burnout parental

Stress do confinamento em casa aumenta risco de burnout parental

Por COVID-19

Com as escolas fechadas, cortesia de uma pandemia que exige distanciamento social, pais e filhos partilham agora a totalidade dos seus dias, o que, para muitos, é uma novidade. E pode ser também fonte acrescida de stress, que pode conduzir ao burnout parental. É para esta que alerta Maria Filomena Gaspar, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC).

Ler Mais

como fazer o banho do bebé

Como dar banho ao recém-nascido: conselhos de um especialista

Por Bem-estar

Depois do parto, levar o bebé para casa tem tanto de emocionante como de assustador. E há um momento que é particularmente stressante para os recém-papás: o banho. Pensar naquele pequeno e frágil ser humano e imaginar dar-lhe banho não é, de facto fácil. Mas os dermatologistas da Academia Americana de Dermatologia garantem que é tudo uma questão de prática.

Para evitar uma grande dose de stress e ansiedade, o melhor mesmo é seguir alguns passos simples para garantir que o bebé fica seguro, limpo e saudável.

“Embora pareça intimidante no início, dar banho ao bebé é simples”, confirma o dermatologista Kalyani Marathe. “A primeira coisa é começar com banhos de esponja até que o coto do cordão umbilical caia.”

Para isso, reúna tudo o que é necessário para o efeito. Ou seja, a pequena banheira com água morna, um pano e um sabonete para bebé, suave e sem perfume.

Deite o bebé numa superfície plana e confortável e mantenha-o aquecido, envolvendo-o numa toalha e expondo apenas a parte do corpo que está a ser lavada. Por uma questão de segurança, mantenha sempre o bebé bem seguro.

Comece com a cabeça. Mergulhe o pano na tigela de água morna e limpe suavemente o rosto e o couro cabeludo do bebé, sem esquecer os refegos do pescoço e atrás das orelhas.

Segue-se o resto do corpo, sendo que o sabonete apenas precisa de ser aplicado nas zonas sujas, como o pescoço e a área da fralda. Não se esqueça de enxaguar e limpar os vestígios de sabonete após a limpeza.

O banho do bebé: a forma mais tradicional

“Assim que o coto do cordão umbilical cair, mude para o banho tradicional”, refere a mesma fonte.

Aqui, os conselhos começam por ser os mesmos, com a preparação de tudo o que for necessário antes do início do banho.

Decida onde o vai fazer, pegue numa toalha, um sabonete apropriado e coloque o bebé na água. Primeiro, encha o recipiente com água morna e teste a temperatura da água no interior do pulso para garantir que não está muito quente.

Depois, gentilmente guie o bebé para a água, começando pelos pés, mantendo, no entanto, a maior parte do corpo acima da água.

Comece a limpeza pela cabeça, usando um pano para lavar suavemente o rosto e o couro cabeludo. Não se esqueça de limpar entre os dedos do bebé e certifique-se de que todo o sabonete é retirado.

“Após o banho, envolva imediatamente o bebé numa toalha para o aquecer e considere aplicar um hidratante suave e sem fragrância.”

defeitos cardíacos congénitos nos bebés

Fumo dos pais pode causar problemas no coração dos filhos

Por Investigação & Inovação

O tabaco faz mal à saúde. A afirmação é antiga e têm sido tantos os estudos que o confirmam que já não há aqui dúvidas. Ainda assim, o vício dos cigarros continua a preocupar e, agora, a mensagem é dirigida aos homens. Ao que parece, o tabagismo paterno está associado ao aumento do risco de defeitos cardíacos congénitos nos mais pequenos.

Publicado no European Journal of Preventive Cardiology, revista da Sociedade Europeia de Cardiologia, o trabalho deixa o alerta, em forma de repto: “Os pais devem parar de fumar”.

A posição é defendida por Jiabi Qin, da Escola de Saúde Pública de Xiangya, na China, autor do estudo, que acrescenta que “os pais são uma grande fonte de fumo passivo para as mulheres grávidas, que parece ser ainda mais prejudicial para os bebés”.

