Protetor solar: o que precisa de saber para fazer a escolha mais inteligente

protetor solar

O verão significa mais diversão ao sol. Mas todo esse sol significa que é fundamental proteger a pele dos raios nocivos. O protetor solar é a melhor forma de proteção. Mas com tantos protetores solares disponíveis, como deve ser feita a escolha? Qual é o mais eficaz e seguro, sobretudo para as crianças?

“Uma ou mais queimaduras solares na infância podem mais que duplicar o risco de desenvolver melanoma mais tarde”, afirma Minnelly Luu, dermatologista pediátrica do Hospital Infantil de Los Angeles, nos EUA. “O melanoma e outros tipos de cancro de pele podem também ocorrer em todos os tipos e tons de pele.” E deixa vários conselhos.

Manter os bebés com menos de seis meses longe do sol direto e cobri-los com roupas de proteção é uma forma de proteger os mais pequenos.

O protetor solar pode ser usado para bebés com menos de seis meses em áreas que não podem ser cobertas, mas a cobertura de sombra e as roupas devem ser o principal método de proteção solar entre os mais pequenos.

Um protetor solar de amplo espetro protege contra os dois tipos de radiação ultravioleta (UV) do sol: UVA e UVB.

Os raios UVA penetram na camada mais espessa da pele e têm efeitos a longo prazo, como rugas prematuras e manchas. Já os raios UVB produzem efeitos de curto prazo na pele e são a principal causa de queimaduras solares. No entanto, ambos podem causar cancro de pele.

Deve, por isso, escolher-se um protetor solar de amplo espetro com FPS 30 ou superior. Alguns são também rotulados como “resistentes à água”, o que não é o mesmo que à prova de água. Até porque todos os protetores solares são lavados, pelo que deve sempre reaplicar-se depois de nadar ou suar muito.

Protetor mineral ou químico?

Existem dois tipos principais de protetores solares: mineral e químico. Ambos protegem do sol, mas fazem-no de maneiras diferentes. Os protetores solares minerais ficam na superfície da pele e atuam como uma barreira – bloqueiam fisicamente os raios UV, usando óxido de zinco, dióxido de titânio ou ambos.

Os filtros solares químicos são absorvidos pela pele e filtram os raios UV. Estes protetores usam uma variedade de ingredientes, como oxibenzona e octinoxato.

Como é que pode dizer qual está a comprar? Leia a parte “ingredientes ativos” do rótulo. Se for um protetor solar mineral, os únicos ingredientes ativos serão óxido de zinco e/ou dióxido de titânio. Qualquer outro ingrediente ativo é provavelmente um filtro químico.

Em geral, os protetores solares minerais são a melhor escolha, sobretudo para bebés e crianças pequenas. Porquê? Primeiro, são menos irritantes para pessoas com pele sensível. Mas existe também alguma controvérsia à volta dos ingredientes dos filtros solares químicos: estudos recentes descobriram que os ingredientes químicos são absorvidos na corrente sanguínea em níveis significativos, mesmo após apenas um uso e podem permanecer no sangue por longos períodos.

Erros associados ao protetor solar

Os dois erros mais comuns do protetor solar são: não usar o suficiente e não reaplicar com frequência suficiente. Para que seja bem-sucedido, deve:

– Espalhá-lo. Não economize!

– Aplicar os protetores 20 a 30 minutos antes de ir para o sol.

– Reaplicar pelo menos a cada duas horas. No caso de ir à água, reaplicar a cada 45 minutos.

– Não esquecer as orelhas, os pés, a nuca e a parte detrás dos joelhos.

O protetor solar é apenas uma parte da proteção dos mais pequenos. A este devem juntar-se ainda:

– Procurar sombra, sobretudo nas horas de maior calor.

– Usar roupa de banho.

– Usar um chapéu de abas largas que proteja o rosto, couro cabeludo, orelhas e pescoço.

– Proteger os olhos. Procurar óculos de sol infantis que bloqueiem de 99% a 100% dos raios UVA e UVB.

Posts relacionados