Não se sabe quantas são as grávidas que, em busca da melhor posição para descansar, preferem dormir de costas. É para estas que fica o conselho, que resulta de uma investigação recente: o melhor mesmo é dormirem de lado, uma vez que a primeira posição pode colocar em risco a vida do bebé.

Liderado por uma professora da Universidade de Huddersfield, em Inglaterra, o estudo revelou que, dormir de costas, aumenta o risco de morte do bebé. De tal forma que a descoberta se tornou mesmo recomendação no serviço nacional de saúde britânico.

Tomasina Stacey trabalhava na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e foi lá que decidiu avaliar se a posição ao dormir contribui para a morte fetal.

E foi lá também que concluiu que as grávidas que dormem de costas correm um risco maior, porque o peso do útero pode reduzir o fluxo sanguíneo para o bebé.

As suas descobertas foram depois descritas num artigo publicado pelo British Medical Journal, tendo este sido o primeiro estudo a associar práticas relacionadas com o sono materno à mortalidade à nascença, o que levou à realização de novos estudos, um dos quais de larga escala, que reuniu dados da Nova Zelândia, Reino Unido, Austrália e EUA.

Ao todo, 851 mães enlutadas e 2.257 mulheres com gravidez em curso participaram na avaliação, agora publicada no The Lancet.

Estudo transforma-se em recomendação nacional

A principal descoberta é que dormir de costas após as 28 semanas de gravidez aumenta o risco para o bebé em 2,6 vezes. Este risco elevado ocorre independentemente de outros fatores de risco conhecidos para os bebés que nascem sem vida.

A Tommy’s, uma organização sem fins lucrativos britânica que financia investigação sobre esta temática, tinha incluído estas descobertas sobre a posição no sono nos seus conselhos para mulheres grávidas.

Agora, foi a vez do sistema nacional de saúde britânico (NHS) fazer o mesmo, afirmando que, “na gravidez tardia (depois de 28 semanas), é mais seguro dormir de lado do que de costas”.