
De que morrem os europeus? Em 2016, os números dão conta de 5,1 milhões de mortes na União Europeia (UE), ainda assim cerca de 80.000 a menos do que no ano anterior. Um terço destas mortes ocorreram em pessoas com menos de 75 anos (33%), enquanto 1,5 milhões morreram entre os 75 e 85 anos (29%), aos quais se juntam 1,9 milhões de mortes de pessoas com 85 anos ou mais (38%).
Mas afinal, de que morrem? A resposta é dada pelo gabinete de estatísticas da UE, o Eurostat, que revela que, no mesmo ano, pouco mais de 1,8 milhões de pessoas morreram de doenças do sistema circulatório, sobretudo enfartes e AVC.
A estes juntam-se 1,3 milhões de vidas ceifadas pelo cancro. Contas feitas, estas foram as duas principais causas de mortes na UE, responsáveis por 36% e 26% de todas as mortes.
As doenças do sistema circulatório foram a principal causa de morte em todos os Estados-Membros da UE, exceto na Dinamarca, França, Holanda e Reino Unido, onde o cancro assume a liderança.
A terceira principal causa de morte recai sobre as doenças do sistema respiratório (422.000 pessoas, ou seja, 8% de todas as mortes).
Há ainda a assinalar os acidentes e outras causas externas de mortes, que correspondem a 5% de todos os óbitos, as doenças do aparelho digestivo (4%), doenças mentais e doenças comportamentais, como a demência (4%) e doenças do sistema nervoso, incluindo Alzheimer (4%).
Portugal em 14.º no número de mortes
O Eurostat compara ainda as taxas de mortalidade entre os países, salientando a necessidade de ajustar os dados ao tamanho e à estrutura da população.
E conclui que, com 1.602 mortes por 100.000 habitantes, a Bulgária regista a taxa de mortalidade mais elevada da UE em 2016. Seguem-se a Letónia e Roménia (1 476), Lituânia (1 455) e Hungria (1 425).
Portugal ocupa o 14.º lugar na lista, em linha com a média da UE, ou seja, 1.002 mortes por 100.000 habitantes.