Em vésperas do Dia Mundial contra as Hepatites, que se assinala a 28 de julho, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) confirma que há ainda um longo caminho para eliminar estas doenças, objetivo que se pretendia concluído até 2030. Ao todo, em 2016, contaram-se 6.600 mortes notificados na UE devido a hepatites virais.

Contas feitas, a taxa de mortes por hepatite viral foi, em média, de 13 por milhão de habitantes em 2016, valor inferior ao verificado em 2011 (15 mortes por milhão de habitantes).

As hepatites afetam tanto os homens (3.400 mortes) como as mulheres (3.200 mortes), sendo dois terços do total das mortes verificados em pessoas com mais de 65 anos (4.300, ou seja, 64% do total da UE).

Itália lidera em número de mortes

É na Itália (38 mortes por hepatite viral por milhão de habitantes) que a taxa de mortalidade por hepatite é mais alta, seguindo-se a Letónia (31 mortes por milhão de habitantes) e a Áustria (21).

Portugal destaca-se em sétimo lugar na lista, com valores abaixo da média da UE. Mas são a Eslovénia e a Finlândia (ambas com 1 morte por milhão de habitantes), a República Checa e a Holanda (três cada) os países que apresentam melhores resultados.

Milhões infetados com hepatites

A hepatite é doença que se caracteriza pela inflamação do fígado, que pode desaparecer espontaneamente ou progredir para cicatrizes, cirrose ou cancro do fígado, sendo os vírus da hepatite a causa mais comum.

A hepatite viral consiste num grupo de doenças infecciosas, que inclui as hepatites A, B, C, D e E e representam um elevado risco para a saúde global, segundo a Direção-Geral da Saúde, uma vez que existem cerca de 240 milhões de pessoas com infeções crónicas por hepatite B e cerca de 130-150 milhões de pessoas infetadas pelo vírus da hepatite C em todo o mundo.

Números que justificam os apelos da Organização Mundial de Saúde, que pede aos países para aproveitarem as recentes reduções nos custos de diagnóstico e tratamento da doença para aumentarem os investimentos na sua eliminação.