Principal causa de morte neonatal

Os defeitos cardíacos congénitos são a principal causa de morte neonatal e afetam oito em cada 1.000 nascimentos em todo o mundo, revelam os dados existentes.

O prognóstico e a qualidade de vida continuam a melhorar, graças aos avanços na ciência e cirurgia, mas nem por isso os efeitos deixaram de se fazer sentir. 

“Fumar é teratogénico, o que significa que pode causar malformações no desenvolvimento. A associação entre o tabagismo dos pais e o risco de defeitos cardíacos congénitos tem atraído cada vez mais atenção, com o aumento do número de fumadores em idade fértil”, refere o especialista.

Associação perigosa

Esta foi a primeira meta-análise que examinou a relação entre tabagismo paterno, tabagismo passivo materno e os riscos de defeitos cardíacos congénitos nos filhos.

Os estudos anteriores tinham-se focado sobretudo no tabaco entre as grávidas, mas segundo Qin, “pais fumadores e a exposição ao fumo passivo em mulheres grávidas são mais comuns do que grávidas fumadoras”.

Os investigadores analisaram 125 estudos, que envolviam 137.574 bebés com defeitos cardíacos congénitos e 8,8 milhões de futuros pais.

Todos os tipos de tabagismo dos pais foram associados ao risco de defeitos cardíacos congénitos, com um aumento de 74% no caso dos homens fumadores, 124% nas situações de fumo passivo em mulheres e 25% nos casos de mulheres fumadoras, em comparação com os que não tinham o vício do tabaco ou não eram expostos ao fumo deste.

Esta foi também a primeira revisão que avaliou o tabagismo em diferentes fases da gravidez e o risco de defeitos cardíacos congénitos, o que levou o investigador a defender que “as mulheres devem parar de fumar antes de tentarem engravidar, para garantir que estão livres do fumo quando engravidam”.

Mas, mais do que isso, é também importante que “fiquem longe das pessoas que estão a fumar. Os empregadores podem ajudar, garantindo que os locais de trabalho são livres de fumo”.

No caso dos médicos e profissionais de saúde dos cuidados primários, Jiabi Qin considera que estes “precisam de fazer mais para divulgar e educar os futuros pais sobre os riscos potenciais do tabagismo para o feto”.

pedidos de desculpa

Pense duas vezes antes de obrigar o seu filho a pedir desculpa. A justificação está aqui

Por Saúde Infantil

Se é dos que costuma obrigar os seus filhos a pedir desculpa quando estes não estão para aí virados, saiba que pode estar a fazer mais mal do que bem. Ou seja, pode fazer com que a criança fique a gostar ainda menos daquele a quem tem de pedir desculpa. 

De acordo com um novo estudo, isto acontece porque o essencial de um pedido de desculpas, expressar remorso e reparar relacionamentos, deixa de existir, sendo substituído pela obrigação. 

Realizado por investigadores da Universidade do Michigan, o trabalho avaliou se as crianças distinguem entre as expressões de remorso voluntariamente dadas e aquelas que são fruto da coação. E a resposta é positiva.

Conclusão: explorar formas de ajudar as crianças a aprender a ter empatia pela vítima, garantindo assim um pedido de desculpas sincero, é muito mais construtivo do que simplesmente as obrigar.

“Certifique-se de que a criança entende porque é que a outra pessoa se sente mal, e certifique-se de que está realmente pronta para dizer ‘desculpa'”, explica Craig Smith, investigador daquela instituição.

“Coagir o seu filho a pedir desculpas vai-lhe sair pela culatra.”

Crianças sabem quando as desculpas são forçadas 

Craig Smith e a sua equipa observaram como as crianças de quatro a seis anos avaliavam três tipos de cenários de desculpas: as espontâneas, os pedidos solicitados, mas feitos de bom grado, e as desculpas coagidas.

E verificaram que os mais pequenos viam de igual forma as desculpas voluntárias, fossem estas solicitadas ou não.

