Menopausa associada a menor saúde cardiovascular

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Os níveis de mau colesterol aumentam durante a menopausa, e 10% desse aumento é devido a alterações nas hormonas sexuais, revela um estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology.

As mulheres costumam entrar na menopausa entre os 48 e os 52 anos, momento em que se assiste a um declínio no estrogénio e ao aumento da hormona folículo-estimulante (FSH).

Há muito que se pensa que este momento na vida feminina predispõe as mulheres a doenças cardíacas, aumentando o seu risco e vários estudos já mostraram que a menopausa está associada a níveis de metabolitos promotores de doenças cardíacas, mas este é o primeiro trabalho a vincular esta mudança a alterações nas hormonas sexuais femininas.

“A menopausa é inevitável, mas é possível que a mudança de metabolitos negativos possa ser diminuída com uma alimentação saudável e atividade física”, afirma Eija K. Laakkonen, autora do estudo e especialista da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia.

“As mulheres devem prestar particular atenção à qualidade da gordura na sua dieta e fazer exercício suficiente para manter a aptidão cardiorrespiratória. O tratamento de reposição hormonal é uma opção que as mulheres devem discutir com os profissionais de saúde neste momento das suas vidas.”

O papel da resposição hormonal na menopausa

A avaliação do estudo permitiu associar esta fase da vida a uma mudança estatisticamente significativa nos níveis de 85 metabolitos, com o colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL), triglicéridos, ácidos gordos e aminoácidos.

Segundo a especialista, “este estudo associa as mudanças hormonais ocorridas durante a menopausa a alterações metabólicas que promovem doenças cardíacas”.

E, acrescenta ainda, apesar de ser necessária mais investigação, as descobertas aqui feitas indicam que “iniciar o tratamento de reposição hormonal no início da menopausa, ou seja, durante a transição da menopausa, oferece o maior efeito cardioprotetor. As mulheres que considerem esta possibilidade devem discuti-lo com o seu profissional de saúde, pois existem inúmeras opções e algumas contraindicações potenciais, como cancro ou histórico de acidente vascular cerebral, que precisam de ser considerados”.

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