
É um problema de saúde pública que, segundo o estudo EMPIRE, afeta um em cada cinco portuguese adultos. Em vésperas do Dia Mundial da Saúde, que se assinala no próximo domingo (07 de abril), o Anemia Working Group Portugal (AWGP) alerta para a anemia, confirmando que a maioria das pessoas não está diagnosticada.
A estes números junta-se outro: mais de 50% de todos os casos de anemia são provocados por défice de ferro, um nutriente essencial para o organismo, para a saúde física e mental e para manter os níveis de energia adequados à actividade.
A deficiência de ferro pode provocar vários sintomas, como fadiga, tonturas, falta de ar, maior suscetibilidade para infeções, aftas, dores de cabeça, queda de cabelo, intolerância ao frio, etc.
A anemia causada por deficiência de ferro tem um impacto significativo na saúde, aumentando o risco de morbilidade e mortalidade por agravamento de outras doenças subjacentes. Os doentes com anemia apresentam sintomas de fadiga e têm uma qualidade de vida reduzida quando comparados com doentes não-anémicos, tendo um impacto negativo na sua produtividade.
Para Robalo Nunes, presidente do AWGP, “é essencial sensibilizar a população para este tema, pois normalmente subvalorizam um dos sintomas mais comuns – a fadiga – associando-o a outras situações. No entanto, a deficiência de ferro ou a anemia, quando não é tratada, podem ter implicações sérias na qualidade de vida do doente”.
Perante o diagnóstico o tratamento depende do que é mais adequado a cada situação e a cada doente.