É já no dia 30 de setembro que a A.N.D.A.R (Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatoide) realiza as suas XXI Jornadas, este ano com destaque para as aprendizagens retiradas da pandemia que, para Arsisete Saraiva, presidente da A.N.D.A.R, vão recair naquilo que se tornou mais difícil para os doentes, com toda a “incerteza, o isolamento, a ausência de consultas médicas e o atraso nas cirurgias”.

Para falar sobre este assunto, decorrerá uma conferência com Margarida Gaspar de Matos, Coordenadora da Task Force para o confinamento em pandemia, Maria Antónia Almeida Santos, presidente da Comissão Parlamentar de Saúde e Maria do Céu Machado, professora catedrática jubilada da Faculdade de Medicina de Lisboa.

A A.N.D.A.R pretende ajudar a melhorar a qualidade de vida dos doentes que sofrem com artrite reumatoide, “apoiando o empoderamento e participação na gestão da doença, reforçando o apoio médico social e a informação atualizada”, afirma.

Estas Jornadas vão permitir “divulgar conhecimento, discutir as necessidades não satisfeitas dos doentes”, mas também, trazer esperança, com o “esclarecimento de dúvidas e apresentação de novidades”.

É neste sentido que se vão abordar, em conversa com especialistas na área da reumatologia, as novas formas de tratamento existentes e as manifestações nalguns órgãos menos conhecidos. Também abordadas serão as implicações da infeção por SARScoV2 na doença e a forma como as vacinas contra a COVID-19 “têm reduzido a morbilidade e complicações mais graves da doença, diminuindo os internamentos e a mortalidade dos doentes”.

Mote para uma das conversas nestas XXI Jornadas é a literacia em saúde. Segundo a presidente da A.N.D.A.R, a mesma é um facilitador da “participação ativa dos doentes nas decisões que lhe dizem respeito, de mais rápido acesso e diagnósticos mais precoces, com uma maior adesão ao tratamento e melhor prognóstico com mais baixos custos económicos e sociais”.

Atualmente, existe em Portugal cerca de 50.000 a 70.000 doentes diagnosticados com artrite reumatoide, uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. O principal sintoma é a inflamação das articulações que, com o tempo, pode levar a deformidades. Quando não tratada precocemente, traz graves consequências para os doentes. Pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum entre os 30 e os 50 anos, com maior prevalência no sexo feminino. 

Para saber mais sobre as XXI Jornadas aqui.