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Estudo revela os sintomas de Parkinson que os doentes mais desejam ver melhorados

Por Bem-estar

As pessoas com a doença de Parkinson têm de lidar com muitos sintomas e enfrentar muitos desafios. Uma equipa do Parkinson’s UK, uma organização britânica que apoia doentes e procura fomentar a investigação sobre a doença, quis saber quais os sintomas que mais incomodavam os doentes e se estes mudam à medida que a doença evolui. O objetivo é identificar onde é que são necessários melhores tratamentos e estratégias para ajudar a manter a independência e a qualidade de vida.

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Spin-off do Porto recebe 100 mil euros para expandir ensaios clínicos em pacientes com Parkinson

Por Investigação & Inovação

A spin-off inSignals Neurotech, que desenvolve dispositivos médicos para a quantificação de sintomas motores de doenças neurodegenerativas, de forma a obter melhores resultados clínicos, recebeu um investimento de 100 mil euros, destinados a acelerar a validação e o desenvolvimento de, entre outras, uma solução para apoiar cirurgias de estimulação cerebral profunda em pacientes que sofrem de Parkinson. O financiamento irá também permitir a validação de outras aplicações na área da neurologia e expandir a equipa de bioengenharia.

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tecnologia para doença de Parkinson

Equipa nacional cria tecnologia inovadora para tratar doentes com Parkinson

Por Atualidade

O aumento da rigidez muscular é um dos principais sintomas da doença de Parkinson, frequentemente tratada com um implante de estimulação cerebral profunda. É para facilitar este trabalho que um grupo de investigadores portugueses criou um dispositivo wireless vestível, que avalia a rigidez do pulso para dar apoio aos procedimentos neurocirúrgicos.

Já usado em pessoas com Parkinson, esta novidade pode vir a ser útil também em epilepsia ou noutras doenças do foro neurológico.

A estimulação cerebral profunda é feita com um implante, colocado durante uma cirurgia. São os médicos que, tendo em conta a rigidez do pulso, fazem a avaliação e decidem sobre qual a melhor posição para esse implante. 

Uma avaliação subjetiva, influenciada pela experiência e perceção dos especialistas, ainda que já existam alguns sistemas que ajudam a fornecer esses dados, mas que são, no entanto, complicados de configurar e impraticáveis para uso durante procedimentos cirúrgicos.

É aqui que entra esta novidade, uma tecnologia fácil de configurar e de utilizar pelos médicos durante uma cirurgia.

Novidade pode ajudar a avaliar impacto de novos medicamentos

Resultado da investigação do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), com o apoio do Hospital Universitário de São João, na área da Engenharia Biomédica, esta tecnologia tem já um pedido internacional de patente e acaba de dar origem a uma nova spin-off na área da saúde, a InSignals Neurotech.

Será esta a empresa que vai comercializar a novidade tecnológica, que pode vir a ajudar instituições farmacêuticas a monitorizar ou a avaliar o impacto de medicamentos novos ou aprovados na redução da rigidez durante os ensaios clínicos.

O interesse por parte de potenciais parceiros industriais tem sido grande, tanto que a empresa está a tentar celebrar alguns acordos de colaboração para aumentar o número de ensaios clínicos para testar as suas tecnologias em Portugal, Reino Unido e Alemanha.

Para João Paulo Cunha, docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica (C-BER) do INESC TEC, a empresa “vai funcionar como um forte veículo de inovação para consolidar as tecnologias relacionadas com o cérebro que os investigadores do INESC TEC têm vindo a desenvolver desde há vários anos com a Universidade do Porto”.

Comer mais peixe poderá prevenir a doença de Parkinson

Por Saúde Mental

O consumo de peixe pode ajudar a prevenir a doença de Parkinson, garante um novo estudo realizado por investigadores suecos que, para além do Omega-3 e -6, normalmente associados a uma melhoria cognitiva, introduzem agora um novo ‘responsável’.

Há muito tempo que o peixe é considerado um alimento saudável, associado a uma melhoria da saúde cognitiva a longo prazo, ainda que as razões para isso não sejam totalmente claras. O Omega-3 e -6, ácidos gordos encontrados no peixe, são frequentemente apontados como os responsáveis, mas a comunidade científica não está totalmente convencida. É aqui que entram os especialistas da Chalmers University of Technology, da Suécia, que revelam que parvalbumina, uma proteína muito comum em várias espécies de peixes, pode estar a contribuir para este efeito.

