protetor solar

Sete zonas onde não se deve esquecer de colocar protetor solar

Por Bem-estar

Com a chegada das temperaturas altas, aumenta também o tempo de exposição solar. É por isso necessário aplicar um protetor solar de fator elevado em todas as partes que ficam expostas ao sol, como os braços, as pernas, os ombros ou a cara, tendo sempre o cuidado de evitar a exposição nas horas de maior calor.

No entanto, há sempre algumas zonas do nosso corpo que não recebem a devida atenção, como a nuca e as orelhas e que, por essa razão, ficam sem qualquer tipo de proteção. Este descuido pode levar ao aparecimento de escaldões, algo que, de acordo com a ciência, é perigoso para a pele, podendo mesmo conduzir ao cancro cutâneo.

Por isso, fizemos uma lista de onde devemos ter o cuidado de colocar protetor solar durante a exposição ao sol, de forma a garantir um verão sem quaisquer problemas.

Boca

Quando estamos a colocar protetor solar na cara, temos sempre a tendência de esfregar a testa, as bochechas e o queixo. No entanto, uma das áreas que descuramos é a zona do lábio superior, que também precisa de ser protegida. Outra área a ter em conta são os lábios, que têm uma pele muito sensível e que, por isso, exige de muita atenção, devendo aqui usar-se um protetor solar em formato de batom.

Olhos

Como a pele em volta dos olhos é bastante sensível, deve aplicar-se um pouco de protetor solar nas pálpebras e no canto interior, mas sempre com cuidado para evitar que entre para os olhos. 

Nariz

A zona nasal tem uma pele sensível e que merece todo o cuidado. Quando estiver aqui a colocar o protetor, certifique-se que a ponta do nariz e a pele à volta das narinas fica bem protegida.

Orelhas

Por estarem tapadas pelo cabelo ou pelo chapéu, é bastante comum não colocar protetor solar nas orelhas. No entanto, estes dois métodos de proteção não são suficientes e para evitar a exposição aos raios UV. Por isso, espalhe sempre um pouco de creme tendo em conta a zona superior e os lóbulos.

Nuca

Se tem cabelo curto ou gosta de o usar apanhado, não se esqueça do protetor solar nesta zona.

Couro Cabeludo

Se sofre de calvície ou tem pouco cabelo, esta é uma área que exige também protetor solar, de forma a evitar escaldões. Mas se tem cabelo, saiba que há também no mercado vários protetores solares próprios para proteger o couro cabeludo e os fios de cabelo dos efeitos nocivos do sol.

Mãos

As costas das nossas mãos são uma das zonas que mais sofrem com exposição solar. Por isso, espalhe sempre protetor solar nas mãos, sem esquecer os pulsos e os espaços entre os dedos.

Pés

Devido ao uso de chinelos e sandálias, os seus pés ficam bastante expostos à luz solar. Por isso, é preciso colocar sempre protetor solar, garantindo que a pele desta parte do corpo fica sempre protegida.

proteger os olhos da exposição solar

Exposição solar aumenta risco de problemas oculares

Por Bem-estar

Com a chegada do verão e consequente subida da intensidade da luz solar e dos raios ultravioleta (raios UV), as atenções redobram-se com a pele, em busca de proteção. Mas e a visão? “Os cuidados com a visão também devem ser redobrados, de forma a evitar lesões oculares que podem ter graves consequências a curto e a longo prazo”, alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“As pessoas mais expostas à luz solar têm uma maior tendência para desenvolverem certo tipo de doenças oculares”, explicar Nuno Campos, médico oftalmologista da SPO.

“Mais do que a ação aguda dos raios UV sobre os olhos (que pode provocar uma queimadura na superfície ocular – fotoceratite), é o efeito cumulativo de longos períodos expostos à luz solar que tem um efeito mais pernicioso sobre a visão.”

Proteger os olhos da exposição solar

De forma a evitar a ocorrência de problemas oculares, Nuno Campos recomenda algumas medidas de prevenção essências para este verão. Em primeiro lugar, deve-se evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 16h00, intervalo de horas em que a exposição aos raios UV é bastante mais elevada.

