
Entre 17 e 23 de agosto deste ano, os Estados-Membros da União Europeia (UE) comunicaram 136 casos humanos de febre do Nilo Ocidental. Um problema que está a merecer uma chamada de atenção das autoridades.
De acordo com os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, registaram-se, naquele período, 59 casos em Itália, 31 na Grécia, 25 na Roménia, 19 na Hungria e dois em França. Israel (49) e Sérvia (33), países vizinhos da UE, também comunicaram dezenas de casos.
Às infeções junta-se o número de mortes, 19 ao todo na referida semana, registadas na Grécia (7), Roménia (5), Sérvia (4) e Itália (3).
Clima pode ser responsável por mais casos de febre do Nilo Ocidental
Transmitido às pessoas sobretudo através da picada de mosquitos infetados, o vírus do Nilo Ocidental, pode ser mortal, ainda que quase 80% das pessoas infetadas não apresentam sintomas.
Este ano, de acordo com um artigo publicado na revista Eurosurveillance, foi observado este ano “um aumento aparentemente mais acentuado do número de casos relatados nesta temporada, em comparação com anos anteriores”.
De acordo com a mesma fonte, entre 2014 e 2017 foram notificados cinco a 25 casos nas semanas em que se verificaram casos, o que contrasta com os 168 casos comunicados no mesmo período, este ano.
E a culpa deste aumento, assim como do surgimento precoce de casos, pode ser do clima. A chuva forte de março e abril e as temperaturas elevadas que, um pouco por toda a Europa, marcaram o verão, podem bem ser os responsáveis, consideram os especialistas.