Mas já as desculpas forçadas, essas não foram vistas com bons olhos, sobretudo pelos miúdos com idades entre os sete e os nove.

Ainda que todas as crianças acreditassem que os transgressores se sentiam mal depois do pedido de desculpas, já aquelas com idade entre os sete e os nove achavam que os maus sentimentos dos que pediam desculpa de forma coagida estavam enraizados no interesse próprio, ou seja, na preocupação com a punição, por exemplo.

O que fazer

Como é que os pais podem ajudar os seus filhos pequenos a responder com empatia depois de incomodar outra pessoa e apresentar um pedido de desculpas voluntário?

A resposta é dada pelo especialista: “quando o seu filho estiver calmo, ajude-o a ver como a outra pessoa se está sentir e porquê”.

Até porque, acrescenta, “um pedido de desculpas é uma forma de o fazer, mas existem muitas maneiras. Várias investigações mostram que mesmo as crianças no pré-escolar valorizam quando alguém corrige a sua ação. Às vezes isso é mais poderoso do que palavras”.

dormir no berço

Bebés no berço até aos três anos dormem mais e melhor

Por Saúde Infantil

A premissa é simples: de que forma o local onde os bebés dormem influencia o seu sono? A resposta parece também ela clara: influencia e muito. Tanto que os especialistas não têm dúvidas que manter os bebés no berço até aos três anos melhora a qualidade do seu sono e, logo, do sono de quem deles cuida.

Quando se tem um bebé, dormir uma noite descansada é, para muitos pais, um sonho. Aquele que se tem de ter acordado, uma vez que quem manda na noite dos adultos é a criança. E se, até agora, pouco ou nada se sabia sobre a relação entre sono e local do mesmo, um grupo de especialistas norte-americano mudou o cenário, ao descobrir que, quanto mais tarde o bebé sair do berço, melhor para todos.

Ao todo, foram recrutados 1.983 cuidadores de crianças com idade entre 18 e os 36 meses, oriundos da Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos e registados os seus padrões e problemas de sono, recolhidos através de uma aplicação para smartphone gratuita e disponível para o público.

Os resultados confirmam o que parece ser a norma nos países ocidentais, ou seja, que a percentagem dos que dormem no berço diminui com a idade: 63 das crianças entre os 18 e os a 24 meses dormiam no berço, valor que caía (34%) quando se tratava das com idade entre os 24 e os 30 meses e que voltava a diminuir (12%) entre as com 30 a 36 meses.

Mas o que é que isto tem a ver com a qualidade do sono? O mesmo estudo verifica que, em todas as faixas etárias e em todos os países, o tempo passado no berço está associado a uma hora de dormir mais precoce, mais facilidade ao adormecer, menos despertares noturnos, maior tempo de sono, diminuição da resistência ao sono assim como de problemas do mesmo.

O que significa, revela o estudo, que “dormir num berço em vez de numa cama está associado a uma maior quantidade e qualidade de sono, no caso das crianças pequenas, em países ocidentais”. O que significa também que “adiar a transição do berço para a cama até os três anos de idade pode beneficiar o sono das crianças”. E se as crianças dormem melhor, os pais também.

Motivações alvo de mais estudos

No futuro, Ariel Williamson, do Children’s Hospital da Philadelphia, nos EUA, principal autora do estudo, e os seus colegas, querem perceber o que motiva os pais a passar as crianças do berço para a cama. Poderá ser a chegada de um novo bebé ou apenas o facto de a criança já não caber no berço ou conseguir saltar dele.

Seja como for, fica a certeza: adiar esta passagem beneficia todos.

peso das mães influencia IMC dos filhos

Quando se trata do peso das crianças, as mães importam, os pais não

Por Nutrição & Fitness

“Os pais têm um grande impacto na saúde e no estilo de vida dos seus filhos”, confirma, sem grandes surpresas, Marit Næss, especialista do Centro de Investigação HUNT. E é sem surpresas também que acrescenta que “os comportamentos que levam à obesidade são facilmente transferidos de pais para filhos”. Mas como é que as mudanças no estilo de vida de mães e pais afetam o índice de massa corporal (IMC) dos filhos? De forma bem diferente, garante o estudo que liderou.