Para uma maior proteção dos olhos é essencial o uso de óculos de sol com proteção UV, idealmente com lentes de proteção UV 100 por cento ou com a maior  percentagem possível. Óculos que também não devem falta nas piscinas, apropriados para uso nestes espaços.

Os chapéus com abas e/ou palas também são uma ajuda na proteção dos olhos, uma vez que este acessório proporciona uma barreira sobre a radiação solar direta pela sombra que dá.

Se está a ser medicado, o cuidado deve ser redobrado, já que os seus olhos podem estar mais sensíveis à luz solar.  São vários os medicamentos fotossensíveis mas destacam-se, por exemplo, alguns anti-histamínicos, antibióticos ou antidepressivos.  

No caso das crianças até aos cinco, seis anos, estas devem usar essencialmente bonés e chapéus com pala. Só a partir desta idade é que já têm alguma maturidade e devem usar óculos de sol adequados à sua faixa etária.

O especialista alerta também que se deve procurar imediatamente um oftalmologista caso, após exposição solar, os olhos fiquem vermelhos, se sinta ardor, sensação de corpo estranho ou visão enevoada.

De acordo com o especialista, “os cuidados com a saúde ocular devem manter-se ao longo do ano, tudo com um acompanhamento de um médico oftalmologista, que irá providenciar o aconselhamento adequado ao seu paciente, principalmente quando se é portador de alguma doença oftalmológica ou se já foi intervencionado”.

proteger dos raios UV

Pulseira pioneira alerta para risco de raios UV

Por Bem-estar

Gerir a absorção de vitamina D e evitar os danos causados pelos raios UV pode vir a ser tão simples como colocar uma pulseira no braço. Aliás, a inovação agora apresentada por investigadores australianos e espanhóis tem mesmo o formato de uma pulseira, que permite sair à rua e saber, de imediato, quais os efeitos que a radiação solar pode causar na pele.

Desenvolvidas por especialistas do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (Austrália) e da Universidade de Granada (Espanha), inclui um líquido invisível, uma espécie de tinta que ganha cor quando exposta à radiação solar, revelando quatro emojis que vão do alegre ao triste. São estes que indicam se foram ultrapassados em 25%, 50%, 75% e 100% os limites seguros da exposição aos raios ultravioleta. 

Publicado na revista Nature Communications, o estudo que deu origem a esta inovação mostra como o sensor consegue identificar as radiações que compõem o espetro ultravioleta. E isto tendo em conta a pele de cada pessoa, dividida aqui em seis tipos diferentes.

Controlar os níveis de vitamina D e evitar riscos dos raios UV

Uma inovação que, de acordo com os investigadores, vai ao encontro da necessidade de se conhecerem os níveis de exposição solar diária de cada pessoa, algo que o sensor permite. Isto por dois motivos. É que, apesar de os seres humanos precisam de alguma exposição ao sol para manterem níveis saudáveis de vitamina D, a exposição excessiva pode causar queimaduras solares, cancro de pele, cegueira, rugas na pele e sinais prematuros de envelhecimento.

É no encontrar o equilíbrio que tudo se complica, o que torna importante este sensor, que permite identificar o quanto é saudável para cada pessoa.

De baixo custo e de fácil uso até pelas crianças, estes novos sensores podem também ser usados como materiais educativos, através dos quais se pode sensibilizar para os perigos do sol e informar sobre a melhor forma de os evitar. 

proteger do sol

Cuidados com o sol, só em teoria. Portugueses falham na prática

Por Atualidade, Investigação & Inovação

Numa altura em que se anunciam temperaturas de bater recordes, multiplicam-se os alertas. Todos o cuidado com o sol é pouco, mas cuidado é algo que os portugueses devia ter mais, revelam os dados de inquéritos realizados à população nacional.

Os estudos, realizados com o CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, procuraram avaliar os conhecimentos da população nacional em relação à exposição solar.

