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Meta de redução do sal no pão permitirá cortar em 0,51g a ingestão diária de sal

sal no pão

Qual o impacto na saúde dos portugueses de uma redução da quantidade de sal no pão? A questão tem resposta, graças a um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Através do seu Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis, o INSA divulga o relatório do estudo-piloto sobre o tema, que avalia o impacto na saúde de uma redução na quantidade de sal adicionada ao pão que os portugueses tanto gostam e consomem.

Sabendo que as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal, a redução do consumo de sal surge como uma das melhores abordagens para a prevenção destas doenças, até porque o pão é, segundo os dados do INSA, um dos alimentos que mais contribuem para a ingestão de sal pela população portuguesa.

Motivo que levou a que, em outubro de 2017, tivesse sido assinado um protocolo entre a Direção-Geral de Saúde, o INSA e algumas associações de industriais de panificação, pastelarias e similares para a redução gradual de sal no pão até 2021.

O objetivo principal deste estudo foi a aferição dos potenciais impactos na saúde da população portuguesa resultantes da implementação deste Protocolo, de acordo com as metas estabelecidas no documento. E as conclusões revelam que a meta máxima preconizada pelo Protocolo, de 1g de sal por cada 100g de pão em 2021, corresponde a uma redução de 29% face ao cenário atual, o que levará a uma redução esperada de 0,51g e 0,32g na ingestão diária total de sal para homens e mulheres, respetivamente.

Neste cenário espera-se uma maior redução na ingestão de sal entre os maiores consumidores de pão, identificados como homens, da região do Alentejo, com idades compreendidas entre os 55 e 74 anos e com menor nível de educação.

Mais ainda, os dados recolhidos através de questionário revelam que a maioria dos que responderam referem ter conhecimento da assinatura do Protocolo e não sentiram alterações (sabor, textura, durabilidade) no pão que consomem habitualmente, não tendo, por isso, alterado o seu padrão de consumo, nos últimos 12 meses.

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