
Um novo estudo pioneiro confirma o valor da prevenção da doença de Alzheimer com base numa abordagem integrada que usa exercícios diários, alimentos funcionais, juntamente com meditação. Elementos de um estilo de vida saudável, que podem ser complementados com o uso de biomarcadores , o que permite a deteção do Alzheimer até 20 anos antes do início dos sintomas da doença.
Um dos maiores quebra-cabeças da investigação médica e dos sistemas de saúde pública em todo o mundo é a doença de Alzheimer, que tem hoje uma prevalência de quase 50 milhões de pessoas.
Trata-se de um distúrbio cerebral multifatorial, caracterizado por comprometimento cognitivo progressivo, apatia e distúrbios do humor, cujo principal fatores de risco é o envelhecimento.
São vários os estudos que sugerem que a doença de Alzheimer não é mais do que uma alteração ao envelhecimento normal através de mudanças nas capacidades funcionais dos neurónios, assim como nos mecanismos de proteção neuronal.
Existem fatores que são determinantes das perdas funcionais durante o envelhecimento e uma parte importante é desempenhada pelos componentes epigenéticos. Mas parece cada vez mais que a ação dos genes que conferem suscetibilidade à doença de Alzheimer pode ser atenuada com estilos de vida saudáveis, exercício físico, alimentação equilibrada e medicamentos, assim como uma vida social ativa e atividade prática durante os últimos anos de idade.
Neste contexto, um importante caminho foi aberto para a prevenção desta doença. Com base em evidências médicas, este novo estudo, da autoria da equipa de Ricardo Maccioni, do Centro Internacional de Biomedicina, publicado na edição especial do Journal of Alzheimer’s Disease, vai ao encontro de um crescente corpo de investigação sobre a forma de conjugar todos os fatores acima, proporcionando uma melhor qualidade de vida.
A prevenção, bem como os programas de rastreio inovadores para a deteção precoce da doença usando biomarcadores confiáveis, estão a tornar-se essenciais para o controlo da doença.