A Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) foi distinguida com o Prémio Nacional de Psicologia, um prémio que visa distinguir uma instituição cujo contributo para a afirmação da psicologia na sociedade seja especialmente meritório de reconhecimento público. Uma iniciativa da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Por detrás deste reconhecimento está um longo percurso e trabalho por parte da LPCS, uma instituição particular de solidariedade social, de utilidade pública e sem fins lucrativos, que apoia doentes com VIH e SIDA e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Ao mesmo tempo que disponibilizou formação a centenas de psicólogos ao longo destes últimos 30 anos, tem também obtido contributos relevantes, da parte destes mesmos psicólogos, que permitiram uma investigação/acção e produção de conhecimento em benefício dos que procuraram e continuam a procurar a LPCS.

Maria Eugénia Saraiva, presidente da LPCS, afirma que “esta distinção é um incentivo para continuar a prática de acções e gestos solidários para a LPCS, mas importantes para outros, a quem pudemos e podemos continuar a ser úteis”.

A presidente da LPCS recorda o percurso da instituição, “com profissionais de psicologia a pensar neste projeto desde o início e envolvidos em todas as ações”.

“Fomos uma das primeiras ONG a ser criada para dar resposta a um problema de saúde pública, a SIDA. Entre as várias respostas, que surgiram em 1990, o primeiro e grande projeto da LPCS a ser criado foi a Linha SOS SIDA, com o objetivo de apoiar o maior número de pessoas possível, mantendo-se até hoje, mas de uma forma mais alargada e acessível, com um reforço extraordinário de horário durante a pandemia covid-19. Igualmente a criação de centros de atendimento e apoio integrado, em Lisboa, Loures e Odivelas e unidades de rastreios, privilegiaram desde sempre, a inclusão de psicólogos, fundamentais na ligação com as comunidades”, acrescenta.