Uma das características da doença de Parkinson é a formação da alfa-sinucleína, uma proteína referida frequentemente como a “proteína de Parkinson”. O que este estudo vem agora demonstrar é que a parvalbumina “limpa” as proteínas alfa-sinucleína, impedindo que formem os seus efeitos potencialmente nocivos.

“A parvalbumina recolhe a ‘proteína de Parkinson’ e impede que se agregue, simplesmente agregando-se primeiro”, explica Pernilla Wittung-Stafshede, professora e chefe da divisão de Biologia Química da Chalmers, e principal autora do estudo.

O que significa que aumentar a quantidade de peixe, como bacalhau, carpa e o peixe-vermelho, incluindo o salmão-vermelho e o pargo vermelho, que têm níveis particularmente elevados de parvalbumina, na nossa dieta pode ser uma forma simples de combater a doença de Parkinson.

“O peixe é normalmente muito mais nutritivo no final do verão, devido ao aumento da atividade metabólica. Os níveis de parvalbumina são muito maiores nos peixes depois de terem tido muito sol e, por isso, pode valer a pena aumentar o consumo durante o outono”, explica Nathalie Scheers, investigadora do estudo.

O potencial impacto noutras doenças

Para além do Parkinson, outras doenças, como Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica ou a doença de Huntington, são também são causadas por certas estruturas amilóides que interferem no cérebro. Problemas que estão a chamar a atenção desta equipa de investigadores, que pretende estudar se o consumo de peixe pode funcionar também aqui, confirma Pernilla Wittung-Stafshede.

“Estas doenças estão associadas à idade e as pessoas estão a viver mais e mais. Haverá uma explosão destas doenças no futuro – e a parte assustadora é que atualmente não temos cura. Então, precisamos de acompanhar tudo que parecer promissor.”

 

 

 

De Hawking a Micheal J. Fox: o poder da fama na sensibilização para a doença

Por Marque na Agenda

Stephen Hawking quase dispensa apresentações, ou não tivesse a sua vida dado um filme. O cientista, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurológica, degenerativa e progressiva, despediu-se agora da vida, aos 76 anos, mas não sem antes ter contrariado todas as previsões médicas, que há muito tinham vaticinado a sua morte, ao mesmo tempo que se tornou o rosto desta doença, dando-lhe visibilidade.

Não é o único. Têm sido várias as caras conhecidas que usaram a sua fama para sensibilizar e aumentar a informação sobre várias doenças. Como Hawking, um exemplo de superação, vários foram também os que criaram fundações dedicadas a estudar as diferentes patologias.

Em busca da cura para Parkinson

Michael J. Fox é outro exemplo. Quando, em 1991, com apenas 30 anos, foi diagnosticado com a doença de Parkinson, pensou tratar-se de um erro. Sete anos mais tarde partilhava com o mundo a informação e dava início a uma batalha contra a doença, assumindo o compromisso com a investigação em 2000, ano em que criou uma fundação com o seu nome.

Desde então, foram mais de 600 milhões de euros que a fundação dedicou ao estudo de Parkinson, muitos dos quais em busca de um tratamento capaz de restaurar a função dos neurónios danificados no cérebro dos doentes.

Um ‘Magic’ corajoso

Foi uma decisão considerada corajosa, tanto mais se pensarmos que, em 1991, a discriminação em relação aos doentes com o vírus da sida era muito superior à que ainda existe hoje. Earvin ‘Magic’ Johnson, estrela da NBA, assumia ser portador do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), tornando-se a primeira figura pública heterossexual a assumir a infeção, o que se tornou um marco na história da doença.

Vinte e sete anos depois, a luta contra a sida prossegue em várias frentes. ‘Magic’ Johnson continua ativo nesta guerra, assumindo o papel de protagonista ao dar o seu nome a uma fundação apostada em difundir informação e conhecimento sobre a doença.

Gaga na luta contra a fibromialgia

O anúncio foi recente. No documentário que retrata a sua vida (Gaga: Five Foot Two), Lady Gaga anunciou que sofre de fibromialgia, numa tentativa de “ajudar a consciencializar e a pôr em contacto as pessoas que sofrem com a doença”, revelou então.

A artista tornou-se, desde então, embaixadora de uma doença crónica, de causa desconhecida, que afeta sobretudo as mulheres, tendo como principais sintomas a dor, fadiga crónica e problemas cognitivos.