A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suspender os ensaios clínicos que decorriam com hidroxicloroquina em doentes infetados com o novo coronavírus. Decisão tomada depois de um estudo ter alertado para um aumento dos problemas cardíacos associados à toma deste medicamento, assim como do risco de morte.

Segundo os dados de estudo observacional publicado no The Lancet, que contou com a presença de 90.000 doentes de 671 hospitais em todo o mundo, os tratamentos com cloroquina ou hidroxicloroquina não só não melhoraram o estado dos doentes hospitalizados com COVID-19, como ainda aumentava o risco de lhes causar problemas cardíacos ou até mesmo levar à morte.

Situação que levou a OMS a decidir suspender, ainda que de forma temporária, este ensaio clínico, que vai permitir que os peritos da organização possam rever todas as evidências existentes, no que diz respeito à segurança dos medicamentos no tratamento dos doentes infetados, tal como explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Apesar disto, aproveitou ainda para reforçar que a hidroxicloroquina e a cloroquina são aceites como tratamentos “geralmente seguros” para as pessoas com malária, artrite ou outras doenças autoimunes.

Recorde-se que o uso de hidroxicloroquina tem sido defendido pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que referiu recentemente estar a tomar o medicamento como forma de prevenção da doença.