E que conclui que a perda de peso da mãe, e apenas desta, afeta o IMC dos filhos. “Se o peso da mãe cair entre dois a seis quilos, isso pode estar ligado a um menor IMC nas crianças”, refere Kirsti Kvaløy, investigadora do HUNT, um estudo longitudinal de saúde da população realizado no centro da Noruega, que avaliou 4.424 crianças e pais e os seguiu ao longo de 11 anos.

Se um menor peso das mães significa também crianças menos pesadas, em relação aos pais a história é bem diferente. No caso do progenitor, os investigadores não foram capazes de encontrar uma ligação significativa entre perda de peso e o índice de IMC das crianças.

Mas há mais. “As mães cujos níveis de atividade diminuem à medida que os seus filhos crescem estão associadas a crianças com maior IMC na adolescência”, diz Næss. Ou seja, se a mãe não permanecer fisicamente ativa, as crianças ficarão mais pesadas, algo que também não foi possível confirmar no caso dos pais.

O papel da educação

De acordo com os especialistas, as mães continuam a ser as principais responsáveis ​​pelo planeamento das atividades domésticas e pelas escolhas alimentares, embora este estudo não tenha examinado essas questões.

O que significa que as pequenas mudanças que esta faz na sua dieta e nos seus hábitos acabam por envolver toda a família, noção reforçada pelo facto de os investigadores não terem encontrado uma relação correspondente quando os pais perdem muito peso.

Então e a educação? Os resultados são bastante claros quando esta é incluída na equação. “Em média, o IMC é menor nas famílias com ensino superior, em comparação com famílias com menos educação”, diz Kvaløy. No entanto, a redução do peso materno parece exercer maior influência no IMC das crianças de famílias com ensino superior.

bebés prematuros

Nascimentos prematuros em Portugal aumentaram 24% em 14 anos

Por Saúde Infantil

Um em cada dez bebés nasce antes do tempo em todo o mundo. Uma pressa que traz consigo desafios. Dez anos depois do primeiro Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade, realizado a 17 de novembro de 2008, a data volta a ser assinalada, numa tentativa de chamar a atenção para a necessidade de um trabalho em conjunto com as famílias no cuidado aos pequenos recém-nascidos.

Uma situação cujos números têm vindo a aumentar, afetando famílias em todos os países do mundo. Portugal não é exceção, com a prematuridade a aumentar quase 24% desde 2000.

E ainda que mais de 80% dos nascimentos prematuros tenham lugar na Ásia e na África subsaariana, o problema é universal, mostram os dados publicados recentemente no The Lancet Global Health.

Estados Unidos e Brasil estão entre os dez principais países do mundo com o maior número de nascimentos prematuros. Os dados são de 2014 e dão conta, nos EUA, de uma taxa de prematuridade que chega aos 9,9%, com o Brasil a ficar-se pelos 8,2%.

Portugal não está no top 10 dos países com mais partos antes do tempo, mas de acordo com estes dados assistiu a um crescimento no número de bebés nascidos de forma prematura na ordem dos 23,8% em 14 anos. Ao todo, em 2014, nasceram no nosso país 6.600 bebés prematuros, para uma taxa de 8,3% (era 6,7% em 2014).

Uma percentagem em linha com a taxa europeia (8,7%) e com o aumento, em média, verificado no Velho Continente: 24,9%.

Sessão de sensibilização em Lisboa

Promovida pela EFCNI – European Foundation for the Care of Newborn, uma plataforma criada em abril de 2008, a nível europeu, e constituída por pais e profissionais de saúde com o propósito de dar voz aos recém-nascidos prematuros, bem como às suas famílias, o Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade assinala-se este sábado (17 de novembro), com uma sessão na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa.

Dedicada aos prematuros e suas famílias, este encontro, de entrada livre, realiza-se durante a manhã (11h00), no anfiteatro da MAC, e pretende consciencializar a sociedade para os recém-nascidos pré-termo.