congresso de transplantes

Tráfico e comércio de órgãos em destaque em Coimbra

Por Atualidade

As rotas clandestinas da transplantação, o tráfico e o comércio de órgãos é um dos temas em destaque no XVII Congresso Luso Brasileiro de Transplantação, organizado pela Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), que reúne especialistas portugueses e brasileiros de todas as áreas de órgãos transplantados, num encontro que arranca esta quinta-feira em Coimbra.

Ao longo de três dias, serão apresentadas as principais inovações e trabalhos de investigação nas várias áreas de órgãos transplantados, contando-se ainda com a presença de especialistas espanhóis, cujo país tem a maior taxa de doação por milhão de habitantes no mundo.

Alexandre Linhares Furtado é um nome que dispensa apresentações. O médico, pioneiro na área da transplantação em Portugal, tendo realizado realizado o primeiro transplante renal e o primeiro transplante hepático sequencial, vai marcar também presença, com uma palestra sobre “Medicina e Arte”.

Maior evento sobre transplantação no País

Susana Sampaio, presidente da SPT, adianta que “este é o maior evento sobre transplantação no nosso país, com organização portuguesa”.

E acontece “fruto de um acordo de cooperação com a congénere brasileira, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, e que pressupõe a organização alternada deste congresso, que tem como objetivo a troca de experiências e conhecimentos. Importa referir que o Brasil tem uma das unidades que mais transplanta no mundo”.

Este evento irá coincidir com a XIV Congresso Português de Transplantação, reunião anual da SPT, na qual serão divulgados os vencedores da Bolsa de apoio à Investigação e Bolsa de apoio à Publicação.

Portugal é o segundo no mundo com mais órgãos de dadores falecidos

Por País

Portugal foi, no ano passado, o segundo país do mundo com mais órgãos de dadores falecidos, numa lista de 50 nações, depois de ter sido terceiro em 2016, revelam os dados apresentados no simpósio internacional de transplantação e doação de órgãos, organizado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que decorre em Lisboa.

Ao todo, segundo os dados do relatório da Coordenação Nacional da Transplantação sobre a atividade de doação e transplantação de órgãos, em 2017 foram colhidos 1.011 órgãos e realizados 895 transplantes. Números que confirmam um aumento de 3,5% face ao ano anterior (864), tendo-se assistido também ao aumento do número de dadores: 351 em 2017, mais 14 do que no ano anterior.

A maioria dos dadores, que eram oriundos do sul do País, estava em morte cerebral (330), 79 eram dadores vivos, 21 encontravam-se em paragem cardiocirculatória e 10 eram dadores sequenciais. A principal causa de morte dos dadores foi clínica (80%), seguindo-se a traumática (20%).

No que diz respeito aos órgãos, a subida foi, aqui, de 8% em relação ao ano anterior, registando-se a colheita de 1.011 em 2017. A idade média do dador foi de 53,8 anos, tendo-se registado 77 doações de rins e duas de fígado em dador vivo.