irritação ocular

Risco de irritação ocular mais frequente devido ao uso de máscaras

Por Atualidade, Bem-estar

Usa óculos? Então já se deve ter debatido com o embaciar das lentes quando usa máscara. Durante os últimos meses, a utilização de máscara, que passou a fazer parte do quotidiano da maioria dos indivíduos, por ser essencial para evitar a transmissão da Covid-19, tem estado na origem de alguns problemas de saúde, por exemplo, ao nível da saúde ocular. 

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regresso às aulas

Regresso às aulas em tempos de pandemia sem esquecer a saúde ocular

Por Saúde Infantil

Num ano atípico como este, o regresso às aulas é visto pelos pais como algo preocupante e que requer muitas normas de segurança e higiene. Mas todos os anos deve haver certos cuidados específicos, sobretudo com a visão. Porque “na sala de aula um défice visual pode ser impeditivo da aprendizagem e até do gosto pela leitura e boa relação com a própria escola”, alerta a propósito Rosário Varanda, oftalmologista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

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cuidados com os olhos no verão

Cuidado com a saúde dos seus olhos no verão

Por Bem-estar

O verão acabou de chegar e com ele os raios ultravioletas (UV) que podem trazer consequências negativas para a visão. Apesar deste tempo de pandemia em que nos encontramos e dos cuidados recomendados pela Direção-Geral da Saúde para proteção da transmissão do vírus, devemos continuar também a ter cuidados com a visão, especialmente agora que estamos mais expostos ao sol.

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doença de LHON

É preciso mais informação sobre doença de LHON, apela mãe de jovem doente

Por Marque na Agenda

Solidão é um sentimento que Ana Velosa conhece bem. Conhece-a sobretudo enquanto mãe de um jovem doente com neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON), uma doença rara que costuma conduzir à cegueira quem dela sofre e que, por cá, continua ainda pouco conhecida. No maior congresso de neuroftalmologia da Europa, o EUNOS 2019, que decorreu no Porto, partilhou a história de Tomás, o filho, e deixou um apelo: “é necessário criar uma associação que represente os doentes, que seja capaz de pressionar o Estado para que seja feito mais”.

É preciso ainda, refere, “chegar às equipas de neuroftalmologia, através da criação de centros de referência que tornem o diagnóstico e tratamento de LHON mais fácil e acessível e aumentar o conhecimento sobre LHON, com mais informação em português”.  

Num simpósio dedicado inteiramente a esta doença genética rara, hereditária, incapacitante e que provoca uma perda de visão rápida em ambos os olhos, Ana Velosa explicou como, num verão de há três anos, sem que nada o fizesse esperar, Tomás, então com 15 anos, o terceiro de quatro filhos, começou a queixar-se de problemas de visão.

“Dizia ter a visão turva, dificuldade em focar, mas na altura não nos preocupámos muito. Pensámos que era o resultado do cansaço de umas férias intensas”, recorda.

A persistência das queixas acabou por levar ao hospital, onde Tomás ficou internado devido ao aumento da pressão intracraniana. “Fizeram-lhe muitos testes, exames, pensou-se num tumor, em meningite, esclerose múltipla…”, conta a mãe. Enquanto isso, Tomás ia perdendo a visão.

“Começou a perder a visão central: primeiro de um olho, depois do outro. Uma semana depois de estar no hospital já não conseguia ver televisão.”

Teve alta ainda sem um diagnóstico ou tratamento, mas com a suspeita de uma doença que Ana Velosa não conhecia: LHON. Uma pesquisa na Internet revelou um pouco mais sobre o problema, mas não o suficiente. E, um mês depois da primeira ida ao hospital, chegava a confirmação: Tomás era um dos poucos em Portugal com esta doença.

Viver o dia-a-dia com LHON

“Partilhámos a informação com os familiares e amigos e começámos a lidar com a doença no dia-a-dia e tem sido sempre assim. Porque esta doença não vem com um guia, com um livro de instruções”, reforça a mãe.

Para Tomás, a vida mudou, mas não a vontade de a viver. “O meu filho é o meu grande herói porque decidiu lutar. E apesar de todas as dificuldades visuais, conseguiu terminar o secundário e entrar para a universidade, onde está a estudar Gestão de Empresas.”

Os quase três anos de vida com LHON conferem a Ana Velosa um conhecimento e estatuto que lhe permite deixar três conselhos a outros que, como ela, se vejam confrontados com uma doença como esta.

