreposição entre elas, ou seja, cada uma aumenta o risco da outra. A atividade física, a alimentação saudável e as estratégias de relaxamento são importantes, assim como a redução da pressão arterial.”

frutos e vegetais coloridos reduzem risco de cataratas

Como as frutas e os vegetais coloridos ajudam a reduzir o risco de cataratas

Por Bem-estar

E se fosse possível reduzir para metade a conta médica gobal, no valor de 5,7 mil milhões de dólares, associada ao tratamento de cerca de 45 milhões de pessoas com cataratas? Como? Graças a uma dieta rica em frutas e legumes coloridos.

Investigadores chineses e australianos uniram esforços e publicaram o primeiro estudo do género, destinado a verificar a ligação entre os alimentos ricos em antioxidantes e um risco mais pequeno de cataratas associadas à idade.

Para isso, foram avaliados 20 trabalhos que analisavam o impacto das vitaminas e carotenoides (pigmentos que se encontram na natureza) e o risco da doença.

E as conclusões não deixam dúvidas e confirmam os benefícios das frutas cítricas, pimentos, cenouras, tomates e vegetais verde-escuros, como espinafres, brócolos e couve, capazes de atrasar o aparecimento das cataratas.

Necessária uma ação urgente

“As cataratas associadas à idade são a principal causa de deficiência visual em idosos em todo o mundo, com as cataratas por operar a contribuírem para 35% de todos os casos de cegueira”, confirma Ming Li, especialista da University of South Australia.

“Embora a cirurgia de extração da catarata seja um método eficaz para restaurar a visão, até 2020 terá custado à sociedade mais de 5,7 mil milhões de dólares”, acrescenta.

Com a população a envelhecer de forma acentuada, tendência que se verifica um pouco por todo o mundo, e com um número crescente de pessoas a precisarem de cirurgia, é urgente agir, alertam os especialistas.

“Se pudéssemos atrasar o início das cataratas associadas à idade em 10 anos, poderíamos reduzir para metade o número de pessoas que precisam de cirurgia”, reforça a mesma fonte.

Melhorias que estão dependentes das mudanças globais na maioria das dietas em todo o mundo, sobretudo no que diz respeito ao consumo de antioxidantes, que está atualmente muito abaixo do nível recomendado para prevenir este tipo de cataratas.

níveis de pólenes com alerta para alergias

Alerta alergias: concentrações de pólenes estão ao rubro em Portugal

Por Bem-estar

Para os próximos dias, a previsão aponta para a ocorrência de espirros, comichão, olhos vermelhos e vários outros sintomas associados às alergias. Não se trata do boletim meteorológico, mas de outro que, inspirado neste, dá conta das concentrações de pólen no ar até dia 28. E estas vão ser, garante, elevadas, com riscos acrescidos para os alérgicos.

Esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) confirma que, até ao próximo dia 28 de março, as concentrações de pólenes vão estar muito elevadas em todas as regiões de Portugal continental, com destaque para Lisboa e Setúbal, onde os pólenes se encontram em níveis muito elevados, com predomínio para os das árvores plátano, azinheira e outros carvalhos e ciprestes, e das ervas urtiga e parietária.

Em Vila Real (região de Trás-os-Montes e Alto Douro), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, predominando os das árvores plátano, cipreste, pinheiro e carvalhos, cenário que não muda muito no Porto (região de Entre Douro e Minho), acrescentando-se aqui níveis muito elevados provenientes da erva urtiga.

Em Coimbra (região da Beira Litoral), elevados vão estar também os pólenes, sobretudo os das árvores plátano, cipreste, pinheiro, azinheira e outros carvalhos e das ervas urtiga e parietária; em Castelo Branco (região da Beira Interior) predominam os pólenes das árvores plátano, cipreste, pinheiro, azinheira e outros carvalhos e da erva azeda e em Évora (região do Alentejo) as árvores plátano, azinheira e outros carvalhos, cipreste e das ervas urtiga e azeda vão ser as causadoras de mais incómodos.

Ainda no continente, em Portimão (região do Algarve), os pólenes vão estar com níveis muito elevados, predominando os das árvores pinheiro, azinheira e outros carvalhos e cipreste, e da erva urtiga.

Conselhos para evitar o pior

Para quem sofre de alergias, o principal conselho da SPAIC é evitar o contacto com um pólen específico a que é alérgico, devendo também evitar realizar atividades ao ar livre quando as suas concentrações forem elevadas. Passeios no jardim, cortar a relva, campismo ou a prática de desporto na rua irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias.

Em casa ou no carro, as janelas devem manter-se fechadas, forma de reduzir o contacto com os pólenes. Os motociclistas deverão usar capacete integral. 

Na rua, o uso de óculos escuros é essencial, assim como fazer a medicação prescrita, a forma mais eficaz de combater os sintomas de alergia. 

cuidado com o chá quente

Bebe chá muito quente? É melhor repensar esse hábito

Por Atualidade

Como é que costuma beber o chá? Se é dos que o prefere a escaldar, saiba que as consequências podem ser bem mais graves que uma língua queimada. Não é a primeira vez que se fala sobre este assunto e é provável que não seja a última, mas fica novamente o alerta: preferir as bebidas muito quentes pode causar cancro.

Vários trabalhos anteriores tinham dado conta de uma associação entre o consumo de bebidas quente e o risco de cancro de esófago. Associação agora confirmada. 

Até ao momento, não havia nenhum estudo que tivesse examinado esta associação, usando para isso a temperatura das bebidas consumidas, neste caso chá. Uma medição aqui feita de forma objetiva.

Risco 90% superior

Publicado na revista científica International Journal of Cancerstudy, o trabalho inclui dados sobre 50.045 pessoas, com idade entre os 40 e os 75 anos, seguidas, em média, ao longo de 10 anos, tempo durante o qual foram identificados 317 novos casos de cancro do esófago.

E as contas feitas permitiram concluir que não é uma boa ideia beber chá – e quem diz chá, diz café ou qualquer outra bebida – a temperaturas capazes de queimar.

Comparado aqueles que ingeriram menos de 700 ml de chá por dia, a uma temperatura inferior a 60° C, os que o faziam, ou seja, que ingeriam mais de 700 ml diários  a 60° C ou mais apresentavam um risco 90% superior de cancro do esófago.

“Muita gente gosta de beber chá, café ou outras bebidas quentes. No entanto, de acordo com o nosso relatório, beber chá muito quente pode aumentar o risco de cancro do esófago”, confirma Farhad Islami, da American Cancer Society.

É, por isso, “aconselhável esperar até que as bebidas arrefeçam antes de as beber”.