À semelhança do que se verifica em vários países dentro e fora da Europa, Portugal deverá definir uma estratégia de implementação da medicina de precisão, um conceito que olha para as especificidades de cada doente, permitindo melhorar a rapidez e eficácia dos diagnósticos, evitando a prescrição de terapêuticas desnecessárias, ineficazes e dispendiosas.

Este será o tema em destaque num encontro que se vai realizar no próximo dia 11 de dezembro, no Auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa, com a apresentação da “Agenda Estratégica para o Futuro da Medicina de Precisão em Portugal”.

Uma iniciativa da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio institucional da Ordem dos Médicos e o apoio técnico da EY. 

A existência de uma estratégia que olha para os doentes de forma individualizada traduz-se, a nível económico, numa utilização racional e eficiente dos recursos disponíveis, diminuindo o desperdício e custos associados a tratamentos ineficazes e respetivos efeitos secundários, revelam os dados existentes sobre o tema.

As vantagens a nível social são também evidentes, aumentando-se o bem-estar dos doentes.

Os desafios que se colocam ao sistema de saúde nacional, assim como a melhor forma de implementar esta estratégia vão ser apresentados, em forma de uma agenda estratégica que, mais do que a definição de objetivos, aponta um caminho para tornar a medicina de precisão uma realidade em Portugal.