“A família deve continuar unida, deve aprender a ter paciência e deve manter a esperança, não só para lidar com a doença, mas esperança de que a medicina evolua no sentido da cura.”

Fumar mais de 20 cigarros por dia pode ‘roubar’ a visão

Por Bem-estar

Fumar mais de 20 cigarros por dia pode prejudicar a visão, revela um novo estudo, que alerta para o facto de levar mesmo à perda da capacidade de distinguir cores.

Realizado por investigadores da Universidade de Rutgers, o trabalho contou com a participação de 71 pessoas que fumaram menos de 15 cigarros ao longo da vida e de 63 viciadas no tabaco, que fumavam mais de 20 cigarros por dia, sem que nunca tivessem feito qualquer tentativa para deixar o vício.

Com idades entre os 25 e os 45 anos, apresentavam todos visão normal, de acordo com os níveis de acuidade visual padrão.

Contrastes e cores em risco

A avaliação dos voluntários permitiu identificar, entre os fumadores, alterações significativas na visão das cores vermelho-verde e azul-amarelo, o que sugere que o consumo de produtos compostos por substâncias químicas neurotóxicas, como é o caso dos cigarros, pode causar perda geral da visão das cores.

Descobriram também que quem fuma muito tem uma capacidade reduzida de discriminar contrastes e cores quando comparado com os não fumadores.

“O fumo do cigarro tem inúmeros compostos que são prejudiciais à saúde, e tem sido associado a uma redução na espessura das camadas do cérebro e a lesões cerebrais, envolvendo áreas como o lobo frontal, que desempenha um papel no movimento voluntário e no controlo do pensamento e diminuição da atividade na área do cérebro que processa a visão”, refere Steven Silverstein, co-autor do estudo.

“Trabalhos anteriores apontaram o tabagismo prolongado como responsável pelo dobro do risco de degeneração macular relacionada com a idade e como um fator que pode amarelar e inflamar a lente”, acrescenta.

Os nossos resultados indicam que o uso excessivo de cigarros, ou exposição crónica aos seus compostos, afeta a discriminação visual, servindo de suporte à existência de deficits gerais no processamento visual associados à dependência do tabaco.”

Sistema vascular em risco

Embora este estudo não seja capaz de fornecer uma explicação fisiológica para os resultados, os investigadores consideram que, como a nicotina e o fumo prejudicam o sistema vascular, o trabalho sugere que também danificam os vasos sanguíneos e os neurónios da retina.

Fumadores têm maior probabilidade de desenvolver problemas oculares

Por Bem-estar

Sabia que o tabaco tem impacto na saúde dos olhos dos fumadores? Provavelmente não e não está sozinho, alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), a propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala a 31 de maio, chamando a atenção para os problemas oculares.

“Os malefícios do tabaco associados a patologias cardiovasculares, pulmonares e à diabetes são constantemente abordados mas o que ainda não é do conhecimento da maioria da população é que uma das consequências da exposição ao fumo do tabaco é a ocorrência de problemas oculares”, refere Manuel Monteiro Grillo, presidente da SPO.

De acordo com o especialista, “os fumadores, quer sejam ativos ou passivos, inalam substâncias tóxicas que chegam a todos os órgãos do corpo através da corrente sanguínea, inclusive ao sistema ocular, podendo danificá-lo de forma irreversível. As cataratas e a degenerescência macular são dois exemplos de doenças oculares que aumentam com a exposição ao fumo do tabaco”.

O impacto do tabaco nos olhos

“De notar que a exposição ao fumo do tabaco não afeta apenas a parte interna do globo ocular mas também a superfície ocular. Tanto pode interferir no filme lacrimal, como também se pode tornar um factor irritativo”, reforça Manuel Monteiro Grillo, que dá ainda conta que “as alterações vasculares que o fumo do tabaco provoca pode também levar ao agravamento do glaucoma”.

Antecipando o Dia Mundial Sem Tabaco, momento em que se fala preferencialmente sobre o impacto do vício dos cigarros na função respiratória, o presidente da SPO deixa o alerta para os malefícios do tabaco na saúde ocular. E reforça que “o fumador tem maior probabilidades de desenvolver vários problemas, incluído problemas de visão. É, por isso, também importante estar atento a esta relação perigosa entre o tabaco e saúde ocular”.