Podem os anúncios no Facebook ajudar a prevenir o cancro?

Facebook no rastreio ao cancro

Ou porque não é muito agradável, porque não apetece ou porque simplesmente pode ser feito mais tarde. Há sempre uma razão para adiar os rastreios ao cancro, o que acontece mesmo quando existe uma recomendação médica. Será que, aqui, o Facebook pode dar uma ajuda?

A questão foi colocada pelo Programa de Rastreios ao Cancro do Colorado, nos Estados Unidos, que há muito tem recorrido a diferentes formas de lembrar os doentes e de os estimular a fazer rastreios. E que decidiu experimentar uma coisa nova: “iniciar uma campanha de mensagens de texto para prevenção do cancro”, explica Andrea Dwyer, investigadora do Centro de Oncologia da Universidade do Colorado.

Para isso, foram criados spots de rádio, anúncios no Facebook e até mesmo panfletos impressos localmente, a encorajar as pessoas da comunidade a enviarem um SMS para um determinado número, para que passassem a receber informações e lembretes sobre os rastreios do cancro.

Adesão de quase 100% ao Facebook

A avaliação dos resultados não deixa dúvidas: embora a rádio e os panfletos não tivessem surtido o efeito desejado, já dos anúncios no Facebook não se pode dizer o mesmo.

“O Facebook foi um bom mecanismo. O envolvimento foi grande e aqueles que visualizaram os anúncios clicaram na página de inscrição, uma clara indicação de intenção”, refere a investigadora.

Ao todo, 96% dos participantes que enviaram mensagens de texto para se inscreverem permaneceram inscritos para receberem todas as informações e lembretes planeados.

O que leva os especialistas a olhar para as redes sociais, e especificamente o Facebook, como uma forma de alcançar aqueles que vivem em áreas onde a informação sobre a prevenção do cancro pode ser de mais difícil acesso.

Tecnicamente, continua sem se saber se a publicidade no Facebook pode prevenir o cancro, até porque não é possível quantificar o número de doentes que teriam desenvolvido cancro e que foram detetados precocemente devido a este programa.

No entanto, o estudo confirma que novas estratégias de comunicação podem ser uma forma eficaz de alcançar populações às quais é mais difícil levar informações e estratégias para a prevenção do cancro.

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