Portugueses consumiram menos antibióticos em 2017

Uma caixa de antibióticos

O tratamento com antibióticos sofreu uma redução de 3% em 2017, revela o relatório anual do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Uma queda ainda mais significativa no caso das quinolonas (8,4%), antibióticos de espetro largo associados a um maior volume de resistências e que não são de primeira linha na utilização, o que significa que, provavelmente, o cidadão está mais esclarecido e o médico mais criterioso, conclui o Infarmed.

De acordo com o mesmo relatório, os medicamentos para a diabetes, hipertensão e anticoagulantes orais são responsáveis pelo maior volume de encargos ao longo do ano, totalizando 388 milhões de euros (+ 6,3%).

As substâncias mais utilizadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) destinam-se ao tratamento da diabetes, colesterol elevado, destacando-se também os analgésicos e, apesar da descida, os antibióticos.

Maior acesso a novas moléculas

O Infarmed não tem dúvidas que os cidadãos portugueses estão a utilizar mais medicamentos e a aceder a mais moléculas inovadoras. Ao todo, em 2017 foram adquiridas mais 1,4 milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias face a 2016, tendo sido dispensadas 157 milhões no total, o maior volume dos últimos cinco anos.

Este aumento do acesso não alterou, no entanto, de forma significativa o nível de despesa, com a fatura global a oscilar apenas 0,3% face ao período homólogo, para 699 milhões de euros, revela o Infarmed.

O valor suportado pelo cidadão em cada embalagem baixou 1,27 cêntimos nos últimos seis anos (menos 22%), enquanto o encargo médio por embalagem foi de 4,44 euros (menos três cêntimos).

Nas farmácias, a despesa total com medicamentos atingiu quase dois mil milhões de euros, 1.213,5 milhões dos quais são encargos do SNS, que registou um aumento de 23,7 milhões de euros (0,2%), fruto da disponibilização de mais medicamentos inovadores e de um aumento da dispensa de medicamentos.

A Autoridade do Medicamento destaca o aumento da quota de medicamentos genéricos, que alcançou 47,9% só no mês de dezembro. A quota por doses diárias definidas alcançou os 52,5% em 2017.

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