Estima-se que, este ano, o número de novos casos de cancro chegue aos 2,7 milhões (exceto cancro da pele não melanoma), aos quais se juntam 1,3 milhões de mortes na União Europeia (UE). Os dados são do Centro Comum de Investigação da UE.

As estimativas revelam também que o cancro afeta os homens um pouco mais do que as mulheres, com eles a contabilizarem 54% dos novos casos e 56% das mortes.

Como é sabido, os tumores malignos afeta sobretudo as pessoas com mais idade. As estimativas para 2020 revelam que 62% dos novos diagnósticos e 76% das mortes ocorrem em pessoas com mais de 65 anos de idade.

Quais são os tumores mais diagnosticados e quais os que causam mais mortes? O cancro da mama é, no feminino, o mais vezes diagnosticado. Estima-se que mais de 355.000 mulheres na UE sejam diagnosticadas com tumor na mama em 2020 (13,3% de todos os diagnósticos). A este segue-se o colorretal (341.000 casos, 12,7%), próstata (336.000, 12,5%) e pulmão (318.000, 11,9%).

As causas mais comuns de morte são atribuídas ao cancro do pulmão (20,4%), seguido do colorretal (12,4%), mama na mulher (7,3%) e pâncreas (7,1%).

Impacto da pandemia de fora da estimativa de novos casos de cancro

As taxas de incidência são mais altas nos países nórdicos, mas estima-se que as taxas de mortalidade para todos os tumores combinados sejam mais altas nos países de Leste, tanto para homens como para mulheres.

Ainda não é clara a forma como a pandemia de COVID-19 e à forma afeta o ónus do cancro, sobretudo tendo em conta as variações geográficas e a evolução irregular da pandemia entre os países.

No entanto, foram relatados atrasos na triagem e diagnóstico do cancro, tendo alguns países dado conta de que os diagnósticos de cancro aumentaram após o fim do confinamento.

De acordo com o Centro Comum de Investigação da UE, os efeitos da pandemia não se refletem nestas estimativas, podendo vir a existir uma possível subestimação das taxas de incidência de 2020 em alguns países.