Todos os meses, cerca de 30 mulheres perdem a vida em Portugal na sequência de um cancro do ovário. Os dados disponíveis, referentes a 2018, referem-no como a oitava doença oncológica mais mortal para o sexo feminino, que roubou a vida a 412 portuguesas nesse ano. Conhecer o risco é, por isso, fundamental.

“Qualquer mulher que sinta inchaço inexplicável, dor de estômago, urgência em urinar ou dor abdominal ao longo de algumas semanas deve procurar um médico”, refere a propósito Stephanie V. Blank, diretora de oncologia ginecológica do Mount Sinai Health System, uma rede de hospitais nos EUA.

“E se o médico não levar a sério esses sintomas, ela deverá procurar outro médico”, acrescenta.

“Muitas vezes, as mulheres são enviadas para o médico errado, ou informadas de que estão apenas a envelhecer ou a ganhar peso ao ter este tipo de sintomas, o que significa que estão a perder um tempo valioso”, reforça a especialista, que chama a atenção para a importância da deteção precoce.

Os principais sintomas de cancro do ovário 

Porque os ovários são pequenos e pelo facto de se encontrarem situados na cavidade abdominal, a deteção desta forma de cancro é difícil e muitas vezes feita com atraso. Uma vez que o prognóstico depende do estágio do tumor ou da sua deteção antes que se espalhe para outras parte do corpo, é especialmente importante reconhecer os sintomas.

Os mais importantes são os distúrbios gastrointestinais, como gases, indigestão ou náusea, dor ou desconforto pélvico e/ou abdominal, inchaço pélvico e/ou abdominal, fadiga, perda ou ganho inexplicado de peso e sangramento fora do normal.

Ainda que não seja uma doença associada ao envelhecimento, a verdade é que o risco aumenta com a idade. Os números provam isso mesmo: a maioria dos cancros do ovário surgem após a menopausa e metade é diagnosticada em mulheres com 63 anos ou mais de idade.