E tudo começou pela praia. Aqui, o olhar atento de Ana Filipa Duarte, estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, confirma a falta de cuidado. De facto, mais de metade dos inquiridos chegou à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Mais ainda, dos que responderam às questões colocadas pelos investigadores, foram aqueles com idades compreendidas entre os 16 e 40 anos que mais desrespeitaram o horário de segurança. 

A investigadora quis também perceber, já que a prevenção e informação devem começar cedo, quais os hábitos dos mais pequenos (dos sete aos 11 anos). Mais uma vez, os resultados deixam a desejar.

É que, embora 64% dos petizes usem o chapéu para se proteger do sol, já o protetor solar, nem por isso. Apenas 15% o fazem na escola, valor que sobe para 37% na praia.

A boa notícia é que a maioria (85%) das crianças tem um conhecimento adequado sobre as medidas de proteção solar. O menos bom é que, e de forma errada, mais de metade (64%) defende que o protetor solar protege melhor que a roupa ou a sombra.

Maioria dos atletas tem comportamento desadequado

No que diz respeito aos atletas que praticam desporto ao ar livre, outros dos grupos de risco quando em causa estão as lesões causadas pelo sol, o inquérito revela motivos para preocupação.

Ao todo, 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado. As mulheres são mais cuidadosas quanto ao uso do protetor solar, mas preocupam-se menos quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Proteger os olhos contra a readiação do sol

Exposição ao sol aumenta risco de doenças oculares

Por Bem-estar

Sabia que a radiação emitida pelo sol não causa apenas problemas na pele, podendo ter consequências nos nossos olhos? Que cataratas ou degenerescência macular ligada à idade podem ser lesões oculares causadas pelos raios solares? A prevenção é também aqui o melhor remédio, garante a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, que apela a maiores cuidados.

Os responsáveis pelos problemas na saúde ocular são os bem conhecidos raios ultravioleta (raios UV), conhecidos inimigos da pele e não só.

“Já são vários estudos que demonstram que as pessoas mais expostas à luz solar têm uma maior tendência para desenvolverem certo tipo de doenças oculares”, explica Manuel Monteiro Grillo, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“Mais do que a ação aguda dos raios UV sobre os olhos (que provoca uma queimadura na superfície ocular – fotoceratite), é o efeito cumulativo de longos períodos expostos à luz solar que tem um efeito mais pernicioso sobre a visão”, acrescenta o especialista.

A melhor forma de prevenir

De forma a evitar a ocorrência de problemas oculares, Manuel Monteiro Grillo recomenda algumas medidas de prevenção essenciais, algumas já bem conhecidas dos portugueses, divulgadas em forma de cuidado para proteger a pele.

É o caso da exposição solar entre as 11h00 e as 16h00, intervalo de tempo em que a exposição aos raios UV é bastante mais elevada, que deve ser evitada não só para prevenir os cancros de pele, mas também como forma de manter saudável a visão.

Ao protetor solar, indispensável para quem se vai expor ao sol, devem juntar-se os óculos de sol, idealmente com lentes de proteção UV 100% ou com a maior  percentagem possível.

Os chapéus e bonés não devem faltar, chapéus com abas e/ou palas, que também são uma ajuda na proteção dos olhos, uma vez que este acessório proporciona uma barreira sobre a radiação solar direta através da sombra que proporciona.

Atenção os medicamentos. Se está a ser medicado, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que os seus olhos podem estar mais sensíveis à luz solar. São vários os medicamentos fotossensíveis, mas destacam-se, por exemplo, alguns anti-histamínicos, antibióticos ou antidepressivos.  

Sintomas que devem levar ao médico

A SPO alerta ainda que se deve procurar imediatamente um oftalmologista quando, após exposição solar, se sintam os olhos vermelhos, ardor, sensação de corpo estranho ou visão enevoada, que podem ser sinais de alerta.

riscos das férias para as crianças

Perigos escondidos nas férias dos mais pequenos

Por Saúde Infantil

No dia em que as autoridades nacionais apresentaram o plano ‘Saúde Sazonal Verão Seguro’, aproveitamos para deixar alguns conselhos, destinados aos mais pequenos, para que as férias dos filhos não se tornem um pesadelo dos pais.

