
Os doentes com psoríase têm um risco aumentado de problemas mentais, que surgem, em média, dois a três meses após o diagnóstico.
Michelle Z. Leisner, especialista do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, e os colegas examinaram a relação entre a psoríase e o desenvolvimento de problemas mentais em 13.675 pessoas com a doença, comparadas com quem não tinha o diagnóstico.
E verificaram que, independentemente do problema mental, a percentagem de risco era superior, quando comparando com aqueles que não tinham a doença.
Chul Hwan Bang, da Universidade Católica da Coreia, em Seul, usou dados locais para determinar quanto tempo levava até que as comorbilidades de saúde mental se manifestassem após o diagnóstico nestes doentes.
Um trabalho que incluiu 12.762 doentes, comparados com um grupo de controlo, tendo verificado que o risco de episódios depressivos, transtornos de ansiedade, neuróticos e perturbações do sono foram, em média, mais de duas vezes superiores nos doentes com psoríase, tendo o seu início surgido entre 80 e 200 dias depois do diagnóstico.
“O início precoce do tratamento adequado para doenças de pele é importante para diminuir as comorbidades de saúde mental”, referem os autores, nos trabalhos publicados na revista JAMA Dermatology.
Doença afeta 1 a 3% da população
De acordo com a Associação Portuguesa da Psoríase, trata-se de uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade e que afeta 1 a 3% da população.
“O seu aspeto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afetam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo”, mas que, nos casos mais graves, podem cobrir extensas áreas do corpo.