Atenção ao sol

Crianças e jovens são, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), grupos de risco quando se trata das atividades ao ar livre nas horas de maior calor. É por isso que deixa alguns conselhos, a começar por evitar fazer programas para as horas em que o sol brilha com mais intensidade, ou seja, entre as 11h00 e as 17h00. 

Mas há mais dicas que ajudam a proteger do sol, como vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara, sem esquecer o chapéu quando estiverem ao ar livre.

A hidratação é essencial, pelo que se deve dar água com mais frequência e certificar-se de que os mais pequenos bebem mais do que o habitual.

O protetor solar deve ser aplicado antes de sair de casa e nunca se deve deixar o bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo.

Sintomas como suores intensos, fraqueza, pele fria, pegajosa e pálida, pulsação acelerada ou fraca, vómitos ou náuseas e desmaios devem motivar a procura imediata por assistência médica.

Um risco chamado golpe de calor

A DGS define o golpe de calor como “uma situação muito grave”, que “acontece quando o sistema de controlo da temperatura do corpo deixa de trabalhar. O corpo deixa de produzir suor e não arrefece. A temperatura corporal pode, em 10-15 minutos, atingir os 39ºC, provocando deficiências cerebrais ou até mesmo a morte se a pessoa não for socorrida rapidamente”.

No caso de sintomas como febre alta, pele vermelha, quente, seca e sem produção de suor, pulso rápido e forte, dor de cabeça, náuseas, tonturas, confusão e perda parcial ou total de consciência, deve ligar-se de imediato para o número de emergência 112.

Enquanto este não chega, a pessoa deve ser transportada para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado, aplicando-se toalhas húmidas ou pulverizando com água fria para arrefecer o seu corpo, e arejando o ambiente à sua volta com uma ventoinha ou um abanador.

Riscos na água: os afogamentos

É da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) que vem o alerta para os afogamentos, a segunda causa de morte acidental nas crianças, sendo os meses de junho, julho e agosto os mais preocupantes.

Ao todo, as estatísticas dão conta de 228 mortes de crianças e jovens, nos últimos 14 anos, na sequência de  afogamentos. E mesmo as crianças que chegam com vida ao hospital apresentam normalmente um prognóstico reservado, podendo ficar com “lesões neurológicas permanentes com impacto a diferentes níveis (saúde, sociais, económicos)”.

Porque os afogamentos são, como refere a APSI, “muito rápido, silencioso e que acontece em muito pouca água”, bastando alguns segundos para que se torne real, é essencial, considera a associação, a colocação de barreiras físicas nas piscinas, tanques e poços, a utilização de auxiliares de flutuação e a existência de meios e pessoas que permitam um salvamento imediato em caso de afogamento.

A isto juntam-se os cuidados a ter pelos pais e pelas crianças, que incluem não perder as crianças de vista junto à água, dificultar o acesso das crianças aos locais com água, escolher praias e piscinas vigiadas e que cumpram a sinalização, colocar sempre colete salva-vidas às crianças em águas agitadas, turvas ou profundas, assim como braçadeiras no caso das águas paradas, transparentes e pouco profundas.

Ensinar as crianças a nadar, ainda que mantendo uma vigilância próxima pode ajudar a salvar vidas, mas explicando que estas nunca o devem fazer sozinhas.

Quando a criança se perde

Perder de vista um filho é um dos maiores receios dos pais. No caso de acontecer, a Missing Children Europe, uma federação europeia que reúne várias organizações de crianças desaparecidas, aconselha os pais a irem para o último local onde viram a criança ou para onde ela poderia ter ido.

Entrar em contacto com a polícia local, para que possam dar início à investigação, é outro dos passos. No caso de estar de férias fora do país, deve ainda ligar-se para o número 116.000, que ajuda a direcionar para as autoridades certas.

Deve também dizer aos mais pequenos o que fazer no caso de se perderem, que inclui ensinar-lhes o seu nome completo e morada (ou número de telefone) e indicar para onde devem ir no caso de deixarem de ver os pais. 

Carros ao sol podem atingir temperaturas mortais em apenas uma hora

Por Atualidade

Todos os anos as notícias repetem-se. Seja por distração, cansaço ou esquecimento, há crianças que acabam por ficar fechadas no interior de carros nos dias de calor. E não é preciso muito para que a situação se possa transformar numa tragédia: basta uma hora para que o tablier de um carro estacionado ao sol num dia quente de verão chegue aos 70°C, revela um novo estudo.

Uma hora é também o tempo que leva as crianças pequenas a sofrer lesões por calor ou até morrer por hipertermia, que significa um aumento da temperatura acima dos 40°C, sendo incapazes de arrefecer.

Publicado na revista Temperature, o trabalho decidiu comparar o grau de aquecimento de diferentes modelos de carros nos dias de calor, tendo em conta a exposição a diferentes quantidades de sombra e luz solar e a duração da mesma. E olhou também para o impacto destas variáveis na temperatura corporal de uma criança de dois anos, deixada dentro de um veículo num dia quente.

A conclusão leva os especialistas a pedir mais medidas, uma vez que não há dúvidas que, mesmo estacionado à sombra, um carro pode rapidamente tornar-se letal para uma criança.

Os efeitos do calor nos carros

Foram utilizados seis veículos no estudo: dois carros familiares idênticos, prateados, de tamanho médio; dois citadinos prateados, idênticos e dois monovolumes prateados, também iguais. Durante três dias quentes de verão, com temperaturas acima dos 35°C, em Tempe, no Arizona, os investigadores foram transferindo os carros da luz do sol para a sombra. E mediram a temperatura do ar interior e à superfície.

“Estes testes replicaram o que poderia acontecer durante uma ida às compras”, explica Nancy Selover, climatóloga da Universidade do Arizona e uma das autoras do estudo.

“Queríamos saber como estaria o interior de cada veículo após uma hora, mais ou menos o tempo que uma pessoa demora a fazer compras num supermercado. Sabíamos que a temperatura seria elevada, mas fiquei surpreendida com o valor à superfície.”

Para os veículos estacionados ao sol durante a simulação de ida às compras, a temperatura média no interior atingiu 46°C em apenas uma hora. Os painéis de bordo atingiram os 69°C, os volantes os 53°C e os assentos 51°C também numa hora. No caso dos veículos estacionados à sombra, uma hora depois as temperaturas interiores chegaram próximo dos 38°C, enquanto os painéis de bordo subiram aos 48°C, os volantes aos 42°C e os assentos aos 41°C.

Risco acrescido para as crianças

“Já todos voltamos para os nossos carros em dias quentes e mal conseguimos tocar no volante”, refere Selover. “Imagine como seria uma criança presa no carro. Uma vez introduzida uma pessoa nestes carros quentes, estes começam a exalar humidade para o ar. E quando há mais humidade, não é possível arrefecer através do suor, porque este não evapora tão rapidamente.”

A idade, peso, problemas de saúde existentes e outros fatores, incluindo a roupa vão afetar como e quando o calor se vai tornar mortal. Os investigadores não podem prever exatamente o momento em que uma criança vai sofrer uma insolação, mas a maioria dos casos envolve uma subida da temperatura corporal acima dos 40°C por um período prolongado.

No estudo, foram usados dados para modelar a temperatura corporal de um menino de dois anos. E a equipa verificou que uma criança presa num carro nas condições testadas no estudo pode chegar a essa temperatura em cerca de uma hora se o carro estiver estacionado ao sol, e em pouco menos de duas horas se estiver à sombra.

É por isso que Jennifer Vanos, principal autora do estudo, deixa um apelo: “esperamos que estes resultados possam ser aproveitados para a consciencialização e prevenção da insolação pediátrica, assim como a criação e adoção de tecnologia no veículo para alertar os pais de crianças esquecidas”.